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Brazil Publishing House editorial complex.

Photo courtesy of Brazil Adventist University Archives.

Casa Publicadora Brasileira

By Marcos De Benedicto

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Marcos De Benedicto

First Published: June 9, 2021

A Casa Publicadora Brasileira (CPB) é uma publicadora de livros, revistas, e outros materiais denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, responsável por produzir e distribuir conteúdo religioso em português.

Embora seja uma instituição diretamente ligada à Divisão Sul-Americana (DSA), seu parque gráfico funciona no território missionário da União Central Brasileira (UCB), na rodovia estadual SP-127, km 106, CEP 18279-900, bairro Guardinhas, na cidade de Tatuí, interior do estado de São Paulo. A principal área de atividade da CPB abrange todo o território brasileiro. Entretanto, ela também envia materiais para outros países, como os Estados Unidos, além de servir regiões onde existem igrejas de língua portuguesa, como Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Espanha e Portugal. Para atender ao público brasileiro, a CPB tem sua própria rede de 20 livrarias em funcionamento nas principais cidades do país e também apoia outras lojas do Serviço Educacional Lar e Saúde (SELS), que trabalham com instituições adventistas. Há também uma central de atendimento com 51 funcionários, que comercializam e atendem ativamente os clientes que preferem entrar em contato com a instituição pelo telefone. Além disso, a CPB investe em redes sociais como canais de venda.1 No total, a editora atende 60 lojas e livrarias, e aproximadamente 2,1 milhões de clientes. Atualmente, 621 servidores fazem parte da equipe de funcionários da CPB, dos quais 539 trabalham na sede e 82 em lojas filiais.2

Acontecimentos que Levaram à Fundação da Casa Publicadora

O início da Igreja Adventista no Brasil coincide, em certo sentido, com o ministério de publicações. Em 1879, um pacote literário contendo dez exemplares do periódico Stimme der Warheit (O Arauto da Verdade, em alemão) foi enviado para a cidade portuária de Itajaí, estado de Santa Catarina. A literatura despertou interesse em algumas famílias que viviam na cidade vizinha, Brusque. O fluxo da literatura enviada foi aumentando e, com a combinação do estudo das Escrituras e do material enviado, surgiram no Brasil os primeiros guardadores do sábado.3

Em 1890, Guilherme Belz e sua família decidiram guardar o quarto mandamento depois de encontrar o livro Gedanken über das Buch Daniel (Comentário sobre o Livro de Daniel, em alemão), de Uriah Smith. Os primeiros missionários a chegarem ao Brasil foram o colportor Augustus B. Stauffer, em 1893, e William Henry Thurston, em 1894. O primeiro viajava muito para desempenhar o seu trabalho, e o segundo se estabeleceu na cidade do Rio de Janeiro.4

No ano seguinte, em abril de 1895, foi realizado o primeiro batismo em solo brasileiro, quando Guilherme Stein Jr. desceu às águas em uma cerimônia realizada na cidade de Piracicaba, no interior do estado de São Paulo. A primeira classe da Escola Sabatina também foi organizada no local. Em junho do mesmo ano, novamente em Santa Catarina, dessa vez na cidade de Gaspar Alto, foi estabelecida a primeira Igreja Adventista no Brasil. Em novembro, outro pioneiro, o Pastor Huldreich F. Graf, fundou mais uma igreja na então capital nacional, o Rio de Janeiro, no bairro do Meier. Inicialmente, essa era uma igreja para missionários adventistas, sendo o inglês o idioma utilizado nos cultos e reuniões oficiais.5

Após sua conversão, Stein Jr. se envolveu plenamente no serviço de pregação do evangelho, realizando vários trabalhos relacionados à consolidação e expansão do Adventismo no país. De 1896 a 1898, foi professor e instrutor de Bíblia e, em 1899, mudou-se para o Rio de Janeiro.6 Nessa cidade, em julho de 1900, começava a história da Casa Publicadora Brasileira. O momento que marcou o início do trabalho editorial no Brasil ocorreu por ocasião do lançamento da revista O Arauto da Verdade, impressa na Tipografia e Litografia de Almeida Marques e Cia., localizada na Rua Travessa do Ouvidor, nº 33.7 A publicação estava sob a direção de Guilherme Stein Jr., o primeiro editor da CPB.

Fundação da Casa Publicadora Brasileira

Nessa fase pioneira, a equipe editorial trabalhou na casa de William Henry Thurston, no Rio de Janeiro, por aproximadamente dois anos (1900, 1901). Na época de sua criação, havia 13 editoras adventistas no mundo e 600 funcionários.8 Thurston acreditava no poder das publicações e muitas caixas de livros e revistas publicadas pela Review and Herald e Pacific Press (editoras adventistas norte-americanas) foram trazidas por ele em sua chegada ao Brasil. Ele havia feito planos para lançar uma revista em português.9 Um dos mentores dessa revista, que tinha apenas 16 páginas, foi Frederico W. Spies, outro pioneiro da IASD no Brasil.  No entanto, o trabalho de edição era feito por Guilherme Stein, Jr., que se tornaria um escritor excepcional e o primeiro editor da futura CPB. Com algumas interrupções, essa revista teve seu nome mudado várias vezes, chamando-se O Atalaia, Decisão e Sinais dos Tempos. Em seus primeiros dias, a editora era chamada Sociedade Internacional de Tratados.10

No início do século 19, embora fosse uma editora, não possuía um parque gráfico. Consequentemente, em 1903, líderes como John Lipke, Huldreich F. Graf e Frederico W. Spies discutiram a necessidade de ter sua própria oficina de tipografia para publicar literatura adventista no Brasil. Então, em uma viagem ao Emmanuel Missionary College (atual Universidade Andrews), em Berrien Springs, Michigan, nos Estados Unidos, John Lipke obteve doações no valor de 1.500 dólares para fundar uma gráfica. Além dessa quantia, Lipke também ganhou uma antiga impressora que pertencia à Review and Herald Publishing Association e que havia sido salva de um incêndio ocorrido no ano anterior. Podemos então considerar Lipke como o primeiro diretor administrativo da editora.11

A partir de 1904, a editora começou a funcionar na cidade de Taquari, no estado do Rio Grande do Sul. Nessa época, tudo era muito difícil. Um exemplo disso foi a difícil impressão de 2 mil exemplares da revista O Arauto da Verdade, em 10 de maio de 1905, na antiga e lenta prensa manual. A Revista Adventista foi lançada em 1906, sendo que, na época, era chamada Revista Mensal. No ano seguinte (1907), a editora deu mais um passo em seu desenvolvimento com a produção do primeiro livro impresso na gráfica de Taquari, intitulado A Gloriosa Vinda de Cristo, com 96 páginas e 27 gravuras. Entretanto, a localização da editora era inadequada, pois estava longe dos principais centros do país, e os meios de comunicação e transporte eram precários. Nesse contexto, em 15 de fevereiro de 1907, em uma assembleia da Igreja Adventista no Rio Grande do Sul, chegou-se à conclusão de que a editora precisava mudar seu endereço.12

História da Casa Publicadora Brasileira

Ainda em 1907, um novo imóvel foi adquirido próximo à Estação São Bernardo, atual cidade de Santo André, na região metropolitana da cidade de São Paulo. Na época, a vila tinha apenas 1.200 habitantes, e a editora tinha 27 funcionários. A casa publicadora permaneceu nesse local por 78 anos, onde também impactou a vida da comunidade. Na primeira década de sua história, a CPB produziu cerca de 2.700 livros, e foi estimado um consumo de cerca de 3.234 kg de papel. Em 1914 foi publicado um livro intitulado Novo Methodo de Leitura Elementar, e desde então a editora tem se preocupado em lançar materiais que sejam úteis como ferramentas educacionais. Como resultado, as escolas adventistas e seus professores podem expandir os métodos de ensino da educação adventista em todo o território brasileiro e, às vezes, além das fronteiras nacionais.13

Em 1920, a editora recebeu o nome pelo qual é chamada hoje: Casa Publicadora Brasileira. Em setembro desse mesmo ano, foi lançado o livro O Destino do Mundo. Esse volume foi uma tentativa de responder a questões relacionadas ao fim do mundo.14 Essa década foi marcada por um grande progresso na editora. Em 1921, as antigas máquinas deram lugar à primeira máquina linotipo.15 No mesmo ano, houve um marco editorial importante: o lançamento do livro O Conflito dos Séculos. No ano seguinte (1922), O Atalaia tornou-se o novo nome da revista Sinais dos Tempos. Em 1929, foi adquirido o primeiro caminhão de transporte da casa. A carroceria do caminhão havia sido fabricada na carpintaria do Colégio Adventista Brasileiro (CAB, atual Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus de São Paulo).

Na década de 1930, a oferta para produzir ferramentas educacionais foi ampliada com a série Lições Bíblicas, que continha sete livros, combinando religião e educação. Em 1931, a Revista Mensal passou a se chamar Revista Adventista. No mesmo ano, foi publicado o segundo volume do livro Testemunhos Seletos e, em 1934, o livro Vida e Ensinos, ambos de Ellen White. Ainda nessa década, Luiz Waldvogel foi nomeado para assumir o cargo de editor-chefe e tornou-se o mais frutífero escritor adventista do Brasil. Mais dois livros que se destacaram nessa época foram O Raiar de um Novo Dia (1936) e Vencedor em Todas as Batalhas (1937), este último de autoria de Waldvogel. No final da década, em 1939, ocorreram dois eventos importantes. O primeiro foi a aquisição da segunda máquina linotipo da editora, e o segundo foi o início da revista Vida e Saúde.16

Na década de 1940, foram lançadas 43 obras importantes para a literatura adventista. Alguns exemplos do segmento editorial da época são os livros: Conselhos Sobre a Escola Sabatina, 1940; O Conselheiro Médico do LarO Super-Homem na História, 1941; Mensagens aos Jovens, 1942; O Desejado de Todas as Nações e O Ritual do Santuário, 1943; A Marcha da Civilização, 1944; A Influência Transformadora de Uma Jovem, 1945; A Ciência do Bom Viver e Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, 1947; e Santificação, 1949. A infraestrutura relacionada aos equipamentos também foi desenvolvida. Em 1948 e 1949, foi adquirida a primeira máquina com capacidade de cortar trilateralmente, além de uma guilhotina, outra máquina de linotipo (Modelo 31), uma impressora vertical, uma máquina de costura, uma dobradeira e outra impressora, dessa vez da marca Kelly.17

Em 1953, foram lançadas duas revistas: Nosso Amiguinho, que se tornou a revista adventista infantil do país, e Mocidade, que foi retirada de circulação três décadas depois. Naquele ano começaram também as publicações de devocionais anuais, conhecidas no meio adventista brasileiro como Meditações Matinais. Ainda em 1953, foi impresso o livro O Maior Discurso de Cristo e, no ano seguinte, Parábolas de Jesus e Testemunhos Seletos, todos eles escritos por Ellen G. White. Outro momento importante para a editora nessa década aconteceu em 1956, principalmente devido à maior divulgação dos escritos de Ellen White – a publicação do livro Atos dos Apóstolos. O segundo marco foi o grande trabalho de expansão do prédio da editora, nas áreas de impressão e armazenamento. Naquela década houve também uma expansão no parque gráfico da instituição, devido à aquisição de mais equipamentos. Com a atualização do maquinário, 56 novas obras da literatura adventista puderam ser editadas.18

Dando continuidade ao desenvolvimento literário denominacional na década de 1960, foi alcançado o recorde de produção editorial, com a publicação de 111 obras. Para isso, foram adquiridas três máquinas Heidelberg e uma máquina Poligráfica, além da primeira impressora offset da instituição, que trouxe melhor visual para as revistas. Em 1964, foi criado o Departamento de Artes, sob a direção de Henrique Carlos Kaercher, que trabalhava na editora havia mais de 25 anos. Este foi um passo importante na direção de melhorar a qualidade visual das publicações. Esse aspecto tornou-se tão essencial que o departamento conta atualmente com 25 designers e cinco ilustradores, funções que eram muito raras em períodos anteriores.19

Ainda em 1964, Leopoldo Preuss, que havia ajudado a estabelecer as primeiras prensas em Taquari no ano de 1905, aposentou-se. No ano seguinte (1965), uma importante expansão da estrutura trouxe melhoria significativa para a instituição. Foram construídas novas instalações para os setores da Administração, Contabilidade e Redação, além da Biblioteca, Departamento de Arte e Layout, Centro de Telefonia, Sala de Recepção e parte da Expedição. Dessa forma, o prédio passou a ter três andares e manteve essa estrutura até a década de 1980.20

Na década de 1970, a produção de obras literárias alcançou 88 obras, incluindo a tradução de muitos materiais de ensino religioso preparados pela sede mundial da igreja.21 Durante esse período, foram adquiridas novas máquinas, trazendo modernização para o setor gráfico da casa. Entre 1970 e 1975, foram adquiridas duas guilhotinas e sete impressoras offset,22 além de outras impressoras, prensas e máquinas de dobrar e costurar. Nesse ponto de sua expansão, a CPB substituiu o processo de composição linotípica por fotocomposição.23 Na segunda metade da década, entre 1976 a 1980, foram adquiridas novas impressoras coloridas, máquinas automáticas de encapar livros, máquinas de embrulhar pacotes, plastificadoras automáticas e empacotadoras de display automático. Por fim, uma alceadeira automática de 21-estações,24 fotocopiadora, mais uma processadora automática e equipamentos telefônicos também foram adquiridos. O acervo da editora também incluía um computador SID para contabilidade e um conjunto de fotocompositoras.25

O ano de 1979 possui uma dimensão significativa para a história da CPB, o que pode ser denotado por três fatos. O primeiro ocorreu na área editorial, quando o livro Vida de Jesus alcançou a circulação acumulada de 1,4 milhões de exemplares. O segundo evento foi a criação do programa "Casa Aberta" quando, durante um dia no ano, a editora abria suas portas ao público, com uma grande feira literária. Muitas pessoas vinham de todas as partes do Brasil, fosse longe ou perto. Nas últimas décadas, essa ocasião se tornou um evento festivo que reunia cerca de 25 mil pessoas. O terceiro e último fato notável foi o início dos planos de mudança da sede da CPB para o interior do estado de São Paulo. Como parte de um projeto de expansão, uma propriedade de aproximadamente 534.094 m² foi adquirida na cidade de Tatuí, a cerca de 130 quilômetros da capital. A compra foi feita em 4 de maio de 1979 e, na ocasião, estavam presentes representantes da editora e da empresa vendedora, uma filial da Kanematsu-Gosho no Brasil.26

No início da década de 1980, além da mudança de local, a Casa Publicadora Brasileira teve outras conquistas importantes. Uma delas aconteceu nos anos de 1982 e 1983, quando a editora ganhou o Prêmio Quality Brasil, que mede o reconhecimento da qualidade de uma empresa através da opinião pública. Nessa época, a instituição começou a produzir livros didáticos, harmonizando-se com as diretrizes estabelecidas pelo Programa do Livro Didático Adventista, sob a coordenação do Departamento de Educação da DSA. Foi assim que, em 1983, foi lançada a primeira coleção de livros didáticos da editora, composta de 14 volumes. Em menos de duas décadas, um dos itens dessa coleção, o livreto Este Mundo Maravilhoso, vendeu um milhão de exemplares. Esse material ajudou uma média de 72 mil crianças.27

Ao longo desses anos, a nova propriedade foi sendo preparada e, em 28 de novembro de 1983, foi lançada a pedra fundamental da nova sede. Vários líderes da organização adventista estavam presentes, além de autoridades municipais. A mudança da sede ocorreu devido a fatores circunstanciais, tais como o alto custo do terreno para expansão da antiga sede, a dificuldade no transporte dos funcionários para o local de trabalho e a poluição ambiental em Santo André. Foi decidido seguir os conselhos de Ellen G. White a fim de evitar obstáculos institucionais de funcionamento, que eram comuns nas grandes cidades, além de buscar benefícios para a saúde e a vida espiritual dos servidores e, assim, obter melhores condições para a publicação e divulgação da mensagem bíblica.28

Em janeiro de 1984, as novas instalações da CPB começaram a ser construídas em Tatuí. Em setembro, a direção da editora foi autorizada a tomar as medidas necessárias para transferir todo o trabalho da Casa até fevereiro ou março do ano seguinte. Em dezembro de 1984, as obras de construção da nova propriedade estavam bem encaminhadas. O pavilhão estava praticamente concluído, e cerca de dez toneladas de telhas cobriam o edifício enquanto as paredes internas estavam sendo construídas. Enquanto isso, as antigas instalações estavam sendo vendidas para que os fundos arrecadados pudessem acelerar o estabelecimento da nova sede. Em fevereiro de 1985, a ocupação do novo pavilhão industrial começou quando dezenas de caminhões deslocaram as máquinas da CPB para Tatuí. Cerca de 90 por cento dos funcionários seguiram a editora. O prédio em Santo André, que havia sido vendido em outubro do ano anterior para a Casa Anglo Brasileira S.A. (Mappin), foi entregue.29

A inauguração das novas instalações em Tatuí ocorreu em 4 de janeiro de 1987, com a presença do então presidente mundial da IASD, Pastor Neal C. Wilson. Cerca de duas mil pessoas participaram da cerimônia. O Pastor Wilson cortou a fita inaugural, e os Pastores Enoch de Oliveira e João Wolff apresentaram a placa comemorativa da fundação da nova CPB, que havia sido colocada ao lado da porta da recepção. As autoridades civis presentes receberam exemplares do livro Vida de Jesus, e Neal Wilson falou sobre sua admiração pelo crescimento da obra editorial no Brasil, destacando o papel da editora nesse contexto.30

Na década de 1990, os antigos livros de religião começaram a ser substituídos por volumes escritos por autores brasileiros. Em 1991, a editora começou a investir em suas próprias livrarias a fim de melhorar a distribuição de sua produção. A primeira loja foi inaugurada no bairro de Moema, na capital paulista. Em seguida, foi criada uma filial na cidade do Rio de Janeiro. Outra inovação da CPB foi a criação, em 1997, da Casa Aberta Online, para oferecer materiais a preços promocionais pela Internet, e o 0800 (ligações gratuitas), uma opção de serviço que ainda está ativa. Normalmente, eram realizadas duas edições anuais: em junho e novembro. Por outro lado, a Casa Aberta Móvel, que era realizada através de visitas dos caminhões da editora a vários locais do país, acontecia em meses diferentes. Durante esses anos, foram produzidas 17.957.540 unidades de livros, e foram utilizados 21.512.391 kg de papel.31

Quando a editora comemorou seu 100º aniversário, ela havia produzido mais de 40 milhões de unidades e consumido mais de 48 milhões de kg de papel. Além disso, passou a empregar 381 pessoas. Em 2000, seu centenário foi comemorado com muitas homenagens. O então presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, enviou uma mensagem com “votos de respeito e admiração” à publicadora, que, segundo ele, “soube permanecer fiel a uma proposta guiada pelo compromisso com os temas da fé, sem perder de vista a realidade concreta da sociedade em que esses temas se inserem”. O Pastor Jan Paulsen, então presidente mundial da IASD, desafiou a instituição “a não simplesmente olhar para o passado, mas desenvolver uma visão do futuro e expandir o potencial que ela tem.”32

A editora continuou se expandindo na primeira década dos anos 2000, e novos desafios surgiram. Devido à dificuldade logística em 2000, o programa “Casa Aberta” chegou ao fim em Tatuí. No entanto, a abordagem pública continuou por outros meios, o que se tornou possível pelo advento da tecnologia. Enquanto isso, o portfólio didático foi melhorado sob a liderança da Gerência de Materiais Didáticos e dos Editores de Materiais Didáticos, auxiliados pelas habilidades de outras equipes, incluindo vários coordenadores pedagógicos. Para produzir esses materiais, a CPB possui um parque gráfico moderno e atualizado.

Uma das maiores aquisições de grande repercussão ocorreu em 2003, quando uma impressora rotativa Heidelberg M600 chegou à instituição, com mais de 30 metros de comprimento e capacidade para imprimir 40 mil cadernos de 16 páginas por hora. Com a chegada dessas máquinas, foi necessário também contratar recursos humanos. Em 2010, a equipe chegou a 488 funcionários. Em 2012, a fábrica da editora foi ampliada, com a construção de um novo restaurante e um prédio administrativo com arquitetura atualizada, que hoje tem 27 mil m² de área construída. Na ocasião, o presidente da Associação Geral, Pastor Ted N. C. Wilson, esteve presente nas formalidades de inauguração.33

A editora continuou crescendo nos anos seguintes e, apesar da crise econômica que atingiu o Brasil, foi possível adquirir novas máquinas destinadas a substituir as antigas e aumentar a capacidade de produção. Em 2015, o número de funcionários alcançou 623. Nesse ano e no seguinte, o investimento no parque gráfico foi de R$70 milhões, o que equivalia a cerca de 26 milhões de dólares na época. Em outubro de 2016, o consumo mensal de papel chegou a 821 toneladas. Em uma década, isso representaria 98,5 milhões de kg. Atualmente, o consumo anual se aproxima de oito mil toneladas. De janeiro a outubro de 2016, 45,4 milhões de unidades foram produzidas e 3,6 bilhões de páginas foram impressas.34 Em 2016, os materiais didáticos representaram 35% da receita da CPB. Em novembro de 2016, o número de funcionários atingiu a marca de 621, com 539 na sede e 82 nas filiais.

Nesses quase 120 anos, o crescimento da editora tem sido consistente e alcançado uma taxa de 63,5%, embora tenha enfrentado fases difíceis durante sua história. Isso representou também uma curva ascendente na rentabilidade da editora. Dispondo de uma reserva técnica adequada, a publicadora foi capaz de investir em novos projetos e adotar uma política de preços mais acessível ao público, reajustando seus produtos abaixo do índice de inflação. Atualmente, a Igreja Adventista tem 62 editoras e 2.016 funcionários que trabalham em instituições como estas em todo o mundo.35 Desse total, cerca de 30% trabalham na CPB. Isso demonstra a representatividade da editora brasileira na frente operacional da IASD. Atualmente, a CPB possui 20 modernas livrarias nas principais cidades do Brasil, um número que cresce a cada ano, sem mencionar as lojas SELS, que pertencem às associações e missões.

O Papel Histórico da Casa Publicadora Brasileira

Ao longo de sua trajetória histórica, a CPB tem desempenhado um papel muito importante, a ponto de ser confundida com a própria história da Igreja Adventista no Brasil. "O crescimento da igreja é resultado do crescimento da CPB, e o crescimento da CPB é o resultado do crescimento da igreja.”36 E, para continuar cumprindo seu papel, a visão da organização é “ser, pela graça de Deus, uma instituição reconhecida por sua ética e pela excelência de seus produtos e serviços, buscando a satisfação de seus clientes”. Paralelamente, segue sua missão de “produzir e distribuir literatura cristã, educacional e de saúde a fim de promover o bem-estar físico, mental, social e espiritual do ser humano”. Esses objetivos foram alcançados com sucesso pela editora e podem ser vistos, por exemplo, em sua crescente produção literária.37

Até 2000, foram lançados cerca de uma centena de novos produtos a cada ano, incluindo livros sobre educação, saúde, religião, revistas, livros didáticos, livros educacionais, produções musicais e obras comerciais. Atualmente, toda essa produção tem sido multiplicada e a CPB tem cerca de 2.100 títulos em seu catálogo, incluindo livros, Bíblias e hinários. A partir de 2010, a editora começou a investir fortemente em obras de referência, tais como um livro sobre a história da igreja na América do Sul, intitulado Terra de Esperança, os nove volumes do Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia e a Enciclopédia Ellen G. White.38

O maior público consumidor da CPB é a própria IASD, que é responsável por 45% de sua renda. Alguns produtos com tiragens altas incluem devocionais, publicados desde 1953, guias de estudo bíblico e lições da Escola Sabatina, que no total excedem a circulação de 700 mil exemplares por trimestre. No total, a instituição publica 28 periódicos, incluindo lições para todas as faixas etárias. As principais são: Revista Adventista, fundada em 1906 e com tiragem atual de 35 mil exemplares mensais; Vida e Saúde, lançada em 1939 e com tiragem de 60 mil exemplares; Nosso Amiguinho, criada em 1953 e com tiragem de 65 mil exemplares; e Conexão 2.0, lançada em 2007 e com tiragem de 28,5 mil exemplares. Além destas, a revista Ministério e a Revista do Ancião são editadas e impressas pela CPB, sob a orientação e incumbência da Divisão Sul-Americana.39

A visão de Ellen White de que o ministério editorial deveria produzir e difundir literatura como “folhas de outono”40 tem sido amplamente cumprida no Brasil. O programa de livros missionários começou em 2006/2007, com a obra Os Dez Mandamentos, que teve uma circulação de 2.142.000 unidades. Em seguida, houve vários lançamentos anuais ou semestrais, como A Única Esperança (16.788.000) e Viva com Esperança (16.973.500), atingindo em 2016 a marca acumulada de mais de 110 milhões de cópias impressas e milhões de downloads de versões digitais. Esses volumes, especificamente, são parte de uma iniciativa da IASD chamada “Impacto Esperança”. Trata-se de um projeto de distribuição em massa de literatura, realizada ao longo de um dia e que mobiliza praticamente todos os membros e instituições da igreja no território da divisão.41

A educação é outro campo missionário importante da Igreja Adventista, e a CPB tem produzido materiais didáticos para a atuação e assistência diretas nessa área. A partir de 2003, as escolas adventistas no território brasileiro começaram a adotar o material didático da CPB em todas as séries. Esse trabalho conta com o apoio do portal da Educação Adventista, um site mantido pela editora para a criação de conteúdos educacionais compartilhados entre instituições, professores e alunos. Além de fornecer “suporte pedagógico para a rede”, o site “serve como uma plataforma para a interação da comunidade escolar”.42 Através desse sistema, que foi incorporado pela CPB em 2010 e que conta com o trabalho direto de 18 funcionários, os pais dos alunos podem monitorar toda a vida acadêmica dos filhos, incluindo a frequência às aulas, os deveres de casa e o desempenho escolar.43

A distribuição é outra ferramenta necessária e importante para cumprir a missão de pregar o evangelho de forma bem-sucedida através da página impressa. É nesse contexto que a CPB tem procurado proporcionar ao público adventista e não adventista maior acessibilidade aos materiais da denominação. No total, a editora atende aproximadamente 60 lojas/livrarias e 2,1 milhões de clientes. A área geográfica coberta pela instituição inclui Brasil, Estados Unidos (igrejas de língua portuguesa), Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Espanha e Portugal. Uma alternativa de distribuição é a central de atendimento, na qual trabalham cerca de 50 pessoas divididas em turnos, atendendo clientes que preferem entrar em contato com a editora por telefone. Quando possível, os atendentes fazem ligações para divulgar os lançamentos, o chamado marketing ativo. O forte investimento que tem sido feito nas redes sociais completa o menu do canal de vendas.44 

A obra da colportagem, um método precioso de venda de literatura religiosa e de saúde, tanto em empresas como de porta em porta, ganhou impulso com os chamados megabooks, que são livros maiores, com capa dura e interior colorido. Atualmente, esse segmento da igreja representa cerca de 13% da renda da editora. Por meio deste e de outros meios possíveis para distribuir a “página impressa”, a CPB tem cumprido seu papel missionário como a editora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E, além de alcançar o Brasil e diferentes partes do mundo com suas publicações, também tem cumprido sua vocação evangelística na comunidade local. De uma igreja com cerca de 60 membros, por ocasião de sua chegada em Tatuí, em 1985, a presença adventista na “Cidade Ternura”, como é conhecida, foi ampliada para 13 congregações, com mais de 2,5 mil membros hoje.45

Panorama

Nos últimos anos, a CPB tem ocupado uma posição de liderança entre as 62 editoras da Igreja Adventista em todo o mundo, tanto no número de funcionários quanto na produção de obras literárias e em termos de receita. Esse fato impõe à CPB uma responsabilidade crescente e uma oportunidade ímpar de participar da missão evangelística da denominação. O sucesso não foi alcançado da noite para o dia, nem por algumas poucas pessoas. Muitas pessoas ajudaram a escrever essa história, incluindo os colportores, “a maioria deles como verdadeiros heróis anônimos.”46

Essa conquista também foi favorecida por, pelo menos, alguns fatores: a ampla e boa oferta de produtos, evitando estoques desnecessários; um mercado forte, representado por uma igreja dinâmica no Brasil; excelente integração entre a editora e os diferentes níveis administrativos da igreja; a adoção de uma linha completa de livros didáticos utilizados desde o ensino fundamental até o ensino médio; e um moderno sistema de distribuição que inclui, entre outras coisas, uma rede de livrarias próprias, um site comercial e uma central de atendimento.47

Vale mencionar também o trabalho eficaz da equipe administrativa, que procura privilegiar a filosofia de colocar as pessoas certas nos lugares certos, um cuidado que tem sido corroborado pelo compromisso de todos os funcionários de fornecer um serviço de qualidade. Finalmente, deve-se lembrar que, antes de tudo, a bênção de Deus foi derramada a fim de permitir o envolvimento persistente da editora com a missão adventista, incluindo doações para projetos da DSA, TV Novo Tempo, construção de templos e patrocínio de missionários no exterior.48

Com tudo isso, a mão de Deus pode ser vista na jornada da editora. A história da Igreja Adventista no Brasil mostra que uma incalculável quantidade de pessoas abraçou o adventismo por meio de literatura, cabendo à CPB um papel de liderança nesse processo. Com solidez financeira e projetos desafiadores, ainda hoje a editora tem procurado dar nova vida aos sonhos dos pioneiros que a estabeleceram. De fato, se eles pudessem ver o tamanho da editora hoje, ficariam surpresos com o resultado da semente que plantaram. Manter esse crescimento, de forma sólida, é a expectativa e o propósito para o futuro. Nesse sentido, toda a equipe da CPB e a administração trabalham em conjunto para que as “folhas de outono” possam continuar a espalhar a mensagem adventista até os confins da Terra.49

Listas50

Nomes Oficiais:

Sociedade Internacional de Tratados no Brasil (1905-1920); Casa Publicadora Brasileira (1920-atual).

Gerentes Gerais ou Diretores Gerais: Augusto Pages (1905-1921); Manley Valentine Tucker (1922-1926); Frederico Weber Spies (1927-1932); John Berger Johnson (1933-1937); Emílio Doehnert (1938-1949); Domingos Peixoto da Silva (1949, 1950); Bernardo Einrich Schünemann (1951-1976); Wilson Sarli (1977-1984); Carlos Magalhães Borda (1985-1995); Wilson Sarli (1995-2000); José Carlos de Lima (2000-atual).

Redatores-chefes: Guilherme Stein, Jr. (1901-1904); Emílio Hölzle (1906, 1907); Guilherme Stein, Jr. (1907-1917); Emmanuel C. Ehlers (1918-1920); Henrique Luiz Zipp (1920-1922); John Berger Johnson (1922-1933); Luiz Waldvogel (1933-1965); Carlos Alberto Trezza (1966-1972); Arnaldo Benedicto Christianini (1973-1975); Carlos Alberto Trezza (1975-1977); Rubens da Silva Lessa (1978-1981); Rubem Milton Scheffel (1982-1984); Rubens da Silva Lessa (1985-2014); Marcos De Benedicto (2014-atual).

Editor-chefe:  fase sem registros (1906-1922); John Berger Johnson (1923-1934); Luiz Waldvogel (1934-1965); Naor G. Conrado (1965-1971); Carlos A. Trezza (1971, 1972); Arnaldo B. Christianini (1973-1975); Carlos A. Trezza (1975, 1976); Rubens S. Lessa (1976--1982); Rubem M. Scheffel (1982-1985); Rubens S. Lessa (1985-2014); Marcos De Benedicto (2014-atual).51

Referências

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 Notas de fim

  1. “Section III – Publishing Houses [Seção III - Casas Publicadoras],” Annual Statistical Report [Relatório Estatístico Annual] (Silver Spring, MD: Seventh-day Adventists Church, 2018), 87.
  2. Marcos de Benedicto (editor-chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor assistente da ESDA), 20 de setembro de2017.
  3. Michelson Borges, “Raízes da Nossa História,” Revista Adventista, n. 1328, ano 112 (dezembro de 2017): 6.
  4. Elder Hosokawa, “Da Colina, Rumo ao Mar,” Tese de mestrado, Universidade de São Paulo, 2001, 52.
  5. Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, 38.
  6. Ruy Carlos de Camargo Vieira, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995, 162-163.
  7. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 36.
  8. Marcos de Benedicto (editor-chefe da Casa Publicadora Brasileira), por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-assistente da ESDA), 20 de setembro de 2017.
  9. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 36.
  10. Centro Nacional da Memória Adventista do Brasil, “Casa Publicadora Brasileira,” acessado em 20 de maio de 2020, https://bit.ly/2TlZ2Rm; “Aviso,” Revista Trimensal 1, n. 04, outubro de 1906, 1.
  11. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 34-55.
  12. Ibid., 50-56.
  13. Ibid., 57-65.
  14. “O Destino do Mundo,” Revista Adventista 15, n. 9, setembro de 1920, 16.
  15. A máquina de linotipo foi inventada pelo alemão Ottmar Mergenthaler em 1884. Com a máquina, “equipada com chumbo líquido, foi possível compor uma linha inteira de texto; assim que era digitada no teclado da máquina, era imediatamente fundida e integrada na composição de colunas e páginas.” Tipografos.net, “Tipografia,” acessado em 16 de julho de 2020, https://bit.ly/2TpHkMw.
  16. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 78-80.
  17. Ibid., 81-85.
  18. Ibid., 86-90.
  19. Ibid., 91-94.
  20. Ibid., 91-94.
  21. Ivacy Furtado de Oliveira, “História dos livros didáticos adventistas no Brasil,” InA educação adventista no Brasil: uma história de aventuras e milagres, org. Alberto R. Timm. Engenheiro Coelho, SP: Unaspress, 2004, 109-118.
  22. O processo de impressão offset começou na segunda metade do século 20. Ele consiste na interação entre água e gordura, e a imagem é transferida da “matriz para um rolo de impressão (manta) e só depois é passada para o papel.” Esse sistema é capaz de produzir tiragens médias e grandes com excelente qualidade, além de imprimir em muitos tipos de papel e até mesmo alguns tipos de plástico, tudo feito muito rapidamente. ExpoPrint, “Impressão Offset,” acessado em 20 de maio de2020, https://bit.ly/2ziEwKt.
  23. “A fotocomposição é o processo de composição tipográfica feita através da projeção de caracteres em papel fotossensível (ou fita de filme).” Tipografos.net, “Fotocomposição (1950...),” acessado em 20 de maio de2020, https://bit.ly/2TrXKV0.
  24. “Uma alceadeira é um dispositivo para colagem vertical de papel. São bandejas onde o papel é colocado. Cada bandeja tem uma página de livro, por exemplo, e a máquina puxa uma folha de cada bandeja, formando um jogo. Muito mais rápido do que qualquer mão humana.” Dicionário Informal, “Alceadeira,” acessado em 20 de maio de2020, https://bit.ly/3bTOKhs.
  25. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 109-110.
  26. Ibid., 111-112.
  27. Ibid., 126.
  28. Ellen G. White, Vida no Campo, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1988, 32, 35.
  29. Rubens Lessa, Casa Publicadora Brasileira: 100 anos, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000, 116-120.
  30. Ibid., 122-124.
  31. Ibid., 138-139.
  32. Ibid., 11, 39, 139.
  33. Agatha Lemos, “Emoção e reencontros marcam reinauguração da Casa Publicadora Brasileira,” Notícias Adventistas, 22 de maio de 2012, acessado em 9 de novembro de 2019; https://bit.ly/357KwjI.
  34. Marcos de Benedicto (editor-chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-assistente da ESDA), 20 de setembro de2017.
  35. “Summary of Institutions [Resumo das instituições],” Annual Statistical Report [Relatório Estatístico Anual] (Silver Spring, MD: Seventh-day Adventists Church, 2016), 4.
  36. Erton Köhler, “Uma só história,” Revista Adventista, n. 1226, ano 105 (julho de 2010), 4.
  37. Marcos de Benedicto (editor-chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-assistente da ESDA), 20 de setembro de2017.
  38. Ibid.
  39. Ibid.
  40. Ellen G. White, “Holyday Presents [Presentes de Natal],” ARH, 21 de novembro de 1878, 161.
  41. Marcos de Benedicto (editor chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor assistente da ESDA), 20 de setembro de 2017.
  42. Diogo Cavalcanti, Guilherme Silva, Michelson Borges e Wendel Lima, “Há mais de um século transformando vidas,” Revista Adventista, n. 1226, ano 105 (julho de 2010): 13.
  43. Marcos de Benedicto (editor chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor assistente da ESDA), 20 de setembro de2017.
  44. Ibid.
  45. Ibid.
  46. Wilson Sarli, “Heróis que merecem respeito e admiração,” Revista Adventista, n. 6, ano 96 (junho de 2000): 38.
  47. Marcos de Benedicto (editor chefe da Casa Publicadora Brasileira), mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor assistente da ESDA), 20 de setembro de2017.
  48. Ibid.
  49. Ibid.
  50. Marcos de Benedicto e Michelson Borges, “Um século de história,” Revista Adventista, n. 1, ano 101 (janeiro de 2006): 8-13.
  51.   Para mais informações sobre a Casa Publicadora Brasileira, acesse o site: https://www.cpb.com.br/, ou as mídias sociais: Twitter--@casapublicadora; Facebook e Instagram--@cpbeditora; e YouTube: Casa Publicadora Brasileira.
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Benedicto, Marcos De. "Brazil Publishing House." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. June 09, 2021. Accessed May 29, 2024. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=GGGM.

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Benedicto, Marcos De (2021, June 09). Brazil Publishing House. Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved May 29, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=GGGM.