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Gustavo Storch

Photo courtesy of Brazilian White Center - UNASP. 

Storch, Gustavo Schroeder (1896–1993)

By The Brazilian White Center – UNASP

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The Brazilian White Center – UNASP is a team of teachers and students at the Brazilian Ellen G. White Research Center – UNASP at the Brazilian Adventist University, Campus Engenheiro, Coelho, SP. The team was supervised by Drs. Adolfo Semo Suárez, Renato Stencel, and Carlos Flávio Teixeira. Bruno Sales Gomes Ferreira provided technical support. The following names are of team members: Adriane Ferrari Silva, Álan Gracioto Alexandre, Allen Jair Urcia Santa Cruz, Camila Chede Amaral Lucena, Camilla Rodrigues Seixas, Daniel Fernandes Teodoro, Danillo Alfredo Rios Junior, Danilo Fauster de Souza, Débora Arana Mayer, Elvis Eli Martins Filho, Felipe Cardoso do Nascimento, Fernanda Nascimento Oliveira, Gabriel Pilon Galvani, Giovana de Castro Vaz, Guilherme Cardoso Ricardo Martins, Gustavo Costa Vieira Novaes, Ingrid Sthéfane Santos Andrade, Isabela Pimenta Gravina, Ivo Ribeiro de Carvalho, Jhoseyr Davison Voos dos Santos, João Lucas Moraes Pereira, Kalline Meira Rocha Santos, Larissa Menegazzo Nunes, Letícia Miola Figueiredo, Luan Alves Cota Mól, Lucas Almeida dos Santos, Lucas Arteaga Aquino, Lucas Dias de Melo, Matheus Brabo Peres, Mayla Magaieski Graepp, Milena Guimarães Silva, Natália Padilha Corrêa, Rafaela Lima Gouvêa, Rogel Maio Nogueira Tavares Filho, Ryan Matheus do Ouro Medeiros, Samara Souza Santos, Sergio Henrique Micael Santos, Suelen Alves de Almeida, Talita Paim Veloso de Castro, Thais Cristina Benedetti, Thaís Caroline de Almeida Lima, Vanessa Stehling Belgd, Victor Alves Pereira, Vinicios Fernandes Alencar, Vinícius Pereira Nascimento, Vitória Regina Boita da Silva, William Edward Timm, Julio Cesar Ribeiro, Ellen Deó Bortolotte, Maria Júlia dos Santos Galvani, Giovana Souto Pereira, Victor Hugo Vaz Storch, and Dinely Luana Pereira.

 

 

First Published: July 25, 2021

Gustavo Schroeder Storch deixou um legado de 60 anos dedicados à Igreja Adventista do Sétimo Dia, servindo como colportor, pastor distrital, líder de departamentos, evangelista e administrador no Brasil.

Gustavo Schroeder Storch nasceu em fevereiro de 1896, em Santa Maria do Jetibá, estado do Espírito Santo, Brasil.1 Filho de Guilherme e Emília Storch, Gustavo nasceu apenas dois meses depois do batismo de seus pais na IASD local, em 14 de dezembro de 1895. Eles fizeram parte dos primeiros membros da igreja de Santa Maria do Jetibá, organizada na mesma data pelo Pastor Huldreich Graf. A região, predominantemente luterana, foi introduzida ao Adventismo pelo trabalho do colportor Albert Stauffer. Um dos principais livros vendidos por ele era O Conflito dos Séculos, de Ellen G. White, que levou muitas pessoas a guardar o sábado.2 Posteriormente, os filhos do casal Storch foram batizados na mesma igreja. Gustavo foi batizado em 1912, em cerimônia oficiada pelos pastores Spies e Meyer.3

Storch cresceu em sua cidade natal, onde fez os estudos primários.4 Em 1914, aos 18 anos de idade, recebeu a visita do Pastor F. Kümpel, que o incentivou a ingressar na colportagem. Alguns dias depois, ele chegou ao estado de Minas Gerais para dar início à nova jornada. Após seis meses de boa experiência com a colportagem, foi para a cidade de São Paulo para começar o curso de Teologia no recém-inaugurado Seminário Adventista (hoje Unasp-SP).5 Juntamente com mais 12 estudantes de diferentes regiões do país, Storch trabalhava cinco horas por dia para custear os estudos. Fez parte do primeiro grupo de estudantes do colégio, finalizando o curso em 1918 e participando da primeira cerimônia de graduação do Seminário em 1922.6

Nesse ínterim, conheceu Águeda Cupperi (1900-1963),7 com quem se casou em 1920. Ela era a filha mais velha de uma família de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil no início do século 20. Após se mudar para São Paulo aos nove anos de idade, ela ficou conhecida como Agatina. A família era membro da antiga Igreja Valdense, mas depois de se estabelecer no país, conheceu a mensagem adventista por meio de uma série evangelística dirigida pelo Pastor John Lipke. Toda a família foi batizada, com exceção do pai e dos filhos mais novos. Sua mãe desejava que ela recebesse educação baseada em princípios cristãos e, em 1916, aos 16 anos, enviou-a ao Seminário Adventista, onde conheceu Gustavo.8 Da união nasceram Lyndon, Ebenezer e Olga.9

Storch ingressou no ministério da Igreja Adventista do Sétimo Dia em 1919, logo após finalizar os estudos, embora ainda não houvesse se graduado. Ele foi para o estado de Minas Gerais, onde serviu por um ano e meio.10 Ao final de 1921, aceitou o chamado para trabalhar com o casal Halliwell no estado da Bahia. O Pastor Leo Halliwell, dos Estados Unidos, chegou ao Rio de Janeiro em 30 de outubro para servir como superintendente da Missão Bahia. Dois dias depois, viajou para Salvador, capital da Bahia, onde, ao lado de Storch, organizou a sede da Missão Bahia. Devido à falta de familiaridade do Pastor Halliwell com a língua portuguesa, grande parte de suas responsabilidades eram passadas para Storch, que servia como secretário da missão. Juntos, viajaram a mula pelo estado, visitando as poucas famílias e igreja adventistas ali existentes.11

Por cinco anos, ele trabalhou especialmente nos estados da Bahia e Sergipe, mas também em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Em 1925, Storch foi ordenado ao ministério pastoral na primeira cerimônia de ordenação realizada no Colégio Adventista Brasileiro (hoje Unasp-SP).12 Por volta dessa época, a Missão Bahia recebeu a notícia de que havia uma pessoa em Aracaju, capital de Sergipe, interessada na mensagem adventista. Após visitá-la, Storch foi apresentado a outras famílias que também estavam interessadas em suas ideias sobre a guarda do sábado. Por esse motivo, a Missão designou Storch para se mudar para Aracaju e começar uma campanha evangelística na cidade. É importante ressaltar que ele foi o pioneiro que iniciou a obra no estado do Sergipe.13

Em 1929, aceitou o chamado para se mudar de Sergipe para o estado do Rio Grande do Sul, onde serviu por um ano. Em seguida, aceitou o convite para liderar a Missão Pernambucana, onde trabalhou até 1931.14 Gustavo Storch foi o primeiro brasileiro nativo a liderar uma missão.15 Em 1932, as missões Bahia e Pernambucana foram unidas em uma só – a Missão Nordeste, que Storch liderou de 1932 a 1935.16 Durante esse período, ele viajou pelos estados de Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba, pregando a mensagem adventista.17 Em seguida, de 1936 a 1939, serviu como presidente da Missão Rio-Minas Gerais, com sede no Rio de Janeiro.18

Em 1940, Storch foi convidado para ser evangelista na União Norte Brasileira, onde realizou esforços missionários no Pará, Ceará, Amazonas e outros locais. Logo após aceitar o chamado, viajou para a cidade de Belém, estado do Pará, onde realizou uma série de conferências com bons resultados. Nessa época, sua filha mais nova, Olga, se casou com Walter Streithorst em Belém. Após o casamento, eles foram para o estado do Maranhão para ajudar nas próximas campanhas evangelísticas de Storch.19

Em 1944, realizou conferências evangelísticas na cidade de Fortaleza, estado do Ceará, e em seguida foi enviado pela Divisão Sul-Americana para estudar no Washington Missionary College (hoje Universidade Andrews) a fim de aprimorar seus conhecimentos teológicos. Ao término dos estudos, acompanhou T. L. Schuler em uma série de conferências em Houston, Texas.20 Ao voltar para o Brasil, conduziu séries evangelísticas em Manaus, estado do Amazonas.21 Em seguida, liderou a Missão Costa Norte de 1947 a 1955.22 Nesse período, foi pioneiro na pregação da mensagem adventista na cidade de Teresina, estado do Piauí.23

Em 1956, aceitou o chamado para liderar a Missão Baixo Amazonas, onde serviu até 1957.24 Em 1959, Storch se aposentou devido a complicações de saúde e se mudou para o Capão Redondo, bairro na cidade de São Paulo.25 Em meio a muitas provações e alegrias, em 1961, o Pastor Storch perdeu sua esposa, Agatina, que havia sido uma grande apoiadora por 43 anos. Após viver sozinho por dois anos, em 17 de dezembro de 1963, o Pastor Storch se casou com Olinda Werlich, sua segunda esposa.26

Gustavo faleceu em 31 de agosto de 1993, aos 97 anos, na cidade de Florianópolis, estado de Santa Catarina. Deixou um legado de 60 anos dedicados à IASD, servindo como colportor, pastor distrital, líder de departamentos, evangelista e administrador. Ao longo de seu ministério, conduziu 33 séries evangelísticas e organizou dezenas de igrejas, contribuindo para o avanço do Adventismo em vários estados do Brasil.

Referências

Christianini, Arnaldo B. “A Luz vem do Oriente.” Revista Adventista 64, no. 10 (outubro, 1969).

“Dados Biográficos,” Revista Adventista 66, no. 5 (maio, 1971).

Oliveira, Luza. “Gustavo Storch.” Monografia, Instituto Adventista de Ensino, 1984.

“Pastor Gustavo Storch.” Revista Adventista 89, no. 12 (dezembro, 1993).

Santos, Nesias Joaquim e Natan F. Silva, Contando Nossa Hisória. Salvador, BA: Empresa Gráfica da Bahia, 2019.

Enciclopédia Adventista Brasileira da IASD. In Centro Nacional da Memória Adventista/Centro de Pesquisas Ellen G. White: Unasp – EC, Engenheiro Coelho, SP. Estante: 2. Prateleira: 7. Pasta: “Storch, Gustavo.” Acessado em 7 de março, 2019.

Seventh-day Adventist Yearbook. Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association. Vários anos. https://www.adventistyearbook.org/.

Storch, Gustavo. “Desbravamento Evangelístico.” Revista Adventista 66, no. 6 (junho, 1971).

Storch, Gustavo S. Venturas e Aventuras de um Pioneiro. Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1982.

Streithorst, W. J. “Agatina Cupperi Storch.” Revista Adventista 59, no. 4 (abril, 1964).

Streithorst, Walter. Minha Vida na Amazônia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993.

Notas de Fim

  1. Luza Oliveira, “Gustavo Storch” (Monografia, Instituto Adventista de Ensino, 1984), 5; Arnaldo B. Christianini, “A Luz vem do Oriente,” Revista Adventista 64, no. 10 (outubro, 1969): 10.
  2. Gustavo S. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro (Santo André, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1982), 11-12; Luza Oliveira, “Gustavo Storch” (Monografia, Instituto Adventista de Ensino, 1984), 5.
  3. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 16-17.
  4. “Dados Biográficos,” Revista Adventista 66, no. 5 (maio, 1971): 13.
  5. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 19; Oliveira, “Gustavo Storch”, 4.
  6. Oliveira, “Gustavo Storch”, 5; Enciclopédia IASD (Centro Nacional da Memória Adventista/Centro de Pesquisas Ellen G. White: UNASP – EC, Engenheiro Coelho, SP), 1431.
  7. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 115; W. J. Streithorst, “Agatina Cupperi Storch,” Revista Adventista 59, no. 4 (abril, 1964): 34.
  8. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 27; Oliveira, “Gustavo Storch”, 7.
  9. Oliveira, “Gustavo Storch”, 8; Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 36.
  10. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 29; Oliveira, “Gustavo Storch”, 5; Gustavo Storch, “Desbravamento Evangelístico,” Revista Adventista 66, no. 6 (junho, 1971): 16.
  11. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 35; Oliveira, “Gustavo Storch”, 13; Nesias Joaquim Santosand Natan F. Silva, Contando Nossa Hisória (Salvador, BA: Empresa Gráfica da Bahia, 2019), 86-87.
  12. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 41; Oliveira, “Gustavo Storch”, 15.
  13. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 41.
  14. “Pernambuco Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1931), 239; “Pernambuco Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1932), 238.
  15. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 47.
  16. “North East Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1933), 164; “North East Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1936), 185.
  17. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 47.
  18. Ibid., 61; “Rio Minas Gerais Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1937), 177; Arnaldo B. Christianini. “A Luz vem do Oriente,” Revista Adventista 64, no. 10 (outubro, 1969): 10.
  19. Oliveira, “Gustavo Storch”, 19; Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro , 65, 66, 69; Walter Streithorst, Minha Vida na Amazônia (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1993), 15.
  20. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 79; Oliveira, “Gustavo Storch,” 12.
  21. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 80.
  22. “North Coast Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1948), 165; “North Coast Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1956), 149.
  23. Oliveira, “Gustavo Storch”, 21.
  24. “Lower Amazon Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 150; “Lower Amazon Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1958), 155.
  25. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 115; “South Brazil Union Mission,” Seventh-day Adventist Yearbook(Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1960), 166.
  26. Storch, Venturas e Aventuras de um Pioneiro, 115–117; Christianini, “A Luz vem do Oriente,” 10.
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UNASP, The Brazilian White Center –. "Storch, Gustavo Schroeder (1896–1993)." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. July 25, 2021. Accessed March 01, 2024. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=CGPZ.

UNASP, The Brazilian White Center –. "Storch, Gustavo Schroeder (1896–1993)." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. July 25, 2021. Date of access March 01, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=CGPZ.

UNASP, The Brazilian White Center – (2021, July 25). Storch, Gustavo Schroeder (1896–1993). Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved March 01, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=CGPZ.