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Guilherme Stein, Jr. and wife, Maria Krähenbühl Stein

Photo courtesy of Brazilian White Center - UNASP.

Stein Jr., Guilherme (1871–1957)

By The Brazilian White Center – UNASP

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The Brazilian White Center – UNASP is a team of teachers and students at the Brazilian Ellen G. White Research Center – UNASP at the Brazilian Adventist University, Campus Engenheiro, Coelho, SP. The team was supervised by Drs. Adolfo Semo Suárez, Renato Stencel, and Carlos Flávio Teixeira. Bruno Sales Gomes Ferreira provided technical support. The following names are of team members: Adriane Ferrari Silva, Álan Gracioto Alexandre, Allen Jair Urcia Santa Cruz, Camila Chede Amaral Lucena, Camilla Rodrigues Seixas, Daniel Fernandes Teodoro, Danillo Alfredo Rios Junior, Danilo Fauster de Souza, Débora Arana Mayer, Elvis Eli Martins Filho, Felipe Cardoso do Nascimento, Fernanda Nascimento Oliveira, Gabriel Pilon Galvani, Giovana de Castro Vaz, Guilherme Cardoso Ricardo Martins, Gustavo Costa Vieira Novaes, Ingrid Sthéfane Santos Andrade, Isabela Pimenta Gravina, Ivo Ribeiro de Carvalho, Jhoseyr Davison Voos dos Santos, João Lucas Moraes Pereira, Kalline Meira Rocha Santos, Larissa Menegazzo Nunes, Letícia Miola Figueiredo, Luan Alves Cota Mól, Lucas Almeida dos Santos, Lucas Arteaga Aquino, Lucas Dias de Melo, Matheus Brabo Peres, Mayla Magaieski Graepp, Milena Guimarães Silva, Natália Padilha Corrêa, Rafaela Lima Gouvêa, Rogel Maio Nogueira Tavares Filho, Ryan Matheus do Ouro Medeiros, Samara Souza Santos, Sergio Henrique Micael Santos, Suelen Alves de Almeida, Talita Paim Veloso de Castro, Thais Cristina Benedetti, Thaís Caroline de Almeida Lima, Vanessa Stehling Belgd, Victor Alves Pereira, Vinicios Fernandes Alencar, Vinícius Pereira Nascimento, Vitória Regina Boita da Silva, William Edward Timm, Julio Cesar Ribeiro, Ellen Deó Bortolotte, Maria Júlia dos Santos Galvani, Giovana Souto Pereira, Victor Hugo Vaz Storch, and Dinely Luana Pereira.

 

 

Guilherme Stein Jr. foi o primeiro cidadão brasileiro a ser batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele nasceu em 13 de novembro de 1871, na cidade de Campinas, Brasil.1 Filho de Guilherme Stein, nascido em 1º de janeiro de 1848, em Bayern, Alemanha,2 e Ana Bárbara Krähenbühl, nascida em 28 de maio de 1847, em Rued, Suíça.3 Ambos eram nascidos em famílias luteranas que emigraram para o Brasil em meados do século XIX.4 Guilherme tinha oito irmãos: Júlio, Simão, Reinaldo, Pedro, Suzana, Margarida, Isabel e Ana.5

A educação formal de Guilherme consistiu em cinco anos de estudos primários6 na Escola Alemã de Campinas, fundada por imigrantes protestantes. A experiência foi importante para sua formação cristã. Como estudante, demonstrava grande capacidade para aprender, indo além do que os professores podiam lhe ensinar.7

Sua história de conversão teve início em 1888. Ele se mudou de Campinas para Piracicaba, estado de São Paulo,8 onde começou a trabalhar na Oficina Krähenbül,9 empresa que fabricava carroças para o transporte de bens e pessoas.10 Como ele era parente dos Krähenbül, morava com a família.11 Isso lhe deu a oportunidade de conhecer melhor Maria Krähenbül (1879-1978),12 neta de uma das tias de sua mãe.13 Eles se casaram em 23 de dezembro de 1893,14 e tiveram três filhos: Guilherme, Waldemar (que faleceu logo após o parto) e Alice Irene.15

Por meio da influência dos Krähenbül – que eram metodistas devotos – Guilherme começou a estudar a Bíblia e a frequentar a Igreja Metodista. Por conta própria, descobriu em seus estudos que o sétimo dia é o verdadeiro dia de guarda, e começou a guardar o sábado sem saber se havia mais alguém no mundo que acreditava nessa verdade. Aceitou o Adventismo após ler uma cópia alemã do livro O Grande Conflito, vendido havia alguns anos à avó de sua esposa, provavelmente pelos colportores Albert B. Stauffer e Albert Bachmeyer. Ele então começou a trocar correspondências com W. H. Thurston, representante das editoras de livros adventistas na cidade do Rio de Janeiro e, por seu intermédio, recebeu mais literatura religiosa.16

Na época, não havia nenhum pastor adventista ordenado no Brasil e, por isso, Thurston pediu ao Pastor Frank Westphal, que estava na Argentina, para visitar vários grupos de conversos pelo Brasil. Westphal chegou ao Brasil em fevereiro de 1895, e depois de passar por Rio Claro e Indaiatuba acompanhado de Stauffer, foi para Piracicaba a fim de se encontrar com Guilherme. Após receber mais instruções sobre as doutrinas adventistas, Guilherme foi batizado pelo Pastor Frank Westphal em abril de 1895, no Rio Piracicaba.17 De março a maio daquele ano, a primeira escola sabatina brasileira foi organizada em Indaiatuba, composta pelos novos membros conversos da família de Guilherme.18

Após sua conversão, Guilherme se envolveu na expansão do núcleo adventista em Piracicaba e arredores. Em 1896, decidiu deixar a empresa Krähenbül para ser colportor efetivo. Na época, não havia muita literatura adventista em português. Havia o Passos a Cristo, de Ellen G. White, traduzido do inglês para o português nos Estados Unidos, mas a tradução não era boa e, o livro, difícil de compreender.19 Posteriormente, Guilherme o retraduziu sob o título Vereda de Cristo.20 Por esse motivo, ele colportava com livros em inglês na região de imigrantes norte-americanos na cidade de Santa Bárbara, estado de São Paulo.21

Em 1º de julho de 1896, o Pastor H. F. Graf estabeleceu a Escola Internacional de Curitiba, no Paraná. De acordo com Stein, esta foi a primeira escola do estado a operar com base na filosofia adventista. Tinha o apoio de membros leigos, mas não era oficialmente parte da organização adventista. Graf convidou Guilherme para ser professor e o primeiro diretor da escola.22

Em setembro de 1897, novamente convidado pelo Pastor Graf, Guilherme aceitou o desafio de auxiliar na fundação de uma escola adventista no distrito de Gaspar Alto, estado de Santa Catarina, a primeira escola oficial da denominação no país. Ele foi o primeiro diretor e professor.23

Em 1899, foi transferido para Santos, onde trabalhou por alguns meses como obreiro bíblico.24 Em outubro, se mudou para o Rio de Janeiro, onde começou a publicar a primeira revista adventista brasileira, O Arauto da Verdade. Na mesma época, esteve envolvido com o trabalho evangelístico junto ao Pastor F. W. Spies. Devido ao seu bom desempenho, em agosto de 1900, William Thurston enviou à Comissão de Missões Estrangeiras nos Estados Unidos um relato do trabalho de Guilherme, juntamente a um pedido para que lhe fosse concedida a credencial de ministro licenciado. O pedido foi aprovado em outubro, fazendo-o o primeiro ministro licenciado brasileiro da Igreja Adventista do Sétimo Dia.25

O próximo convite do Pastor Graf foi na cidade de Taquari, estado do Rio Grande do Sul,26 onde uma escola missionária foi estabelecida em agosto de 1903. Devido à exaustão física, Guilherme permaneceu ali por apenas pouco tempo. Em 1904, ele voltou ao estado de São Paulo. Morou por alguns meses na cidade de Elias Fausto, e depois se mudou para Rio Claro, onde morou com alguns parentes.27

Em 1908, aceitou o chamado para trabalhar na Sociedade Internacional de Tratados no Brasil como escritor, tradutor e editor.28 Trabalhou no local até 1917, quando, devido a problemas de saúde, se mudou para próximo de Elias Fausto, onde continuou trabalhando em casa. Como não estava se sentindo bem para voltar à equipe editorial, ele decidiu se aposentar em 1918. Comprou uma propriedade rural, onde morou com a família.29 Enquanto aposentado, manteve-se ativo e dedicou-se a escrever livros e pesquisar sobre o monogenismo linguístico.30

Guilherme escreveu os dois primeiros livros adventistas de autoria brasileira: Sucessos Preditos da História Universal (1909) e O Sábado (1919).31 Também escreveu O Tupi - De onde veio sua língua e sua religião, publicado pela primeira vez em 1934 pela Livraria Liberdade.32 Mais tarde, foi publicado pela Sociedade Criacionista Brasileira como Torre de Babel e seus Mistérios (1998).33

 Ele também trabalhou como tradutor para a Casa Publicadora Brasileira, traduzindo os seguintes livros, dentre outros: Vereda de Cristo (1908),34 Vida de Jesus (1910),35 O Grande Conflito (1921),36 Guia Prático da Saúde.37 Também traduziu vários hinos para o Hinário Adventista Brasileiro, tais como os que se encontram nas páginas 121, 146, 158, 180, 197, 261 e 297.38 Ele ainda escreveu histórias infantis, que foram compiladas e publicadas no livro Pérolas Esparsas em 1912.39

Guilherme faleceu aos 86 anos, em 5 de outubro de 1957, e foi sepultado na cidade de Indaiatuba, estado de São Paulo.40

Referências

“Guilherme Stein Jr.” Centro Nacional da Memória Adventista (Online), 5 de março, 2014.

L. Waldvogel. “Dia dos Humildes Começos (Zac. 4:10).” Revista Adventista,ano 66, n. 12, dezembro, 1971, 23-24. Acessado em 28 de abril, 2016, http://acervo.revistaadventista.com.br/.

“Livros - Trabalhos publicados pela SCB referentes à obra pioneira de Guilherme Stein Jr.” TV Origens – SCB (Online).

M. Nigri. “Fim de Jornada: Tomba o Primeiro Adventista Batizado no Brasil.” Revista Adventista,ano 53, n. 1, janeiro, 1958, 38. Acessado em 27 de abril, 2016, http://acervo.revistaadventista.com.br/.

“Our Work and Workers.” Signs of The Times, 8 de outubro, 1896, v. 22, n. 40, 12. Acessado em 21 de novembro, 2017, http://docs.adventistarchives.org/docs/ST/ST18961008-V22-40__C.pdf#view=fit.

R. Lessa. “Escola Sabatina Comemora Centenário.” Revista Adventista,ano 91, n. 11, novembro, 17. Acessado em 27 de abril, 2017, http://acervo.revistaadventista.com.br/.

“Stein III, Guilherme.” In Seventh-day Adventist Encyclopedia, 2ª edição, v. 2, editado por Don F. Neufeld. Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1996, 703.

Vieira, Ruy C. Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. 1ª edição, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995.

W. H. Thurston. “Brazil.” ARH,29 de setembro, 1896, v. 73, n. 39, 10-11. Acessado em 21 de novembro, 2017, http://docs.adventistarchives.org/docs/RH/RH18960929-V73-39__B.pdf#view=fit

Notas de Fim

  1. M. Nigri, “Fim de Jornada: Tomba o Primeiro Adventista Batizado no Brasil,” Revista Adventista, ano 53, n. 1, janeiro, 1958, 38.
  2. Ruy C. Vieira, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 34.
  3. Ibid., 57.
  4. Ibid., 34, 50-71.
  5. Ibid., 39.
  6. É importante ressaltar que nenhum dos pioneiros adventistas no Brasil no final do século 19 tinham diplomas de graduação oficiais. Os primeiros adventistas a receber diplomas oficiais viveram na década de 1930.
  7. Ibid., 116-117.
  8. L. Waldvogel, “Dia dos Humildes Começos (Zac. 4:10),” Revista Adventista, ano 66, n. 12, dezembro, 1971, 23-24; e Vieira, 143.
  9. Vieira, 145.
  10. Ibid., 103-104.
  11. L. Waldvogel, “Dia dos Humildes Começos (Zac. 4:10),” Revista Adventista, ano 66, n. 12, dezembro, 1971, 23-24.
  12. R. Lessa, “Escola Sabatina Comemora Centenário,” Revista Adventista, ano 91, n. 11, novembro, 17.
  13. Vieira, 33.
  14. Nigri, 38.
  15. Vieira, 157.
  16. “Stein III, Guilherme,” in Seventh-Day Adventist Encyclopedia, ed. Don F. Neufeld (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1996), 703; Waldvogel, L., “Dia dos Humildes Começos (Zac. 4:10),” Revista Adventista, ano 66, n. 12, dezembro, 1971, 23-24.
  17. Vieira, 134; Francisco H. Westphal, Pionero en Sudamérica (Libertador San Martín, ER: Centro de Investigación White, 1997), 20; Floyd Greenleaf, A Land of Hope (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 38; F. H. Westphal, “South America – Brazil,” The Advent Review and Sabbath Herald, v. 72, n. 29, 16 de julho, 1895, 11.
  18. Vieira, 41, 137.
  19. Ibid., 142-143.
  20. Ibid., 183.
  21. Ibid., 143.
  22. Ibid., 148-149; W. H. Thurston, “Brazil,” ARH, 29 de setembro, 1896, v. 73, n. 39, 10-11; “Our Work and Workers,” Signs of The Times, 8 de outubro, 1896, v. 22, n. 40, 12.
  23. Vieira, 150-151.
  24. Nigri, 38.
  25. Vieira, 162-163.
  26. Nigri, 174.
  27. Vieira, 174-175.
  28. Ibid., 180.
  29. Ibid., 198.
  30. Ibid., 206.
  31. Ibid., 200-201.
  32. Ibid., 209, 211.
  33. “Livros - Trabalhos publicados pela SCB referentes à obra pioneira de Guilherme Stein Jr,” TV Origens – SCB, acessado em 17 de janeiro, 2017, http://www.tvorigens.org.br/scb/index.php/livros?showall=1&limitstart=/.
  34. Vieira, 183.
  35. Ibid., 186.
  36. Ibid., 198.
  37. “Guilherme Stein Jr.,” Centro Nacional da Memória Adventista, 5 de março, 2014, acessado em 17 de janeiro, 2017, http://www.memoriaadventista.com.br/wikiasd/index.php?title=Guilherme_Stein_Jr.
  38. Vieira, 193.
  39. Ibid., 186.
  40. Nigri, 38.
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UNASP, The Brazilian White Center –. "Stein Jr., Guilherme (1871–1957)." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. April 28, 2021. Accessed January 27, 2022. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=AGPT.

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