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Rio de Janeiro Conference.

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Associação Rio de Janeiro

By Leônidas Verneque Guedes, and Alex Moreira Severino

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Leônidas Verneque Guedes

Alex Moreira Severino

First Published: January 29, 2020

A Associação Rio de Janeiro é uma unidade administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no território da União Sudeste Brasileira. Seu escritório fica na Rua do Matoso, nº 97, na Praça da Bandeira, CEP 20270-132, cidade do Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro, Brasil.

A atuação institucional da ARJ abrange parte da área metropolitana das cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias, e se estende até a região serrana, alcançando cidades como Petrópolis, Três Rios e Teresópolis. Ela inclui 13 municípios, com presença adventista em todos eles. A população estimada no território da associação é de 6.429.923, com 28 distritos pastorais, 158 congregações organizadas e 17.206 membros batizados. A proporção de adventistas para a população em geral é de um para cada 373 habitantes.1

A associação possui cinco escolas em funcionamento. Na cidade do Rio de Janeiro, ela administra a Escola Adventista de Botafogo (EAB), com 404 alunos; o Colégio Adventista da Tijuca (CAT), com 1.161 alunos; e a Escola Adventista de Inhaúma (EAI), com 764 alunos. Na cidade de Duque de Caxias, ela conduz o Colégio Adventista de Duque de Caxias (Caxiense), com 1.147 alunos e, em Petrópolis, o Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (IPAE), com 450 alunos. O quadro total de alunos nessas cinco unidades é de 3.926.2

Todos os trabalhos, atividades e funções da Associação Rio de Janeiro são realizados por 512 servidores e 59 obreiros, sendo: 33 pastores credenciados, 9 pastores licenciados, 11 obreiros credenciados e 6 obreiros licenciados. Os demais atuam na rede escolar e em outras atividades.

Esses dados retratam a realidade atual da associação. No entanto, a história da Associação Rio de Janeiro é resultado de uma longa trajetória de fé e trabalho dos adventistas no estado do Rio de Janeiro. Seu início remonta aos primórdios da obra adventista na América do Sul.

Origem da Obra Adventista no Território da Associação

Na primavera de 1821, o navio do marinheiro Joseph Bates3 aportou na cidade do Rio de Janeiro. Bates ficou muito admirado com o município, especialmente com o Pão de Açúcar, hoje considerado um importante ponto turístico.4 Ele nem imaginava que a mensagem adventista chegaria ali aproximadamente 70 anos mais tarde, e que ele ajudaria a propagar essa mensagem pelo mundo quando se tornasse um líder da Igreja Adventista do Sétimo Dia.5

Em 1893, muitos anos após a passagem de Bates, o adventismo chegou ao estado do Rio de Janeiro por meio da colportagem. Três colportores americanos chegaram ao estado e trabalharam para a conversão de Albert Bachemeyer. Após tornar-se colportor, Bachemeyer foi para o estado do Rio Grande do Sul e se juntou a Albert Stauffer. Ambos venderam O Grande Conflito (em alemão) para a família Stein. Por meio deste e de outros livros que adquiriu posteriormente, Guilherme Stein Jr. decidiu se batizar, e seu nome consta nos registros da IASD como o primeiro adventista batizado no Brasil.6

Um ano depois, o missionário William Thurston e sua família chegaram à cidade do Rio de Janeiro, estabelecendo-se entre a rua Cupertino e a estação de trem Cascadura. O objetivo da família era instituir um depósito de livros missionários a fim de atender Stauffer, que na época trabalhava nos estados de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Além disso, a família queria prover materiais para vender na região.7

Quando Thurston chegou ao Rio de Janeiro, ele encontrou uma cidade influenciada por tradições pagãs e, como ele mesmo mencionou, “em grandes trevas espirituais”.8 Diante dessa situação, o missionário sentiu a necessidade de ministrar estudos bíblicos, a fim de pregar a mensagem adventista, que ainda era desconhecida no município. Assim, estabeleceu-se o embrião da futura Associação Rio de Janeiro.

No ano seguinte, como resultado do trabalho de colportagem e pregação realizado por Thurston, o Pastor Huldreich Graf9 organizou a primeira Igreja Adventista do estado do Rio de Janeiro (Igreja do Méier), no dia 27 de outubro de 1895. Atualmente, a congregação está localizada na Rua Joaquim, no bairro do Méier. Segundo registros, essa foi a segunda Igreja Adventista organizada no Brasil.10 A primeira foi construída na cidade de Gaspar Alto, no estado de Santa Catarina, no dia 15 de junho de 1895, pelo Pastor Frank Henry Westphal.

Dos Estados Unidos, Graf (1855-1946) “foi enviado ao Brasil pela Associação Geral”. Quando chegou no dia 20 de agosto de 1895, “dedicou-se ao trabalho evangelístico [...] e serviu como presidente da Missão Brasileira (1902-1905)”. Ele é considerado “o primeiro pastor ordenado a trabalhar em terras brasileiras”.11

Em seus primórdios, a Igreja do Méier “era formada por famílias de obreiros alemães e norte-americanos e/ou americanos de origem alemã radicados no Brasil (Graf, Thurston, Berger, Hettrick, Stauffer)”. Inclusive, foi pela necessidade de organizar administrativamente esses obreiros que a igreja foi fundada. Embora eles tenham saído para trabalhar por todo o Brasil, a igreja continuou existindo como um grupo organizado.12

Em 29 de agosto de 1896, o Pastor Frederick Weber Spies (1866-1935) chegou ao Rio de Janeiro e trouxe consigo um novo impulso ao evangelismo na cidade. Vindo da Alemanha,13 Spies foi o segundo pastor efetivo a chegar às terras brasileiras. “Em 1896, foi convidado pela Associação Geral da IASD a trabalhar como missionário no Brasil. Antes de sua partida, foi consagrado para a obra do ministério.”14 Ele se tornou o presidente da Missão Norte Brasileira, com sede no Rio de Janeiro (1904-1911).

A despeito de precisar viajar constantemente para atender os interessados de fala alemã, espalhados em colônias pelo interior do país, Spies se estabeleceu na cidade do Rio de Janeiro.15 Em 1898, ele batizou os primeiros três conversos do estado. Dois deles, o irmão Bühler e o irmão Petit, passaram a ocupar os cargos de ancião e diácono, respectivamente, na Igreja Adventista do Méier. É provável que o primeiro batismo da cidade do Rio de Janeiro tenha acontecido em junho de 1898, quando o Pastor Spies batizou três pessoas nas águas do Oceano Atlântico,16 dentre elas, o casal Valentim Jann e Margarida Jann.17

Com a mudança de Guilherme Stein Jr. para a cidade do Rio de Janeiro em 1899, a igreja do Méier ganhou um novo impulso, passando a ter 16 adultos e duas crianças na Escola Sabatina. Em 1907, a igreja alcançou a marca de 30 membros batizados, dos quais dois terços eram brasileiros, graças aos esforços evangelísticos dos missionários que trabalhavam na região.18

Levando em consideração o fato de ter sido a capital do Brasil de 1763 a 1960, a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida para receber a nova sede administrativa da IASD devido, em parte, ao trabalho desenvolvido por Graf, Spies e Stein.

Na época, o esforço dos missionários adventistas na cidade do Rio de Janeiro, assim como da IASD, era pouco conhecido no país. O Pastor Spies e sua esposa começaram o trabalho nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Em 1900, foram para os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Eles foram dois dos grandes pioneiros que vieram evangelizar o Brasil com a mensagem adventista.19

História Organizacional

O ano de 1901 marcou o início do estabelecimento de associações no Brasil, como resultado de uma sessão da Associação Geral realizada na cidade de Battle Creek, Michigan. Naquela ocasião, foi organizada a União Missão Sul-Americana, que era composta pela Missão Argentina, Missão Brasileira e Missão Chilena. Antes disso, os missionários pioneiros que estavam no Brasil se reportavam diretamente ao escritório da Associação Geral nos Estados Unidos. A partir desse momento, eles ficaram sob a supervisão da nova União-Missão até 1911.20  

A organização da Associação Rio de Janeiro começou entre os dias 10 e 20 de maio de 1902.21 Na época, a instituição era denominada Associação Brasileira, devido a uma decisão tomada em assembleia realizada em Gaspar Alto, no estado de Santa Catarina. Durante a reunião, os participantes agradeceram a Deus por conduzir os missionários e a mensagem adventista por todo o território nacional e recomendaram aos obreiros que serviam a igreja no Brasil que permanecessem incansavelmente fiéis. Além disso, sugeriram o envio de dois colportores ao estado do Rio de Janeiro para vender a revista Arauto da Verdade e outros periódicos.22

Em 1902, a Associação Brasileira estava localizada na cidade do Rio de Janeiro e era subordinada à União Sul-Americana. Por ser a única associação do país, abrangia todo o território nacional, que tinha 14.002.335 habitantes.23 No âmbito da associação, havia três ministros ordenados e um licenciado, nove escolas, oito colportores, 15 igrejas organizadas e 860 membros batizados. O presidente era H. F. Graf, o secretário e tesoureiro, A. B. Stauffer, e o secretário do departamento da escola sabatina, Johanne Rebling.24

No início, a Associação Brasileira tinha como missão continuar o trabalho iniciado pelos primeiros colportores e pioneiros na América do Sul. Isso ocorreu por meio da pregação da mensagem do terceiro anjo nos lugares longínquos do Brasil, onde os novos conversos eram batizados sempre que possível. A associação também tinha o propósito de se tornar autossustentável e dar origem a novos campos, ou seja, abrir outras missões e/ou associações, a fim de pregar o evangelho com mais eficiência e chegar a todos os cantos do país.25

Em 1906, ocorreu uma assembleia administrativa na Argentina, na qual algumas decisões foram tomadas quanto ao futuro da IASD na América do Sul. Nela, estava presente o secretário da Associação Geral, William Ambrose Spicer, que participou da reorganização da Associação Brasileira em quatro regiões.26 Ainda em 1906, houve a mudança de status da União Missão Sul-Americana para União Associação Sul-Americana.27

Com a reorganização da Associação Brasileira, novos campos foram criados: a Associação Santa Catarina-Paraná, a Associação Sul Rio-Grandense, a Missão Paulista e a Missão Norte, que mais tarde daria início à Associação Brasileira. O território da Missão Norte se estendia desde o estado do Rio de Janeiro até o extremo norte do país e possuía 16 estados, cinco igrejas, uma escola primária e 176 membros batizados. F. W. Spies foi eleito presidente do novo campo.28

Em 1910, a Missão Norte passou a se chamar Missão Rio-Espírito Santo. Na época, o campo era responsável apenas pelos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e o Distrito Federal. Essa formação permaneceu até 1919.29 Entre as ações que contribuíram para a propagação do evangelho na cidade do Rio de Janeiro, destaca-se a venda diária de 50 revistas Alvorada por dois colportores missionários que também atuaram na cidade de Recife, no estado de Pernambuco. Esse feito foi destacado em uma matéria da Revista Adventista30, que também mencionou a boa quantia ganha por meio da venda de literaturas em 1914.

No dia 1º de janeiro de 1911, a União Associação Brasileira foi organizada e reconhecida legalmente como uma união da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Essa nova união administrava “sete campos, 68 igrejas e 1.550 membros”.31 Assim, o país deixou de ser liderado pela União Associação Sul-Americana e se organizou dentro do seu próprio território nacional. Cinco anos depois (1916), a Divisão Sul-Americana (DSA) foi criada para administrar melhor os campos brasileiros, bem como os campos de outros países que fariam parte do seu território.32

Devido à necessidade de servir à igreja de forma mais eficiente, em 1919, a União Este Brasileira foi criada para administrar a igreja em parte do estado de Minas Gerais, mais os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Maranhão, Pará, Amazonas e o Distrito Federal. Com a reestruturação da União, a Missão Rio-Espírito Santo passou a ser chamada de Missão Rio de Janeiro, a fim de atender especificamente o estado do Rio de Janeiro e o Distrito Federal, que ainda estava sediado na cidade do Rio de Janeiro.33

Nesse mesmo ano (1919), os obreiros J. E. Brown, Regina Braga, Catharina Pinto e João Alves M. da Cunha se destacaram em diversos trabalhos na Missão Rio de Janeiro. Além deles, alguns membros da igreja se empenharam na distribuição de literatura, bem como na ministração de estudos bíblicos. Os colportores também deram a sua contribuição durante o ano, vendendo 47.307 números avulsos da revista Sinais dos Tempos. Os esforços combinados dos obreiros, membros e colportores resultaram no batismo de 42 pessoas e na fundação de uma segunda igreja, construída no bairro de Ramos; eles esperavam estabelecer uma terceira congregação no futuro.34

Foi nesse período que surgiu a Igreja Adventista Central do Rio de Janeiro. A história da Igreja Central começou entre 1922 e 1923, “quando alguns membros, que residiam próximo ao centro da cidade, decidiriam formar um grupo mais próximo a suas residências”. Esse grupo se reunia na “parte inferior de um prédio da Rua Senador Furtado” e tinha o apoio do Pastor Henry J. Meyer, presidente da União Este Brasileira. Com o desenvolvimento do grupo, em 1924, um prédio foi comprado na Rua Maia Lacerda, nº 46, no bairro Estácio, onde congregaram até 1937.35

Em 1926, a Missão Rio de Janeiro foi registrada no Yearbook [Anuário] da IASD como tendo cinco igrejas e 509 membros.36 Um ano depois, em 1927, houve uma divisão do campo, resultando na criação da Missão Rio-Espírito Santo. Com isso, a Missão Rio de Janeiro passou a administrar apenas as igrejas dos municípios de Niterói, Rio de Janeiro e a Ilha do Governador, onde havia uma população de 2.000.000 de pessoas, três igrejas e 394 membros. O Pastor E. H. Wilcox foi eleito presidente, em substituição ao Pastor Spies, e o escritório da Missão foi transferido para a rua Oswaldo Cruz, nº 32, na cidade de Niterói, estado do Rio de Janeiro.37

No início, os administradores da Missão Rio de Janeiro usavam a residência do pastor como escritório da missão. Foi somente em 1931 que a primeira sede não residencial foi estabelecida na propriedade da Igreja Central, na Rua Maia Lacerda.38 Nessa época, o número de habitantes do território aumentou para 2.704.890, e o número de igrejas aumentou para cinco, com 635 membros.39

Como consequência do aumento de membros e igrejas no estado do Rio de Janeiro, e após alguns estudos, decidiu-se que era necessário estabelecer uma nova missão. Criou-se, então, a Missão Rio-Minas Gerais, que existiu entre 1931 e 1950. Seu território era composto pelo estado de Minas Gerais, pela cidade do Rio de Janeiro (até então Distrito Federal) e pela parte sul do estado do Rio de Janeiro. A Missão era dirigida pelo Pastor Elli M. Davis, em território com 9.607.400 habitantes, nove igrejas e 824 membros.40

Nessa época, o Pastor Leon Replogle, da União Este Brasileira, veio para a Missão Rio-Minas Gerais para visitar igrejas e grupos. Além disso, ele realizou “convenções e congressos a favor dos 600 Missionários Voluntários (MV)” da região. O que o pastor viu o surpreendeu. Ele pôde perceber que os jovens eram tão consagrados e entusiasmados que abandonavam tudo aquilo que os impedia de desfrutar as bênçãos de Deus. Ele também percebeu um grande empenho na área educacional, devido ao aumento de matrículas nas nove escolas primárias do campo.41

Em 1933, a Missão Rio-Minas Gerais (hoje Associação Rio de Janeiro) foi transferida para a rua Paraíba, nº 58, na Praça da Bandeira.42 Três anos depois, em 1936, a sede do campo foi novamente transferida, dessa vez para a Rua do Matoso, nº 161, também na Praça da Bandeira. No dia 27 de março de 1937, a nova Igreja Central do Rio foi inaugurada no mesmo local.43 À medida que o adventismo cresceu no campo, outras instituições foram estabelecidas.

Um pouco mais tarde, em 1942, com foco nos princípios de saúde e nos cuidados necessários para preservá-la, “a Clínica de Repouso White foi estabelecida na cidade do Rio de Janeiro, sob a direção do Dr. Chester S. Schneider, sendo substituída, em 1948, pelo moderno Hospital Adventista Silvestre (HAS), hoje supervisionado pela União Sudeste Brasileira”.44

Ao longo dos anos, novas demandas surgiram. A Missão Rio-Minas Gerais foi reorganizada em 1951, mudando de status para Associação Rio-Minas (1951-1979).45 Por meio dessa reorganização, a parte central de Minas Gerais foi transferida para formar a Missão Mineira,46 com sede na cidade de Belo Horizonte. Em 1956, a sede da associação foi transferida para a Rua Jaceguai, no bairro Maracanã (Zona Norte), onde permaneceu até 1962. Nesse ano, foi transferida novamente, dessa vez para a Rua do Bispo, nº 281, no bairro Tijuca. A sede permaneceu no local até 1977, quando voltou a funcionar na Rua do Matoso, nº 97, onde está localizada atualmente.47 O seu território passou a abranger uma população de 12.500.090, com 15 igrejas e 2.678 membros.48

No ano de 1972, “a igreja do Méier completou 50 anos de fundação e realizou uma série de programações lideradas pelos jovens”. No mesmo ano, o Pastor Voltaire Cavalieri apresentou, aos domingos, uma série de palestras sobre “os problemas do lar”. Além disso, o Pastor Rodolfo Cavalieri ministrou um “curso de evangelismo infantil”, que contou com a participação dos membros das igrejas. Outro destaque ocorrido no ano de 1972 foi a inauguração do programa radiofônico diário, transmitido pela Rádio Copacabana e dirigido por Antônio Carlos Daniel. O programa, com sua criatividade, conseguiu conquistar a audiência de “milhares de ouvintes”.49

Em 1980, a Missão Rio-Minas foi novamente reorganizada e assumiu o status de Associação Rio de Janeiro. A partir de então, o território da associação passou a abranger todo o estado do Rio de Janeiro, desde o município de Parati, no sudoeste, até São Francisco de Itabapoana, no nordeste. As partes do sul de Minas Gerais foram cedidas à Missão Mineira, enquanto que as regiões norte e noroeste, bem como a Região dos Lagos, no estado do Rio de Janeiro, foram cedidas à Associação Rio de Janeiro pela Associação Espírito Santense.50

Na década de 80, já com o status de associação, a Associação Rio de Janeiro tinha em seu território a maior escola de Ensino Fundamental da UEB, o Instituto Adventista Caxiense, atual Colégio Adventista de Duque de Caxias, que contava com 730 alunos. Além disso, encontrava-se em seu território o primeiro internato da união, o Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (IPAE), que tem oferecido educação para os jovens há 79 anos.51

Mais tarde, em 1987,52 quando a Igreja do Méier comemorou 65 anos, a irmã Ritinha lembrou os esforços feitos na campanha de construção do primeiro templo em 1919:

“Nós, crianças, trazíamos ofertas de três tostões [...]. A primeira Escola Sabatina, no Rio, ocorreu em Cascadura, subúrbio carioca, na residência de uma adventista de origem alemã conhecida como Sra. Günter. Em pouco tempo, os recém-conversos alugaram uma casa na Rua São Brás, quase esquina com a Rua Piauí. Mais tarde, foram para a Rua Engenho de Dentro, hoje Adolfo Bergamini. Finalmente, o templo foi concluído e inaugurado em 1922, na Rua Joaquim Meier".53

Devido ao crescimento exponencial da Associação Rio de Janeiro e à necessidade de ter uma sede mais ampla, em 1988 a igreja iniciou a construção de uma nova sede administrativa, cuja inauguração estava prevista para dezembro daquele ano.54 Durante as obras, uma enchente danificou as instalações da instituição mas, felizmente, a sede foi inaugurada em 19 de fevereiro de 1989. Estavam presentes na ocasião os pastores João Wolff, presidente da DSA; Floriano Xavier, secretário da DSA; e José Orlando Correia, presidente da União Este Brasileira; entre outros líderes.55 Para o Pastor Ari Gomes, o fato de o prédio ter sido construído sem uma campanha foi um milagre.

É importante notar que, em 1989, a Associação Rio de Janeiro bateu o seu próprio recorde de batismos anuais, alcançando 3.135 pessoas, “o maior número atingido em toda a sua história, [...] segundo o Pastor Ari Gomes, presidente do campo”. Em razão do excelente trabalho missionário realizado no estado, que culminou em um número alto de batismos, logo percebeu-se a necessidade de se construir várias igrejas.56

Para isso, houve constante investimento em trabalho missionário. O Pastor Miguel Costa desenvolveu uma campanha de evangelismo para a região noroeste do estado do Rio de Janeiro. A campanha foi realizada na cidade de Itaperuna, com uma população de 100.000 habitantes. Entre os participantes da campanha, estavam os médicos do Hospital Silvestre, que deram palestras sobre saúde, e quatro estudantes do curso de Teologia do Instituto Adventista de Ensino (IAE). O impacto dessa atividade teve como resultado o batismo de 134 pessoas, o início de quatro novas igrejas e a construção de um templo para os novos conversos – tudo em 1994.57

Em 1995, projetos comunitários foram realizados pela Associação Rio de Janeiro, incluindo a “1ª Colônia de Férias para Crianças Carentes do Município de Casimiro de Abreu”. Esse projeto teve o apoio da Prefeitura de Casimiro de Abreu e de algumas empresas, bem como dos departamentos J.A., Desbravadores e Assistência Social Adventista. Durante as férias, 100 crianças participaram de oficinas de trabalho e aulas de esportes, em um programa de evangelismo infantil desenvolvido pelos líderes do projeto.58

Entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro de 1998, a Associação Rio de Janeiro realizou uma Assembleia Extraordinária. Nessa ocasião, “por deliberação registrada na ata da mesa administrativa da União Este Brasileira, decidiu-se pelo desmembramento territorial e administrativo da área”. O objetivo principal da reunião era criar a futura Associação Rio Sul, com nomeação de todos os seus líderes.59

Como resultado, no início de 1999, o campo foi dividido, e a criação da Associação Rio Sul foi efetivada, cujo território contempla a parte sul do estado. A cidade do Rio de Janeiro, que faz parte do território dessa instituição, faz divisa com a cidade de Duque de Caxias, se estendendo das cidades de Nova Iguaçu até Paraty, que faz divisa com o estado de São Paulo e, ao oeste do estado, com a cidade de Passa Quatro, em Minas Gerais.60

No ano de 2002, a Associação Rio de Janeiro se dividiu novamente, dessa vez para a criação da Associação Rio Fluminense. Essa associação abrange os municípios de Conceição de Macabu, Nova Friburgo, Santo Antônio de Pádua, Itaperuna, Rio Bonito, Campos dos Goytacazes, São Francisco do Itabapoana, a Região dos Lagos, algumas cidades da região serrana, as regiões norte e metropolitana do Rio de Janeiro, incluindo São Gonçalo e Niterói.61

Com o passar do tempo, a Associação Rio de Janeiro se destacou em algumas áreas. Entre os anos de 2015 e 2018, 39 novas igrejas foram inauguradas no território da associação, uma média de nove templos por ano. As novas igrejas foram estimuladas e instruídas a alcançar classes específicas de pessoas, como as comunidades dos bairros de Copacabana, Tijuca e Ilha do Governador. Com o mesmo objetivo, quatro Centros de Influência foram criados.

Em relação às atividades do último quadriênio, destacam-se as 112 feiras de saúde62 desenvolvidas por voluntários.63 Além disso, em 2017 e 2018, foram inaugurados novos prédios no Colégio Adventista de Duque de Caxias e na Escola Adventista de Botafogo. Juntas, essas instituições servem cerca de 3.000 alunos.

Ao longo de mais de um século, a mensagem que inspirou os pioneiros da igreja foi semeada e cultivada de forma gradativa e persistente. Assim, a obra adventista fixou raízes, cresceu e frutificou no estado do Rio de Janeiro. Atualmente, a missão da Associação Rio de Janeiro é “pregar o Evangelho Eterno, no contexto das três mensagens angélicas de Apocalipse 14, a todas as pessoas em nosso território, fazendo discípulos, batizando e edificando espiritualmente até a volta de Cristo”.64

Durante toda a sua história, a Associação Rio de Janeiro se empenhou em anunciar os marcos distintivos do adventismo. Desde o seu início, em 1902, ela se destaca pelo trabalho dos grandes pioneiros que deram um impulso vital para a difícil obra de evangelização no estado do Rio de Janeiro. Após muito trabalho e empenho dos líderes e membros, é possível notar que a associação cumpriu fielmente seu papel junto à IASD. Hoje, depois de tantos anos, a associação continua a proclamar o evangelho eterno através de cada ação desenvolvida.

Contudo, ainda há pontos desafiadores de evangelização em seu território. Entre eles, encontram-se as regiões da Zona Sul, da Zona Norte e a Ilha do Governador, na cidade do Rio de Janeiro, ou seja, onde está concentrada a maior parte da população. As ações evangelísticas realizadas em bairros como Copacabana, Leblon, Ipanema, Arpoador, São Conrado, Gávea, Flamengo e outros, mostraram poucos resultados efetivos até o presente momento.65

Estes e outros locais apresentam certas características da cidade do Rio de Janeiro que desafiam a pregação do evangelho, dentre elas:

  • o fato de cada região ter suas características peculiares, de cultura e estilo de vida não tradicionais;
  • o ambiente metropolitano, sendo a segunda cidade mais visitada do mundo, com uma população de 6.429.923 habitantes;
  • uma população que leva uma vida moderna, liberal e independente, com muitas ideologias sem fundamentos cristãos;
  • a existência de condomínios luxuosos de difícil acesso;
  • grande número de favelas, por vezes dominadas pela milícia ou pelo tráfico.66

Nesse contexto, em que um dos maiores desafios no evangelismo é alcançar uma população que não vê a religião tradicional como algo relevante, planeja-se promover nos próximos quatro anos algumas atividades, como: (1) estabelecimento de Centros de Influência, preparados para ensinar sobre saúde, família, estilo de vida e outros temas, nas comunidades de classe A; (2) implantar igrejas para grupos específicos, como a comunidade de judeus e peruanos, e as diversas classes sociais existentes, tantos para as classes “A” como as demais; (3) criar Espaços Novo Tempo em cada Igreja já estabelecida nas comunidades; (4) ampliar e reformar as escolas adventistas na região sul e na área de Duque de Caxias, dando mais visibilidade à educação adventista; (5) preparar novos colportores especializados em grandes centros urbanos para alcançar pessoas através da literatura adventista; e (6) investir em missão com os jovens para as novas gerações, por meio do projeto “Um Ano Em Missão”.67

Cronologia de Dirigentes Administrativos

Presidentes: Huldreich F. Graf (1902-1905); Frederico Weber Spies (1906-1912); Henry Meyer (1913); F. R. Kümpel (1914-1918); Henry Meyer (1919); Ricardo J. Wilfart (1920-1924); F. W. Spies (1925-1926); C. C. Schneider (1927); H. G. Stoehr (1928-1930); Elli M. Davis (1931-1935); Gustavo S. Storch (1936-1938); John H. Boehm (1940-1946); Roger Wilcox (1947); John Baerg (1949); Emmanuel Zorub (1950-1955); Rodolfo Belz (1957-1958); Roberto Mendes Rabelo (1959); Rubens Segre Ferreira (1961-1968); Djacy Barbosa (1969-1973); Josino Dias Campos (1974-1975); José Bellesi Filho (1976-1977); João Izídio da Costa (1978-1983); Helmuth Ari Gomes (1984-1992); Gustavo Roberto Schumann (1993-2002); Marcos Osmar Schultz (2003-2010); Montano de Barros Netto (2011-2014); Marcos Antonio Martins de Aguiar (2015-).68

Secretários: A. B. Stauffer (1902-1904); A. Pages (1905, 1911-1913); P. Hennig (1914-1915); L. Lotz (1916); A. Pages (1917-1918); W. A. Ernenputsch (1919); F. C. Varney (1923); Guilberme F. Ebinger (1924); G. E. Hartman (1925); U. Wissner (1926); Otto M. Groeschel (1927-1930); Edwino Langenstrassen (1931-1933); U. Wissner (1934-1936); E. Langenstrassen (1937); M. Fuhrmann (1938-1939); F. Vegele (1940); J. P. Lôbo (1942-1949); Palmer Harder (1950-1953); H. E. Bergold (1955-1957); Max Fuhrmann (1958-1960); Djacy Barbosa (1961-1968); Holbert Schmidt (1969-1971); Maximilian Fuhrmann (1972-1979); Terso O. Duarte (1980-1982); Jarci Lourenço Reis (1983); Marco Antonio do Rego Valença (1984); Jarci Lourenço Reis (1985); Samuel Zukowski (1986); Jean Oliveira Dourado (1987-1998); Amarildo Ferreira dos Santos (1999-2000); Otoniel Almeida Fonseca (2001-2002); Carlos Alberto Palma Santos (2003-2006); Evanir da Rocha Pires (2007-2010); Marcos Antonio M. Aguiar (2011-2014); Matheus Leite Tavares (2015-).

Tesoureiros: A. B. Stauffer (1902-1904); A. Pages (1905, 1911-1918); W. A. Ernenputsch (1919); F. C. Varney (1923); Guilberme F. Ebinger (1924); G. E. Hartman (1925); U. Wissner (1926); Otto M. Groeschel (1927-1930); Edwino Langenstrassen (1931-1933); U. Wissner (1934-1936); E. Langenstrassen (1937); M. Fuhrmann (1938-1939); F. Vegele (1940); J. P. Lôbo (1942-1949); Palmer Harder (1950-1953); H. E. Bergold (1955-1957); Max Fuhrmann (1958-1960); Djacy Barbosa (1961-1968); Holbert Schmidt (1969-1971); Maximilian Fuhrmann (1972-1979); Terso O. Duarte (1980-1982); Jarci Lourenço Reis (1983-1992); Ivo de Azevedo Vasconcelos (1993-1995); Hermes Demarche (1996-1998); Salomão Sarmento de Souza (1999-2001); Armando Luiz Oliveira da Silva (2003-2011); Leonardo do Rosario Pombo (2012-).69

Referências

Acervo do Centro Nacional da Memória Adventista, https://bit.ly/2SGSyJt.

Adventistas Rio. Vídeo do YouTube (4 de novembro de 2018), acessado em 18 de março de 2019.

Adventistas.org, https://aml.adventistas.org/saude/.

Ata da Assembleia de Organização da Associação Rio Fluminense da IASD – 12/12/2012.

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Notas

  1. Sistema Adventista de Controle da Secretaria (ACMS), acesso em 17 de fevereiro de 2019, https://www.acmsnet.org/; Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “População,” acessado em 17 de fevereiro de 2019, https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/panorama.
  2. Dileane Fiuza (relatório da Educação Adventista na ARJ-USeB), mensagem de e-mail ao autor, 15 de fevereiro de 2019.
  3. Joseph Bates foi um “capitão do mar, reformador, pregador e um dos fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. […] Em 1839, Bates aceitou as visões de Guilherme Miller e tornou-se parte do grupo milerita, presidindo importantes conferências. Bates manteve sua fé depois do desapontamento de outubro de 1844 e após estudos das Escrituras por si mesmo tornou-se um observador do sábado.” Também “escreveu uma série de seis panfletos mostrando sua determinação de descobrir a verdade e depois vivê-la. Desempenhou um papel de destaque nas Conferências sobre o Sábado, em 1848, e no estabelecimento da Igreja Adventista. Acessado em 26 de março de 2019, https://bit.ly/2TYzN9P.
  4. O Pão de Açúcar é um complexo de morros localizado na cidade do Rio de Janeiro. Os morros são chamados de: Pão de Açúcar, Urca e Babilônia. Também é a “Montanha brasileira com o maior número de vias de escaladas (até 1997 existiam 38),” e devido a isso “recebe diariamente centenas de alpinistas, montanhistas e ecologistas” de todo o mundo. Acessado em 10 de abril de 2019, https://bit.ly/2P1gAi5.
  5. C. C. Crisler, Life of Joseph Bates [A vida de José Bates] (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1927), 111, 113.
  6. R.  W. Schwarz, Light Bearers to the Remnant [Portadores de luz para o Remanescente] (Nampa, ID.: Pacific Press Publishing Association, 1979), 229; Ruy Carlos de Camargo Vieira, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr. (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira), 135-136.
  7. Roberto Gullón Canedo, Uma semente de esperança. História da Estrutura Denominacional (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira), 57.
  8. H. Thurston, “Brazil” [Brasil], The Advent Review and Sabbath Herald 72, no. 15 (Abril de 1895): 236.
  9. Renato Gross, Colégio Internacional de Curitiba: uma história de fé e pioneirismo (Rio de Janeiro: Collins, 1996), 45, 56.
  10. Roberto Gullón Canedo, Uma Semente de Esperança. História da Estrutura Denominacional (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira), 50.
  11. Centro Nacional da Memória Adventista, “Graf, Huldreich F. (1855-1946),” acessado em 4 de março de 2019, https://bit.ly/2EONJu9.
  12. Michelson Borges, “Raízes da Nossa História,” Revista Adventista, 9 de janeiro de 2018, acessado em 11 de março de 2019, https://bit.ly/2NOaqRU; W. H. Thurston, “Brazil-Rio de Janeiro” [Brasil-Rio de Janeiro], The Advent Review and Sabbath Herald 71, no. 46 (novembro de 1894): 725.
  13. Alberto R. Timm, “Primórdios do Adventismo no Brasil – Conclusão,” Revista Adventista, 2, ano 10 (fevereiro de 2005): 12-14.
  14. Centro Nacional da Memória Adventista, “Spies, Frederico Weber (1866-1935),” acessado em 3 de março de 2019, https://bit.ly/2tOSSMi.
  15. F. W. Spies, “The Work in Brazil” [A obra no Brasil], The Advent Review and Sabbath Herald 74, no. 05 (fevereiro de 1897): 74.
  16. F. W. Spies, “Experiences in Brazil” [Experiências no Brasil], The Advent Review and Sabbath Herald 75, no. 43 (outubro de 1898): 686.
  17. Idem; “Obituário,” Revista Trimensal 2, no. 3 (julho de 1907): 1-2; Michelson Borges, “Raízes da Nossa História,” Revista Adventista, 9 de janeiro de 2018, acessado em 11 de março de 2019, https://bit.ly/2NOaqRU.
  18. F. W. Spies, “A Missão Brasileira do Norte,” Revista Trimensal 1, no. 04 (outubro de 1906): 1, 2.
  19. Centro Nacional da Memória Adventista, “Spies, Frederico Weber (1866-1935),” acessado em 3 de março de 2019, https://bit.ly/2tOSSMi.
  20. Héctor J. Peverini, En las huellas de la Providencia [Nos passos da Providência] (Buenos Aires, ARG: Asociacion Casa Editora Sudamericana, 1988), 238, 241.
  21. A única Associação hoje existente no Brasil, reconhecida pelo Yearbook e pelo Centro de Pesquisas Ellen White, como sendo organizada em 1902, é a Associação Rio de Janeiro, as demais foram organizadas a partir de 1906. Seventh-day Adventist Online Yearbook, “Rio de Janeiro Conference,” acessado em 20 de março de 2019, https://bit.ly/2ufP2w1; Centro de Pesquisas Ellen G. White “acessado em 27 de março de 2019, https://bit.ly/2EZFOZJ.
  22. F. W. Spies, “Organization of the Brazil Conference” [Organização da Associação Brasileira], Review and Herald 79, no. 42 (outubro de 1902): 17.
  23. “Brazilian Conference” [Associação Brasileira], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: The General Conference of Seventh-day Adventists, 1904), 72.
  24. Idem. Edson Rosa, 100 anos Conduzindo Vidas em São Paulo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 95; Héctor J. Peverini, En las huellas de la Providencia [Nos passos da Providência] (Buenos Aires, ARG: Asociacion Casa Editora Sudamericana, 1988), 238.
  25. F. W. Spies, “Organization of the Brazil Conference” [Organização da Associação Brasileira], Review and Herald 79, no. 42 (outubro de 1902): 17; Floyd Greenleaf, Terra de Esperança (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 82.
  26. Edson Rosa, 100 anos Conduzindo Vidas em São Paulo (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 23.
  27. Héctor J. Peverini, Em las huellas de la Providencia [Nos passos da Providência] (Buenos Aires, ARG: Asociacion Casa Editora Sudamericana, 1988), 239; Floyd Greenleaf, Terra de Esperança (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 82.
  28. Ibid., 240-241; F. W. Spies, “A organização da Conferência União Sul-Americana,” Revista Trimensal 1, no. 03 (julho de 1906): 1-2.
  29. “Rio-Espirito Santo Mission” [Missão Rio-Espírito Santo], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1911), 126.
  30. F. W. Spies, “A colportagem da Missão Rio-Espírito Santo,” Revista Mensal 10, no. 01 (janeiro de 1915): 6.
  31. “Brazilian Union Conference” [União Associação Brasileira], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1912), 138; Centro de Pesquisas Ellen G. White “Datas Importantes da Igreja Adventista no Brasil,” acessado em 19 de março de 2019, https://bit.ly/2EZFOZJ.
  32. Roberto Gullón Canedo, Uma Semente de Esperança. História da Estrutura Denominacional (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015), 232.
  33. “Rio de Janeiro Mission” [Missão Rio de Janeiro], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1920), 188; “East Brazil Union Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1921), 120.
  34. H. Meyer, “DOS CAMPOS. A Missão Rio de Janeiro,” Revista Mensal 15, no. 03 (março de 1920): 7.
  35. Iasd Central Rio (Online), “História da Igreja,” acessado em 22 de março de 2019, https://bit.ly/2War5lE.
  36. “Rio de Janeiro Mission” [Missão Rio de Janeiro], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1927), 188.
  37. “Rio de Janeiro Mission” [Missão Rio de Janeiro], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1928), 197.
  38. Ata da Comissão Rio-Minas Gerais, datada de 17 de janeiro de 1933.
  39. “Rio de Janeiro Mission” [Missão Rio de Janeiro], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1931), 239.
  40. “Rio-Minas Geraes Mission” [Missão Rio-Minas Gerais], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1932), 239.
  41. Walton Brown, “Rio-Minas, a Missão Gigante,” Revista Adventista 35, no. 10 (outubro de 1940): 8.
  42. Atas da Comissão Rio-Minas Gerais, datada de 17 de janeiro e 17 de julho de 1933.
  43. Adventistas Rio, vídeo do Youtube (4 de novembro de 2018), acessado em 18 de março de 2019, https://bit.ly/2TbEvfb; Iasd Central Rio (Online), “História da Igreja,” acessado em 22 de março de 2019, https://bit.ly/2War5lE.
  44. Centro de Pesquisas Ellen G. White “Datas Importantes da Igreja Adventista no Brasil,” acessado em 27 de março de 2019, https://bit.ly/2EZFOZJ.
  45. “Rio-Minas Gerais Conference” [Associação Rio-Minas Gerais], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1951): 172; “Rio Minas Conference” [Associação Rio Minas], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1980), 262.
  46. “Minas Mission” [Missão Mineira], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1981), 270.
  47. Adventistas Rio, vídeo do Youtube (4 de novembro de 2018), acessado em 18 de março de 2019, https://bit.ly/2TbEvfb.
  48. “Rio-Minas Geraes Conference” [Associação Rio-Minas Gerais], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1951), 172.
  49. Anísio Chagas, “Novas da Rio-Minas,” Revista Adventista, ano 67, no. 06 (junho de 1972): 26.
  50. Elaborado por Jean Dourado (Secretário na época), histórico nos arquivos da ARJ.
  51. “Educação na Associação Rio de Janeiro,” Revista Adventista, no. 14, ano 75, abril de 1980, 29-30.
  52. Essa data comemorando 65 anos foi baseada na fonte da Revista Adventista referenciada ao final do parágrafo, que contabiliza o aniversário a partir da inauguração do Templo em 1922. O mesmo acontece na comemoração de 50 anos citada anteriormente. Contando a partir da data de sua organização, em 1895, ela estaria completando 92 anos.
  53. “Igreja do Meier Comemorou 65 anos,” Revista Adventista, 01, ano 84, janeiro de 1988, 21.
  54. “Rio de Janeiro,” Revista Adventista, no. 07, ano 84, julho de 1988, 20.
  55. “Festival de Inaugurações,” Revista Adventista, no. 03, ano 85, março de 1989, 18.
  56. “Construções evidenciam progresso,” Revista Adventista, no. 08, ano 86, agosto de 1990, 32.
  57. “Evangelismo e inauguração movimentam a ARJ,” Revista Adventista, no. 05, ano 90, maio de 1994, 22.
  58. “Projeto comunitário beneficia crianças fluminenses,” Revista Adventista, no. 04, ano 91, abril de 1995, 18.
  59. Ata de Organização, voto no 98-088 da organização superior – Associação da União Este Brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia; “Edital,” Revista Adventista, no. 10, ano 94, outubro de 1998, 33.
  60. Ato Constitutivo da Associação Rio de Janeiro Sul da Igreja Adventista do Sétimo Dia, artigo 4º -01/12/1998 – Assembleia de Organização; Ata de Organização, voto no 98-088 da organização superior – Associação da União Este Brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia.
  61. Ata da Assembleia de Organização da Associação Rio Fluminense da IASD – 12/12/2002.
  62. As feiras de saúde são desenvolvidas pelo Ministério da Saúde da IASD. “O objetivo desse programa é colaborar para o estabelecimento de um estilo de vida muito mais saudável e feliz, gerando não apenas mais saúde, mas significativa economia para governos e famílias em gastos relacionados à saúde.” Acesso em 18 de março de 2019, https://bit.ly/2FbFmHT.
  63. Sergio Ramos, “As Feiras de Saúde,” Revista ARJ. 25ª Assembleia Geral Ordinária (2015-2018): 53.
  64. Montano de Barros, “Ideais da Associação Rio de Janeiro,” Ilumine, ano 02, (julho/dezembro de 2012): 3.
  65. “Uma História de Esperança,” Revista ARJ. 25ª Assembleia Geral Ordinária, 2015-2018, 7-9, 11-63.
  66. Idem.
  67. Idem.
  68. Don F. Neufeld, Seventh-day Adventist Encyclopedia [Enciclopédia dos Adventistas do Sétimo Dia] (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1966), 473; “Brazilian Conference” [Associação Brasileira], Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C.: The General Conference of Seventh-day Adventists, 1904), 72; “Rio de Janeiro Conference” [Associação Rio de Janeiro], Seventh-day Adventist Yearbook (Nampa, ID.: Pacific Press Publishing Association, 2018), 261. Para uma verificação mais detalhada de todos os presidentes, secretários e tesoureiros, consultar os Yearbooks de 1904 a 2018.
  69. Mais informações dobre a Associação Rio de Janeiro podem ser encontradas em: https://arj.adventistas.org/ou nas mídias sociais: Twitter: @adventistasrio, YouTube e Facebook: Adventistas Rio.
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