Sociedade Criacionista Brasileira

By Wellington dos Santos Silva

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Wellington dos Santos Silva

First Published: October 17, 2021

A Sociedade Criacionista Brasileira (SCB) é uma associação civil, sem fins lucrativos, educacional e cultural. Sua sede está localizada em Brasília, Brasil. Tem como objetivo sugerir, promover, coordenar e implementar ações e programas que apoiem uma pesquisa científica multidisciplinar do design inteligente na natureza.1

Embora tenha a mesma base filosófica e teológica da Igreja Adventista do Sétimo Dia, a SCB possui caráter interdenominacional, o que permite a difusão de ideias criacionistas dentro de uma cosmovisão bíblica e teísta. Isso pode ser facilmente verificado por meio das publicações da sociedade e pelos palestrantes das mais variadas denominações. Dessa forma, a SCB tem desenvolvido diversas atividades e eventos, tanto em instituições seculares quanto confessionais, estendendo sua influência para além dos adventistas.

Origens

Por volta de 1971, em São Carlos, estado de São Paulo, o Pastor Leondenis Vendramin convidou alguns professores do Instituto Adventista de Ensino, dentre eles o Professor Orlando Ritter, para realizar uma “Semana Cultural” em um clube da cidade. Na ocasião, o Professor Ritter falou sobre o carbono 14, e foi ele quem forneceu a informação a Ruy Carlos de Camargo Vieira sobre a existência de uma Sociedade de Pesquisa Criacionista nos Estados Unidos. Do contato feito, na época, com a sociedade criacionista nos Estados Unidos, o Dr. Ruy Vieira teve a iniciativa de estabelecer a Sociedade Criacionista Brasileira (SCB), focada especialmente na produção de materiais, artigos, livros e folhetos para auxiliar pais, professores, estudantes, pastores e outras pessoas interessadas no criacionismo.2

Fundação

Inicialmente, a SCB começou a funcionar na casa da família Vieira, em São Carlos, interior do estado de São Paulo, Brasil. Vários membros adventistas na cidade contribuíram voluntariamente com o início das atividades. A missão da SCB, desde o início, é contribuir e promover atividades que apoiem a tese do design inteligente da natureza, em oposição à tese do mero acaso mecanicista. As atividades da SCB têm como público alvo principal os acadêmicos, dentre eles estudantes pré-universitários e estudantes universitários cristãos.

O marco inicial das atividades da SCB aconteceu na cidade de São Carlos, em abril de 1972, com a publicação do primeiro número da Folha Criacionista. O jornal buscava disseminar literatura adequada para esclarecer a natureza filosófica tanto do evolucionismo, como do criacionismo, assim como demonstrar que isso é um conflito de cosmovisões, em vez de uma disputa entre ciência e religião. Essa publicação foi, por muitos anos, a coluna vertebral das atividades conduzidas pela sociedade.

Ainda em 1972, pouco depois da publicação dos primeiros dois números da Folha Criacionista, ocorreu a primeira participação da SCB em um evento fora de São Carlos, no Congresso Jovem Adventista em Manaus. Na ocasião, aconteceu um fato surpreendente – duas malas contendo as primeiras publicações da Folha Criacionista caíram no rio Amazonas acidentalmente. O incidente ocorreu enquanto descarregavam suas bagagens do navio que os levou de Belém para Manaus. As malas, embora pesadas, não afundaram e puderam ser resgatadas miraculosamente. Desde então, a sociedade começou a participar de vários eventos, autonomamente ou em parceria com outros grupos interessados. Essa atividade tem se estendido para igrejas, escolas e outras instituições.3

História

Os primeiros 33 números da Folha Criacionista foram impressos como um serviço externo comissionado pelo Serviço de Publicações da Escola de Engenharia da Universidade de São Paulo, campus São Carlos, onde Ruy Vieira lecionava. Em paralelo à publicação da Folha Criacionista, a SCB também começou a disseminar informações sobre os poucos livros publicados em português que apresentavam e defendiam as teses criacionistas. Todas as traduções do inglês para o português foram realizadas pelo próprio Ruy Vieira, revisadas por sua mãe, e digitadas por seu filho Rui Corrêa.

No período em que a sociedade estava sediada em São Carlos, na casa dos Vieiras, houve grande colaboração de muitos apoiadores da causa criacionista, notavelmente de: Elvio Caetano, Francisco Batista de Mello, Haroldo Azevedo, Humberto Paulo Ricci, Juedi Mayor, Lélio Lindquist, Nahor Neves de Souza Jr., Rosenvaldo Donato, Ruth Jorge Azevedo e Wellington Dinelli.

De 1986 a 1990, Ruy Vieira serviu como presidente da Organização Santamarense de Educação e Cultura (OSEC), em São Paulo, e liderou a transformação das Faculdades de Santo Amaro na Universidade de Santo Amaro (Unisa). Durante esse período, foi implementado na OSEC o “Núcleo de Pesquisas Bíblicas Guilherme Stein Jr.”, e os números 34 ao 48 da Folha Criacionista foram publicadas com o patrocínio da OSEC.

Desde o início de suas atividades informais, a SCB também queria publicar, além da Folha Criacionista, livros para a disseminação dos aspectos mais controversos envolvendo o debate entre criacionismo e evolucionismo. No entanto, foi apenas no final dos anos 1990 que foi possível publicar, por meio da parceria com a OSEC, traduções dos livros: “Inventando a Terra Plana” (Inventing the Flat Earth), por Jeffrey Burton Russelland, e “A Origem da Vida por Evolução – Um Obstáculo para o Desenvolvimento da Ciência” (The Origin of Life by Evolution - An Obstacle to the Development of Science), por Fernando De Angelis.

Por consequência dos contatos entre a SCB e De Angelis, esse autor abordou Romano Ricci, presidente da União Italiana das Igrejas Adventistas do Sétimo Dia, e se tornou um grande apoiador da igreja na fundação da Associazione Italiana Studi sulle Origini: entidade criacionista que, liderada por De Angelis (que foi inspirado pela iniciativa da SCB), logo lançou a edição italiana do livro “Evolução–Um Livro Texto Crítico”, que a SCB havia traduzido para o português.

A partir de 1990, a sede da SCB foi transferida para a capital do Brasil, Brasília, inicialmente para a residência do Dr. Ruy Vieira, até, mais tarde, ter sido estabelecida em espaço próprio. A Folha Criacionista continuou a ser publicada diretamente pela sociedade, com impressão local, dos números 49 ao 96, o último correspondendo à primeira metade de 2017.

Em 1990, em um Campori de Carnaval na cidade de Friburgo, estado do Rio de Janeiro, a SCB participou de um evento criacionista e fez os primeiros contatos com Marcus Vinicius de Paula Moreira, um engenheiro que, posteriormente, se tornou o webmaster e mantenedor dos sites de internet da companhia, diretor de eventos e mídia da SCB, criador dos seminários “A Filosofia das Origens” e fundador do primeiro minicentro da SCB, localizado na IASD de Botafogo, Rio de Janeiro.

Os laços de amizade e colaboração entre Marcus Vinícius e a SCB foram estreitados, inicialmente por ele ter manifestado interesse no livro “O Sábado”, escrito por Guilherme Stein Jr. Isso incentivou a SCB relançar o livro em 1995 (com notas de rodapé adicionais), inaugurando sua própria linha editorial, que envolveu o relançamento, no mesmo ano, de outro livro pelo mesmo autor: “Sucessos Preditos na História Universal”.

A institucionalização da SCB ocorreu em 2000, o que foi um passo decisivo na direção de se tornar uma associação sem fins lucrativos, transformando-se de uma entidade familiar para uma entidade legal de projeção social. Isso aconteceu por meio dos contatos da SCB, feitos anteriormente por Marcus Vinicius, e o suporte crucial de Rubens Crivellaro, que liderou o aprimoramento das publicações, a realização de reuniões a níveis diversos para a defesa das teses criacionistas, o registro da sociedade como uma associação civil sem fins lucrativos, o texto do estatuto, o aumento da coleção de espécimes de minerais e fósseis, a preparação de maquetes e modelos ilustrativos, e várias outras atividades.

A fim de ter todas as suas atividades legalizadas, a SCB teve a orientação inestimável do Dr. Erich Olm, que também se tornou um dos fundadores associados. A assembleia geral para a fundação formal da SCB e eleição da mesa diretiva aconteceu em 12 de agosto de 2000, com a presença de 59 pessoas. A lista de candidatos apresentada para a mesa diretiva da SCB incluía os nomes de Ruy Carlos de Camargo Vieira como presidente, Rubens Crivellaro como secretário e Rui Corrêa Vieira como vice-presidente e diretor executivo, que foram eleitos por aclamação.

Em 2 de novembro de 2004, teve início o Centro Cultural da SCB. O centro está localizado em Brasília, capital do Brasil, no Lago Norte (região administrativa), em um prédio de dois andares com 220 metros quadrados. No térreo, estão as instalações da Biblioteca George McCready Price (que leva o nome do pioneiro adventista do movimento criacionista moderno), com os seguintes setores: setor de Periódicos, setor Hélio Morato Krähenbühl (que leva o nome do distinto acadêmico em assuntos sociológicos, antropológicos e etnológicos, cuja bibliografia foi doada ao centro), setor Ayalon Orion Cardoso (que leva o nome do distinto acadêmico em assuntos astronômicos, cosmológicos e cosmogônicos, cuja bibliografia também foi doada ao centro) e setor Admir Arrais de Matos (que leva o nome do distinto biólogo, professor, doutor e pesquisador pioneiro sobre publicações educacionais com abordagem criacionista).

No térreo, também está localizada a Sala de Expedições e alguns arquivos do Espaço Cultural. No segundo andar fica o Centro de Ciências Isaac Newton (que leva o nome do cientista e pesquisador de profecias bíblicas criacionista), o Centro Multimídia, e o Auditório Jandyra Corrêa Vieira (que leva o nome da primeira esposa de Ruy Vieira, falecida em 2003 e que incentivou grandemente a SCB, por meio do esposo, a criar sua própria sede). No auditório está a coleção completa dos vídeos criativos da SCB. No segundo piso (e parte no primeiro) do Espaço Cultural, são expostas periodicamente mostras temáticas sobre o debate criação-evolução.

Como uma extensão do primeiro piso está a Sala de Reuniões da Diretoria, e o “Centro de Informação e Documentação Guilherme Stein Jr.”, contendo todos os arquivos do trabalho desse pioneiro criacionista brasileiro, e outras publicações relacionadas ao início da disseminação da Bíblia no Brasil, em conexão às primeiras igrejas evangélicas estabelecidas no país, assim como ao movimento Adventista do Sétimo Dia no Brasil. No mesmo local, estão localizadas obras de referência, coleções de Bíblias, e outros materiais informativos. Ao lado da escadaria para o piso superior há um modelo do pêndulo de Foucault e um jardim de inverno com um pequeno setor chamado “Arquitetos da Natureza”, com diferentes tipos de ninhos e insetos sociais, tais como abelhas, vespas e cupins.

No corredor para a porta de entrada central há um mural de 10x3 metros, que ilustra as camadas geológicas convencionais e oferece a possibilidade de se formar árvores genealógicas com interpretações alternativas às usualmente aceitas pela biologia tradicional, geologia e paleontologia, baseadas em pesquisas paleontológicas bem documentadas.

Com a criação do Centro Cultural, a SCB começou a promover cursos de treinamento para professores de escolas públicas e privadas em favor do ensino do criacionismo na sala de aula. Nessa ocasião, a ex-governadora do estado do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, autorizou a abertura de um concurso público para professores de escolas estaduais ensinarem sobre criacionismo em aulas de religião. O fato teve grande repercussão na mídia, provocando a reação de várias organizações científicas, tais como a “Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência” (SBPC). Vários desses professores foram enviados para participar do treinamento oferecido pela SCB. Aulas foram lecionadas por professores e pesquisadores adventistas e de outras denominações, todos comprometidos com a causa criacionista.

Em meados de 2005, teve início uma amizade próxima com o Dr. Hipólito Gadelha Remígio, advogado no Senado Federal brasileiro, que se uniu à SCB e se tornou um apoiador notável das atividades da sociedade, destacando-se pelo suporte pessoal dado à expansão dos seminários “A Filosofia das Origens” para outros territórios, que em 2018 esteve em sua 27ª edição. Interessantemente, Hipólito havia tido contato, na juventude, com a SCB por meio dos números da revista Folha Criacionista. Em 2006, ele foi eleito secretário executivo da SCB, e reeleito pelos próximos três anos, tendo servido como palestrante em vários seminários da sociedade, apresentando temas teológicos e filosóficos. Ele também contribuiu para a aquisição de espécimes valiosos para exibição no centro cultural da sociedade e para a manutenção do programa editorial de novos livros criacionistas; além disso, também foi responsável pela contratação de um secretário para lidar com a gestão das vendas de materiais produzidos pela SCB e outras atividades burocráticas exigidas pela lei brasileira.4

Desde que a SCB foi institucionalizada em 2000, tem sido possível a publicação de um número de traduções cada vez maior de livros criacionistas importantes de autores estrangeiros. O principal deles foi “Evolução – Um Livro Texto Crítico”,5 traduzido e impresso no Brasil em 2002, por meio da coordenação e suporte de três universidades que haviam se comprometido em adquirir mais da metade da tiragem inicial de 2.500 cópias. A SCB pagou a cessão de direitos autorais e royalties para a Weyel Lehrmittelverlag (Editora Weyel), e a edição brasileira seguiu o padrão do alemão original. O trabalho de edição excepcional, feito em Brasília pela Editora Qualidade, levou o livro a receber um dos prêmios mais destacados concedidos às gráficas do parque gráfico Brasiliense.

Outro livro importante publicado pela SCB foi o “Em busca das Origens–Evolução ou Criação?”6 traduzido do espanhol. A SCB pagou a cessão de direitos autorais e os royalties para o Editorial Safeliz. A edição e impressão foram feitas em 2002, na Espanha, de onde os livros foram importados. Esse livro foi adotado com sucesso pela SCB em seus cursos de treinamento criacionistas, seguindo um roteiro preparado previamente para ser um guia de estudos. Ele tem sido usado por pequenos grupos de estudo que a SCB forma durante as apresentações dos seminários “A Filosofia das Origens”.

Em 2007, a SCB escolheu outro livro em alemão para ser traduzido para o português e incorporado à sua linha editorial, intitulado “Criação–Criacionismo Bíblico”, de Alexander Vom Stein, editado por Daniel Verlag (Editora). A edição brasileira foi traduzida e editada por um time especial da SCB, criado para essa tarefa, e foi possível graças à contribuição generosa do Dr. Erivan Paiva, fundador associado da SCB.

Com a recuperação dos livros escritos por Guilherme Stein Jr., foi aberta uma linha de publicações sobre a origem comum das línguas e religiões, fortalecida com a publicação do livro de Luiz Caldas Tibiriçá intitulado “Estudo Comparativo do Japonês com Línguas Ameríndias” e outros livretos. O primeiro foi escrito por Ruy Vieira em 1998, “Um Tronco Comum para os Idiomas?” enquanto o segundo foi publicado um ano depois, em 1999, por Tibiriçá, com o título “Dicionário de Raízes Primitivas – Edição Resumida”.

Uma vez que a SCB tomou conhecimento da edição original em inglês do livro de Bill Cooper “Depois do Dilúvio – A História Antiga da Europa Retrocedendo até o Dilúvio Bíblico”, ela buscou priorizar sua publicação. Após a tradução do material para o português, ele logo foi disponibilizado ao público em 2008. Bill Cooper é um historiador renomado, membro do conselho e depositário do Movimento da Ciência da Criação, sucessor do Movimento de Protesto ao Evolucionismo, que é a sociedade criacionista mais antiga do mundo moderno. Os direitos autorais de publicação do livro foram cedidos sem custo à SCB, com vistas a incentivar novas publicações para a disseminação do criacionismo.7

Na mesma linha editorial, em 2011, Ethel Nelson publicou o livro “Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa”. Mais tarde, em 2015, foi lançado outro livro em sequência: “Mistérios que Confúcio não Resolveu”. Ambos foram traduzidos para o português voluntariamente pelo Dr. Carlos Gama Michel.

Na metade da primeira década do presente século, a SCB fez contatos iniciais com a Fundação de Pesquisas Científicas (FPC), entidade semelhante localizada na Turquia, que começou a se destacar como uma das maiores do mundo em termos de publicação de livros e produção de vídeos em larga escala, em várias línguas. Sua peculiaridade é ter uma visão islâmica do criacionismo, diferente das outras sociedades com as quais a SCB tem mantido contato. Dentre os livros publicados pela fundação, a SCB traduziu e publicou em formato eletrônico os títulos “O Engano do Evolucionismo”, de Harun Yahya, e imprimiu para o público infantil: “As Formigas” e “As Abelhas”, de mesma autoria. Dadas as peculiaridades islâmicas da FPC, a SCB decidiu delinear sua parceria em termos do que foi elaborado como o “Projeto Malba Tahan”; isto é, um projeto que buscava unir as duas instituições em atividades comuns para disseminar as maravilhas da criação que apontam para o Criador onipotente, O Único Deus reconhecido por ambas as religiões monoteístas.

Dessa maneira, além da tradução de livros, a SCB propôs fazer a dublagem de filmes excelentes produzidos pela FPC, tendo obtido a autorização adequada concedida por meio de um contrato formal assinado pelo patrocinador das produções em filme da FPC. Isso possibilitou a dublagem dos vídeos que compõem as duas séries que a SCB intitulou “De Olho nas Origens” e “De Olho na Criação”, cujo conteúdo é bem conhecido do público brasileiro.

A série “De Olho nas Origens” contém quatro DVDs, cada um com quatro ou cinco filmes, com duração média de 15 minutos, sobre fatos interessantes da vida animal que fornecem evidência da existência do Criador. Esse material foi compartilhado pela SCB com o Sistema Adventista de Comunicação (SISAC), a antecessora da atual Rede Novo Tempo de Comunicação, em primeira mão com o então diretor Williams Costa Júnior, grande apoiador da disseminação do criacionismo.

A série “De Olho na Criação” contém dez DVDs, cada um com duração média de 50 minutos. Assim como a outra série, esta também observa as evidências da existência de um Criador com base na complexidade irredutível observada na natureza, enfatizando as maravilhas da criação. A dublagem das séries foi narrada magistralmente pelo Dr. Ronald Ozório, fundador associado da SCB.

Outra importante parceria com a FPC resultou na tradução e impressão da “Coleção Temática de Cartazes Didáticos Criacionistas”, para ser usada em salas de aula como material de apoio. Foi preparada uma série de quatro pôsteres para cada um dos temas básicos escolhidos, que podem ser impressos em vários tamanhos e agrupados em álbuns para estudantes e professores.8

A SCB também começou a produzir sua própria série de DVDs intitulada “Do Ararate ao Araripe”, começando com o vídeo produzido na Austrália por Rod Walsh sobre a arca de Noé e o dilúvio. O contato com Rod Walsh foi feito por ocasião da participação de Ruy e seu filho em um encontro criacionista realizado em 2001, na Austrália, promovido pela sociedade equivalente à SCB, chamada Respostas em Gênesis. O vídeo foi dublado em parceria com a SISAC, assim como na série “De Olho nas Origens”.

Outros três DVDs produzidos pela SCB completou a série, proporcionando uma visão geral das várias ocorrências geológicas relacionadas ao dilúvio. Cronologicamente, o primeiro DVD (em quarta posição na série) foi gravado por ocasião da excursão em grupo da SCB para a região do Platô da Chapada do Araripe, após o quarto seminário de “A Filosofia das Origens” realizado na cidade de Fortaleza. O segundo foi filmado no Centro Cultural da SCB, apresentando uma palestra feita pelo Professor Nahor Neves sobre a geologia do dilúvio. E o terceiro foi gravado no Ministério da Ciência e Tecnologia em Brasília, apresentando uma entrevista com o Dr. Hélio Barros, fundador e proponente do “Parque Geográfico do Araripe”. Hélio Barros e Ruy Vieira haviam sido contemporâneos no Ministério da Educação e Cultura em Brasília quando Ruy foi diretor associado do departamento de Assuntos Estudantis e, Hélio, diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior (Capes).9

Outra publicação que despertou bastante interesse foi o livro “Em Seis Dias – Por Que 50 Cientistas Decidiram Aceitar a Criação”, de John F. Ashton,10 com quem Ruy e o filho mantiveram contato pessoal na Austrália por ocasião do encontro promovido ali pelo grupo Respostas em Gênesis. Tanto John Ashton quanto Rod Walh concederam os direitos autorais gratuitamente à SCB. O livro foi publicado em português em 2010. A tradução foi feita por Ieda C. Tetzke, uma professora de inglês que trabalha na SCB, com revisões técnicas feitas por um time de membros da sociedade.

Por meio da aquisição feita pela SCB, parte da circulação do livro “Fé, Razão e História da Terra”,11 escrito pelo Dr. Leonard Brand, professor na Universidade de Loma Linda e pesquisador no Instituto de Pesquisas em Geociências, cujo conteúdo foi traduzido e revisado pelo Centro de Estudos das Origens (NEO), a SCB também contribuiu para a viabilidade da publicação da primeira edição desse trabalho em português em 2005.

Após o VI Seminário da SCB, realizado em Campina Grande em 2009, com o apoio local de várias entidades, inclusive da Universidade Estadual da Paraíba por meio de seu “Programa de Conscientização Arqueológica”, a maioria dos palestrantes pôde participar de um passeio pelo Vale dos Dinossauros, no município de Souza, estado da Paraíba. Os participantes colheram informações e filmaram locais na região onde pegadas de dinossauros podem ser vistas, com a intenção de produzir, no futuro, um documentário sobre a extinção controversa desses animais enormes. O Dr. Marcos Natal e o Dr. Nahor Neves, ao lado do Professor Tarcísio Vieira e alguns outros palestrantes, participaram da excursão e realizaram uma análise dos icnofósseis12 na bacia hidrográfica do Rio do Peixe, que mostrou a existência de dinossauros enormes naquela região no passado.

Os contatos feitos entre a SCB e o Instituto Presbiteriano Mackenzie foram fortalecidos quando Marcel Mendes, engenheiro e entusiasta do criacionismo, foi eleito vice-reitor da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Quando o livro “Evolução – um Livro Texto Crítico” foi publicado, ele era conselheiro do chanceler Dr. Cyro Aguiar e também do Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes, que assumiu a função de chanceler do instituto. Em 2008, a convite de Nicodemus, a SCB participou do “I Simpósio Internacional Darwinismo Hoje”, no qual as posições criacionista, evolucionista e do design inteligente foram debatidas em alto nível.

Através do relacionamento de longa data entre o Dr. Ruy Vieira e um dos donos da organização “Objetivo”, que se tornou patrocinadora da Universidade Paulista (UNIP), houve grande aproximação entre a SCB e o campus da UNIP em Brasília, após a transferência da sede da SCB para essa cidade. Algumas iniciativas da SCB foram totalmente apoiadas pelo Dr. Yugo Okida, que havia sido conselheiro do Conselho Nacional de Educação e fora nomeado reitor do campus da UNIP em Brasília. A parceria entre a SCB e a UNIP possibilitou a publicação do livro “Estudo Comparativo do Japonês com Línguas Ameríndias”, por Luiz Caldas Tibiriçá, geólogo com quem a sociedade manteve contato próximo até seu falecimento em 2006.

O livro foi lançado em uma cerimônia realizada na UNIP, com a presença de um bom número de pessoas interessadas. Mais tarde, antes do seu falecimento, o mesmo autor doou à SCB a cópia original do seu grande trabalho “Dicionário da Língua Mãe Universal”, um legado precioso que foi devidamente publicado como resultado de décadas de pesquisa intensa.

Outra iniciativa da SCB foi trazer para Brasília o Dr. Augusto Carlos Vasconcelos, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), autor dos livros “Estruturas da Natureza” e “Máquinas da Natureza”, para dar uma palestra sobre o assunto dessas publicações em um anfiteatro da UNIP, em perspectiva semelhante à do design inteligente.

Dois outros projetos foram apoiados pela parceria SCB/UNIP. Uma delas foi a construção de um modelo em escala 1:100 da arca de Noé nos Laboratórios de Modelos da Faculdade de Arquitetura. O primeiro desses projetos foi baseado no modelo construído por Rod Walsh, com quem a SCB havia mantido contato na Austrália. A construção do modelo foi coordenada por Rubens Crivellaro, vice-presidente da SCB e um artesão especialista em trabalhos delicados em madeira.

Outro projeto foi a apresentação do oratório de Haydn “A Criação”, apresentada pela primeira vez no Brasil em tradução feita para a língua portuguesa, coordenada pelo Maestro Eldon Soares que, por um longo tempo, estava considerando a possibilidade de apresentar a peça para a SCB. A oportunidade finalmente aconteceu na celebração conjunta do 40º Aniversário do Coro Adventista de Brasília, junto com a SCB. A apresentação foi realizada no Auditório Ulysses Guimarães, UNIP, e contou com a participação da Orquestra Sinfônica “Creatio” e o Coro Adventista de Brasília, conduzido pelo Maestro Eldon Soares, que trouxe o Maestro Stephen Paul Zork dos Estados Unidos e a solista soprano Cristina Piccardi, ambos da Universidade Andrews. Como solistas convidados, foram chamados o baixista Joabe Borges, do Madrigal da Universidade Federal da Bahia, e o tenor Rodrigo Soalheiro, da Escola de Música de Brasília. Outra contribuição preciosa da UNIP foi o oferecimento de uma sessão grátis do Auditório Ulysses Guimarães para realização do IX Seminário “A Filosofia das Origens”, em 2011.

Futuros arranjos entre a SCB e universidades também ocorreram em relação ao agendamento de anfiteatros para a realização dos seminários “A Filosofia das Origens”. Dentre eles esteve a concessão sem custos do teatro da Faculdade (hoje Universidade) do Rio de Janeiro, para a apresentação do seminário pela primeira vez na cidade, em 2002, e a concessão do Anfiteatro Tucker no Instituto Metodista de Ensino Bennett, para o segundo seminário realizado no Rio de Janeiro, em 2004. Os seminários continuaram a acontecer no Rio de Janeiro a cada dois anos, o terceiro seminário foi realizado no auditório da Universidade Estácio de Sá, campus Barra, também concedido gratuitamente pelo diretor Dr. Lauro Zimmer, que também havia trabalhado no MEC com Ruy Vieira.

No final da década de 1900, a SCB ficou sabendo de um grupo de jovens criacionistas em Porto Alegre que estava publicando um livreto com capítulos sobre vários tópicos criacionistas, como também promovendo cursos para disseminação do assunto. O trabalho ficou conhecido como “Seminários Scientia”. Logo foram estabelecidos contatos com esse grupo, o que resultou no convite do Dr. Ruy Vieira para apresentar uma palestra para o grupo em 2001, realizada na Igreja Adventista Central de Porto Alegre.

A SCB também ficou sabendo das palestras criacionistas que estavam sendo promovidas pelo físico presbiteriano Adauto Lourenço, e agendou uma visita com ele na cidade de Limeira, São Paulo, onde ele morava, a fim de conhecê-lo e oferecê-lo literatura publicada pela sociedade. Daquele encontro, os laços com Adauto Lourenço foram estreitados, que sempre respondia prontamente a convites para palestrar em seminários da SCB.

Dentre outros seminários, o Professor Adauto participou da quarta edição de “A Filosofia das Origens”, realizada em 2003, em Fortaleza, como também da expedição ao Platô do Araripe, onde foram feitas algumas gravações, parte das quais, posteriormente, resultaram na série de vídeos em DVD chamada “Do Ararate ao Araripe”. Nessas gravações, o Professor Adauto fez comentários interessantes sobre a datação de rochas sedimentárias na região, em ligação às apresentações de outros colaboradores da SCB.

Na mesma época, Ruy Vieira ficou sabendo da existência do “Núcleo de Design Inteligente” no Brasil e contatou seu coordenador, o Professor Enézio Eugênio de Almeida Filho. Desde então, o diálogo da SCB com o movimento do design inteligente tem se estreitado, e a sociedade também tem contado com a colaboração do Professor Almeida Filho como palestrante nos seminários, como autor de artigos para a Revista Criacionista, e revisor de vários livros publicados pela sociedade.

Foi ainda estabelecido contato entre a SCB e o Dr. Marcos Nogueira Eberlin, coordenador do Laboratório Thomson de Espectometria de Massas da Universidade de Campinas (Unicamp), que se uniu aos seminários ao apresentar várias palestras sobre o design inteligente. Hoje, o Dr. Eberlin é presidente da Sociedade Brasileira de Design Inteligente, fundada em 2014, sucessora do centro previamente coordenado pelo Professor Almeida Filho.

Outra iniciativa da SCB também recebeu contribuições importantes de mulheres pesquisadoras, como da Márcia Oliveira de Paula, professora no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo, doutora em microbiologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Além de ser palestrante em eventos da SCB, ela tem dado contribuições relevantes às revisões técnicas de várias publicações, dentre elas a versão em português do livro “Estudos Sobre Criacionismo”, de Frank Lewis Marsh, cuja primeira edição foi feita pela Casa Publicadora Brasileira em 1954, e deve ser relançado em breve pela SCB.

A Drª. Queila Garcia, bióloga, com mestrado e doutorado em botânica pela Unicamp, especialista em ecofisiologia das plantas, é professora na Universidade Federal de Minas Gerais e pesquisadora no Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq). Ela escreveu vários artigos para a Revista Criacionista e tem participado de vários seminários de “A Filosofia das Origens”. Outras mulheres também participaram de atividades da SCB, tais como as palestrantes e autoras de livros: Elaine Alves dos Santos, Daniela Simonini e Maria da Graça Lutz.13

Resumo

A SCB expandiu suas atividades ao longo dos anos por meio da filial brasileira com o Instituto de Pesquisas em Geociências (Geoscience Research Institute, ou GRI), com o Núcleo de Estudos das Origens (NEO) do Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus São Paulo, e com o Museu de Geociências da Faculdade Adventista da Bahia (FADBA). O compromisso da SCB tem sido articular de maneira mais eficientemente todas essas instituições, a fim de disseminar o criacionismo no Brasil. Para alcançar esse objetivo, foi proposto à Divisão Sul-Americana (DSA) da IASD o estabelecimento de um “consórcio”.

Como resultado, em 13 de dezembro de 2012, um Protocolo de Intenções foi assinado entre as instituições mencionadas anteriormente e a DSA, estabeleceu o Consórcio Criacionista Adventista. Na ocasião, estiveram presentes os seguintes representantes: da DSA - Erton Köhler (presidente); Edgar Luz (diretor do departamento Educação); e Marlon Lopes (tesoureiro); da GRI, Nahor Neves de Souza, Jr.; do NEO, Marcos Natal (coordenador); da FADBA, Wellington dos Santos Silva (coordenador do Museu de Geociências); como também a mesa diretiva da SCB: Ruy Carlos de Camargo Vieira, presidente; Rubens Crivellaro, vice-presidente; Rui Corrêa Vieira, diretor executivo; e Hipólito Gadelha, secretário. O consórcio tem sido bastante útil para alavancar a produção de material criacionista de vários tipos, e disseminá-lo de forma bastante compreensiva.

Ao final de 2017, após 45 anos como presidente da SCB, o Dr. Ruy Vieira cedeu sua cadeira para o atual presidente, o geólogo Marcos Natal de Souza, e se tornou o conselheiro da instituição. Além de trabalhar com a SCB, Marcos foi nomeado pela DSA para coordenar atividades criacionistas dentro do escopo da Igreja Adventista na América do Sul. Esses passos reafirmam o compromisso da Igreja Adventista para continuar apoiando o desenvolvimento da SCB e do criacionismo no Brasil.14

Após mais de 46 anos de funcionamento, a SCB mantém-se motivada a seguir seu ideal original, e já consolidado, de promover o criacionismo, desafiando a si mesma em seus esforços para alcançá-lo.

Listas

Presidentes: Ruy Carlos de Camargo Vieira (1972-2017); Marcos Natal de Souza Costa (2017-).

Títulos: “Folha Criacionista”; “Revista Criacionista’ (1972 em diante); “O Sábado”, escrito por Guilherme Stein Jr. (1995); “Sucessos Preditos na História Universal” (1995); “A Origem da Vida por Evolução–Um Obstáculo para o Desenvolvimento da Ciência”, por Fernando De Angelis (1998); “A Torre de Babel e seus mistérios”, por Guilherme Stein Jr. (1998); “A Origem Comum das Línguas e das Religiões, por Guilherme Stein Jr. (1998); “Um Tronco Comum para os Idiomas?”, por Ruy Camargo Vieira (1998); “Dicionário de Raízes Primitivas”, por Luiz Caldas Tibiriçá—edição condensada (1999); “Inventando a Terra Plana”, por Jeffrey Burton Russell (1999); “Evolução: um livro texto crítico”, por Reinhard Junker e Siegfried Scherer (2002); “Em Busca das Origens–Evolução ou Criação?”, traduzido do espanhol, Editorial Safeliz (2002); “Estudo Comparativo do Japonês com Línguas Ameríndias”, por Luiz Caldas Tibiriçá (2002); “Fé, Razão e História da Terra”, por Leonard Brand (2005); “Criação–Criacionismo Bíblico”, por Alexander Vom Stein, Daniel Verlag (Editora) (2007); “Depois do Dilúvio – A História Antiga da Europa retrocedendo até o Dilúvio Bíblico”, por Bill Cooper (2008); “Descoberta do Gênesis na Língua Chinesa” (2011) e “Mistérios que Confúcio não Resolveu”, ambos de Ethel Nelson; “O Engano do Evolucionismo”, “As Formigas” e “As Abelhas”, os três de Harun Yahya; “Coleção Temática de Cartazes Didáticos Criacionistas”; DVD – “Do Ararate ao Araripe”; “Em Seis Dias – Por Que 50 Cientistas Decidiram Aceitar a Criação”, por John F. Ashton.15

Referências

Ashton, John F., Em Seis Dias: por que 50 cientistas decidiram aceitar a criação. Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2010.

Brand, Leonard. Fé, Razão e História da Terra – Um Paradigma das Origens da Terra e da Vida por Planejamento Inteligente. São Paulo: UNASPRESS, 2005.

Flori, Jean e Henri Rasolofomasoandro. Em Busca das Origens - Evolução ou Criação? Madri: Editorial Safeliz, 2002.

Reinhard Junker e Siegfried Scherer. Evolução: um livro texto crítico. Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2002.

ProGeo. http://www.progeo.pt/progeo_pt.htm.

Silva, Wellington. Uma Introdução à História do Criacionismo Adventista no Brasil. Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2017.

Notas de Fim

  1. Marcos Costa, “Mensagem da Diretoria”, Sociedade Criacionista Brasileira, janeiro, 2018, acessado em 10 de abril, 2018, https://novo.scb.org.br/institucional/mensagem-da-diretoria/.
  2. Wellington Silva, Uma Introdução à História do Criacionismo Adventista no Brasil, (Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2017), 90-91.
  3. Ibid., 91.
  4. Ibid., 91-96.
  5. Reinhard Junker e Siegfried Scherer, Evolução: um livro texto crítico, (Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2002).
  6. Jean Flori e Henri Rasolofomasoandro, Em Busca das Origens - Evolução ou Criação? (Madri: Editorial Safeliz, 2002).
  7. Wellington Silva, Uma Introdução à História do Criacionismo Adventista no Brasil (Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2017), 96-97.
  8. Ibid., 98.
  9. Ibid., 99.
  10. John F. Ashton, Em Seis Dias: por que 50 cientistas decidiram aceitar a criação (Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2010).
  11. Leonard Brand, Fé, Razão e História da Terra – Um Paradigma das Origens da Terra e da Vida por Planejamento Inteligente (São Paulo: UNASPRESS, 2005).
  12. “Icnofósseis (do grego ichnós “traços,” “marcas”) são traços ou marcas deixados por seres viventes do passado. Exemplos são pegadas ou outros sinais de movimentos animais, fósseis de ovos, coprólito (excremento fossilizado) e gastrólitos (pedras, em geral, arredondadas, que um animal teria ingerido para ajudar na moagem dos alimentos, como visto na moela dos animais). Acessado em 10 de abril, 2018, http://www.progeo.pt/cigc/glossario/icnofosseis.html.
  13. Wellington Silva, Uma Introdução à História do Criacionismo Adventista no Brasil, (Brasília: Sociedade Criacionista Brasileira, 2017), 100-104.
  14. Ibid., 105-106.
  15. Para mais informações, acesse o site: https://s3.scb.org.br/
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Silva, Wellington dos Santos. "Brazilian Creationist Society." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. October 17, 2021. Accessed May 24, 2024. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=DIAJ.

Silva, Wellington dos Santos. "Brazilian Creationist Society." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. October 17, 2021. Date of access May 24, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=DIAJ.

Silva, Wellington dos Santos (2021, October 17). Brazilian Creationist Society. Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved May 24, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=DIAJ.