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Santa Catarina Conference headquarters, 2014.

Photo courtesy of Santa Catarina Conference Archive, accessed on 2019.09.16, http://bit.ly/2MqCXwC.

Associação Catarinense

By Renato Gross, and Samuel Wesley Pereira de Oliveira

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Renato Gross

Samuel Wesley Pereira de Oliveira

First Published: September 21, 2021

A Associação Catarinense (AC) é uma unidade administrativa da Igreja Adventista do Sétimo Dia, localizada no território da União Sul Brasileira (USB). Sua sede fica na Rua Gisela, nº 900, CEP 88110-110, bairro de Barreiros, município de São José, estado de Santa Catarina, Brasil. 1

A área de atuação da Associação Catarinense cobre todo o sul e sudeste do estado de Santa Catarina. Sua população estimada é de 3.559.929 habitantes, dos quais 21.097 são Adventistas do Sétimo Dia. Há aproximadamente um adventista para cada 168 habitantes da região. O território coberto pela AC está dividido em 41 distritos pastorais, totalizando 240 congregações. 2

Nesse território, há seis unidades escolares em funcionamento. Entre elas estão o Colégio Adventista de Florianópolis (Centro), localizado no centro de Florianópolis, com 751 alunos; Colégio Adventista de Florianópolis (Estreito) - Estreito, Florianópolis, com 1.189 alunos; Colégio Adventista de Itajaí, na cidade de Itajaí, com 1.037 alunos; Colégio Adventista de Bom Retiro, em Bom Retiro, com 115 alunos; Colégio Adventista de Imbituaba, em Imbituaba, com 165 alunos; e o Colégio Adventista de Tubarão, na cidade de Tubarão, com 269 alunos. No total, 3.526 alunos frequentam a Rede Educacional Adventista nessa região do Brasil. 3

Para manter suas atividades, a Associação Catarinense conta com 657 colaboradores, dos quais 71 são obreiros, 544 são funcionários e 42 são pastores. Entre os ministros, 34 são ordenados e oito, licenciados. 4

Origem da Obra Adventista no Território da Associação

No final de maio de 1895, o Pastor Frank Henry Westphal, vindo da Argentina (via São Paulo), desembarcou na cidade de Brusque, no estado de Santa Catarina. Foi a primeira vez que um pastor Adventista do Sétimo Dia entrou no território catarinense. 5 Poucos dias depois, em 8 de junho de 1895, foi registrado o batismo de oito pessoas no rio Itajaí-Mirim. Três dias depois, o Pastor Westphal realizou um segundo batismo, quando mais de 15 pessoas foram batizadas na cidade de Gaspar Alto. 6 Esses 23 conversos formaram o núcleo do primeiro grupo adventista organizado no Brasil. 7“O grupo foi organizado em um sábado, ao ar livre, às margens de um rio, onde também foram realizados o cerimonial do lava pés e a Ceia do Senhor.” 8

O historiador Floyd Greenleaf afirma que naquela época foi organizada a primeira Igreja Adventista no Brasil - a Igreja Adventista de Gaspar Alto, 9 um fato que também foi relatado pela Divisão Sul-Americana (DSA). 10 Além disso, a importância de Gaspar Alto com relação à educação adventista é evidente, uma vez que a primeira escola paroquial adventista foi estabelecida no local em 1897. Sob a liderança do professor Guilherme Stein Jr., “as aulas eram ministradas em alemão [...]. Os turnos foram divididos em três - pela manhã, a escola primária, à tarde, a secundária, e em 1898 foi incluído o turno noturno, favorecendo os adultos da comunidade”. 11  

Olhando para o futuro e percebendo as enormes necessidades do campo brasileiro, a liderança da organização estabeleceu em Gaspar Alto, em 1897, um “curso preparatório para missionários”. Esse curso contou com a participação de alunos de diversas partes do Brasil e até mesmo de outros países como Paraguai, Uruguai e Argentina. Foram construídos um dormitório e um refeitório em estilo enxaimel,12 o que se tornou o primeiro internato. O alemão Johannes Rudolf Lipke - que havia estudado no Seminário de Hamburgo, e depois imigrado para os Estados Unidos, foi nomeado diretor. Lipke se graduou no Battle Creek College. Ele então adotou o nome de John, e junto com sua jovem esposa Augusta (que era sua colega de classe), aceitou o chamado para ser missionário no Brasil. 13

A escola secundária em Gaspar Alto funcionou por apenas três anos sob a gestão de John Lipke. No entanto, durante esse curto período, alguns eventos importantes aconteceram, incluindo o surgimento dos primeiros colportores estudantes. De 31 de janeiro a 25 de fevereiro de 1904, o primeiro curso de colportagem - frequentado por oito pessoas - foi oferecido, bem como o primeiro treinamento para professores adventistas, sob a liderança do Pastor F. W. Spies. 14 A Revista Adventista de abril de 1963 narra um relato interessante do irmão Leopoldo Preuss: “Nove alunos da Escola Gaspar Alto, incluindo eu, viajaram de Blumenau a Joinville a pé, com três jumentos carregando publicações em canastras, 15 e depois de oito dias viajando por estradas lamacentas, bosques e rios, chegamos ao nosso destino.” 16

Outro fato marcante na vida curta, mas intensa daquele internato foi a organização da primeira Sociedade de Jovens Missionários Voluntários (MV) em território sul-americano. Embora não haja consenso sobre o ano exato, a organização parece ter ocorrido entre 1897 e 1902. O encontro de jovens, realizado em uma tarde de sábado, contou com a presença de 25 pessoas sob a liderança do Pastor Lipke. Os membros presentes aprenderam um novo hino e os jovens então memorizaram a passagem bíblica de Isaías 60:1; juntos, eles se comprometeram a repeti-lo diariamente. Depois da oração, os jovens receberam panfletos sobre a vida de Jesus para distribuir pela vizinhança. 17

A escola permaneceu em Gaspar Alto até 1903, quando foi transferida para a cidade de Taquari, no estado do Rio Grande do Sul. Posteriormente, o colégio de Taquari foi vendido e outro imóvel foi adquirido próximo à cidade de São Paulo. Ali foi construído um novo colégio, o Seminário Adventista, que mais tarde mudou de status para Colégio Adventista Brasileiro, hoje conhecido como Centro Universitário Adventista de São Paulo. 18

História Organizacional da Associação

A história da Associação Catarinense se confunde com a história da Igreja Adventista no Brasil. A chegada da mensagem por meio de navios e material impresso mostra que o Deus que conduz a história é o mesmo que fez avançar o adventismo nessa região do país e continuou a liderar Seu povo ao longo dos anos da administração da AC.

Antes do surgimento da primeira associação nos estados de Santa Catarina e Paraná, a Associação Brasileira era a administradora de todas as igrejas no território nacional. Sua organização aconteceu na cidade de Gaspar Alto, de 10 a 20 de maio de 1902. A associação era composta inicialmente de 15 igrejas e 10 grupos, com um total de 860 membros. 19 A maioria desses grupos era oriunda de comunidades alemãs espalhadas pelo país, sendo que apenas 150 deles falavam português. 20

Após cinco anos administrando as congregações do território brasileiro, o campo nacional foi dividido em quatro campos distintos. Assim, em 12 de maio de 1906, foi instituída a Associação Santa Catarina-Paraná. No início de seu funcionamento, a sede da associação ficava em Brusque, no estado de Santa Catarina. A associação recém-organizada supervisionava o avanço da obra adventista em toda a região dos estados de Santa Catarina e Paraná, e tinha “12 igrejas, totalizando 427 membros, oito escolas denominacionais, oito professores, dois colportores e um pastor ordenado”. 21

Waldemar Ehlers foi nomeado presidente do campo. Nascido em 17 de fevereiro de 1879, na cidade de Kihus, estado de Schleswig-Holstein, Alemanha, ele foi educado em sua terra natal. Aceitou a mensagem adventista com 14 anos de idade e, logo depois, foi trabalhar na Casa Publicadora de Hamburgo, onde permaneceu de 1894 a 1898. No final desse período, Ehlers mudou-se para o Brasil, estabelecendo-se na cidade de Curitiba, onde trabalhou como professor pioneiro no Colégio Internacional de Curitiba (hoje conhecido como Colégio Adventista de Bom Retiro). Em 1900, casou-se com Mary Creeper, que trabalhou na Alemanha como secretária do Pastor L. R. Conradi. 22

Em 1901, Ehlers foi convidado a fazer parte da obra evangelística nos estados do Paraná e Santa Catarina. Em 1906, foi eleito o primeiro presidente da Associação que envolvia as igrejas desses estados e, em 1909, foi nomeado presidente da Associação Sul-Rio-Grandense, onde permaneceu até 1914. Ao retornar à Alemanha em busca de assistência médica, foi mantido no país devido ao despertar da Primeira Guerra Mundial. Ele trabalhou como professor de Bíblia em Friedensau por dois anos e serviu como presidente de três associações, exercendo sua última função na Associação de Berlim. Após anos sofrendo de doença renal grave, foi submetido a uma cirurgia em 1921 com o Dr. Conradi (filho), e a partir de então, viveu com apenas um rim. Em 1923, aposentou-se e, devido ao seu estado de saúde, voltou ao Brasil no mesmo ano. Ele faleceu de uremia 23 em 5 de fevereiro de 1929, e foi sepultado em Jaraguá do Sul, Santa Catarina.24

Durante o século XX, a Associação Santa Catarina-Paraná continuou crescendo. Em 1909, com cerca de 580 membros, e ainda sob a direção do Pastor Waldemar Ehlers como presidente e Mary Ehlers como secretária e tesoureira (esse foi o último ano do casal na liderança da Associação), a sede dessa unidade administrativa da Igreja foi transferida de Brusque, no interior de Santa Catarina, para Curitiba, capital do estado do Paraná. 25

No ano seguinte, janeiro de 1910, ocorreu uma divisão no território coberto pela associação. 26 Tal reconfiguração deu origem a duas associações com dois novos nomes - Associação Catarinense e Associação Paranaense. A primeira foi alocada na cidade de Blumenau, interior do estado de Santa Catarina, e ficou responsável pelo avanço da obra adventista em todo o estado; a segunda foi instalada na cidade de Curitiba e ficou responsável pela obra no estado do Paraná. 27 A sede da Associação Catarinense foi logo transferida para outro local e, ao longo dos anos, teve vários endereços. Um deles foi na cidade de São José, interior do estado, e outro foi o bairro de Estreito, na cidade de Florianópolis, capital de Santa Catarina. 28 No entanto, a Associação Catarinense manteve esse nome apenas até 1927, quando foi reorganizada como Missão Santa Catarina-Paraná, ficando responsável mais uma vez pela obra adventista nos dois estados mencionados acima. 29

Mesmo assim, o trabalho avançou na região administrada pela Associação Catarinense antes de sua mudança. Durante esse período, muitos membros foram acrescentados à igreja, a tal ponto que, em 1915, havia 345 pessoas batizadas naquele território. 30 Apesar desse crescimento, devido às dificuldades resultantes dos eventos da Primeira Guerra Mundial e outros motivos, a Revista Mensal (agora Revista Adventista) de dezembro de 1915 publicou os seguintes comentários do Pastor Augusto Rockel, então presidente da Associação Catarinense: “Como acontece em todo o mundo, o campo aqui também está sofrendo os resultados dos impactos da guerra. À medida que os ganhos dos irmãos diminuíram, também diminuiu a receita da associação, visto que o número de membros aumentou. Também notamos como Satanás intensificou seus esforços sedutores durante este ano. Falsos profetas fizeram grandes viagens a fim de liberar dissensão em nossa igreja, mas graças a Deus, eles não puderam vencer.” 31

Mesmo em meio a esses desafios, o adventismo cresceu na região, conforme evidenciado nos relatórios comemorativos, à medida que mais igrejas foram construídas no estado. Duas novas igrejas merecem destaque: uma na cidade de Jaraguá do Sul, inaugurada em 6 de abril de 1918, e outra em Itajaí, inaugurada em 20 de novembro de 1920. Essas foram conquistas marcantes, pois na época em que tais congregações foram estabelecidas, havia uma grande escassez de missionários na região, tanto devido a consequências da Primeira Guerra Mundial, quanto ao difícil acesso a esses locais. Além dessas realizações, nessa época a Igreja Adventista do Sétimo Dia estava bem estabelecida em Joinville (onde uma congregação havia sido formada em maio de 1896 pelo Pastor Graf), 32 Benedito Novo (onde já existia uma comunidade de irmãos desde julho de 1897, também organizada pelo Pastor Graf), 33 Brusque (onde estava a maior igreja do estado, com 91 membros em 1924, além de uma escola primária que começou a funcionar em 1º de maio de 1926), Gaspar Alto, Itajaí, Luiz Alves e Blumenau. 34

Após ser estabelecida em 1927 como Missão Santa Catarina-Paraná, o nome da unidade administrativa mudou em 1934 para Missão Paraná-Santa Catarina. Dentre os motivos dessa mudança, pelo menos dois merecem destaque. Embora o estado de Santa Catarina tenha sido o primeiro local de fundação de uma Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil, ele tinha menos membros batizados do que o estado vizinho (Paraná), e a capital de Santa Catarina ainda não tinha uma igreja onde os membros pudessem se reunir e adorar. 35Nessa época, a sede da instituição funcionava na Rua Dr. Ermelino de Leão, na cidade de Curitiba, onde permaneceu mesmo após a mudança de nome. 36

Outras igrejas foram construídas nesse período, inclusive a Igreja de Bom Retiro (a pedra fundamental foi colocada em 1947 e a nova igreja foi construída para substituir a capela de madeira de 1927). 37 No entanto, o preconceito contra os pregadores foi um obstáculo difícil de superar quando estes falavam sobre temas como saúde, família e doutrinas. Não obstante, eles superaram esse desafio usando um recurso bastante comum no meio adventista: a colportagem. Além de ser um dos principais pilares da organização da Igreja Adventista em todo o mundo, a venda de literatura adventista foi muito importante para a divulgação da mensagem do evangelho no estado de Santa Catarina. O preconceito dos residentes em relação à mensagem era menor quando apresentada na forma de livros e revistas. 38

A obra adventista na região dos dois estados cobertos por essa unidade administrativa da Igreja progrediu tão bem que, em 1938, já havia 1.843 membros batizados em seu campo missionário. 39 A Missão Paraná-Santa Catarina manteve esse nome por aproximadamente seis anos, até 1940, quando passou a ser conhecida como Associação Paraná-Santa Catarina. 40 Sua primeira assembleia com esse nome foi realizada de 23 a 28 de agosto do mesmo ano. A reunião contou com a presença de líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia, representando a União Sul Brasileira e a Casa Publicadora Brasileira. Foi nessa assembleia que aconteceu a maior reunião de Escola Sabatina já realizada nos estados do Paraná e Santa Catarina (pelo menos 654 pessoas compareceram à reunião). 41

Posteriormente, em 25 de maio de 1953, foi inaugurada no centro da capital a Igreja Adventista Central de Florianópolis - edifício que existe ainda hoje. Alguns anos depois, em 9 de novembro de 1956, uma nova reorganização na Associação Paraná-Santa Catarina foi sugerida com a criação de um novo campo. 42 Dois meses depois, em 7 de janeiro de 1957, ocorreu a primeira sessão da Décima Sexta Assembleia Ordinária da União Sul Brasileira, na qual foi votado unanimemente aceitar a sugestão da Assembleia Extraordinária da Associação Paraná-Santa Catarina para a criação de  uma nova unidade administrativa, que passaria a se chamar Missão Santa Catarina. 43

Assim, em 12 de janeiro de 1957, o campo de Santa Catarina começou a operar sob o nome de Missão. 44 A sede da administração foi estabelecida na Rua Visconde de Ouro Preto, nº 75, na cidade de Florianópolis, capital do estado. A missão era responsável por promover o progresso da obra adventista em todo o território Catarinense. Os líderes eleitos para servir naquela região foram os pastores Siegfried Hoffmann, como presidente, e J. F. Walting, como secretário e tesoureiro do campo. 45

Poucos anos depois, nos dias 1-2 de novembro de 1960, o primeiro acampamento jovem adventista de Santa Catarina foi realizado em um terreno fornecido por um membro da igreja, na praia de Itapema. Em meio à turbulência política e cultural e ao estilo de vida promovido pelas produções de Hollywood, a missão da Igreja de proporcionar lazer, conhecimento e prazer aos jovens foi considerada uma das mais difíceis. Mesmo assim, alcançar os jovens passou a ser uma prioridade para a liderança da Missão Santa Catarina. Portanto, exatamente no local onde ocorreu o primeiro acampamento de jovens adventistas, foi construído um Centro Adventista de Treinamento e Recreação (CATRE), onde foram realizados acampamentos culturais e recreativos. 46

Com relação aos pastores que lideraram a obra adventista no território da atual Associação Catarinense, os primeiros oito eram pastores missionários de outros países. O primeiro presidente brasileiro eleito foi o Pastor Germano G. Ritter, de 1938 a 1940. Em 1966, o primeiro presidente eleito de Santa Catarina foi o Pastor Arnoldo Rutz, natural de Joinville.

Entre 1972 e 1973, 955 pessoas foram batizadas na área de abrangência da Missão Santa Catarina. No final desse projeto, o número de membros batizados na Igreja ultrapassava 5.280 pessoas. Mas houve desafios, pois naquele biênio foi organizada apenas uma nova igreja no novo território da unidade administrativa. 47

Entre 1974 e 1975, pelo menos 1.159 pessoas foram batizadas em todo o território da Missão Catarinense - número que representa um aumento de cerca de 20,85% em relação ao biênio anterior. Em julho de 1976, havia 6.223 membros batizados vinculados a essa unidade administrativa da Igreja. 48 Nesse período, foram inauguradas sete construções (entre igrejas e escolas), e outros 11 terrenos foram agregados à Igreja, para futuras construções. O objetivo era investir na construção de novas igrejas em locais como Criciúma, Xanxerê, Faxinal dos Guedes, Palhoça, Fazenda São Paulo, Fraiburgo, São Domingos, entre outros. 49

Posteriormente, entre 1979 e 1981, mais de 2.846 pessoas foram batizadas no território da Missão Santa Catarina, com o número total de membros nesse campo missionário chegando a 9.453 pessoas. 50 Ainda em 1981, o escritório da missão foi transferido para a Rua Gisela, nº 900, bairro de Barreiros, na cidade de São José, Santa Catarina, Brasil. 51 Devido ao rápido crescimento, bem como a outros fatores, em 28 de outubro de 1982 a Missão Catarinense mudou seu nome para Associação Catarinense da IASD, 52 sob a liderança dos Pastores Osório F. dos Santos, como presidente, e Edemar Kattwinkel, como secretário e tesoureiro. 53

No curso de mais de um século de história, a estrutura institucional da liderança da igreja no campo catarinense experimentou as seguintes mudanças de nome: Associação Santa Catarina-Paraná, 1906 a 1910; Associação Catarinense, de 1910 a 1927; Missão Santa Catarina-Paraná, de 1927 a 1934; Missão Paraná-Santa Catarina, de 1934 a 1940; 
Associação Paraná-Santa Catarina, de 1940 a 1957; Missão Catarinense, de 1957 a 1982; e Associação Catarinense (AC), de 1982 até o presente. 54

Uma análise cronológica revela que, de 1906 a 1927, o campo esteve estruturado como uma associação. De 1927 a 1940, mudou para missão, e voltou a ser uma associação de 1940 a 1957. Naquele ano (1957), houve uma nova cisão entre os dois estados (Santa Catarina e Paraná) e foi criada a Missão Catarinense, mantendo esse nome até 1982, quando foi alterado para associação, que permanece até os dias de hoje. Ao longo dessa jornada, suas diversas sedes foram em cidades como Brusque, no estado de Santa Catarina (1906-1927); Curitiba, estado do Paraná (1927-1965); Florianópolis, capital do estado (1965-1984); e São José, também em Santa Catarina (1984-).55

Em 11 de julho de 1984, a sede da associação foi inaugurada. O prédio fica na Rua Gisela, nº 900, em São José, na região metropolitana de Florianópolis, sendo que a construção começou em 1979. Os pastores presentes na inauguração foram Neal Wilson (na época presidente da Associação Geral), João Wolff e Mário Veloso (da Divisão Sul-Americana), Darci Borba, Lauro Grelmann e Oswaldo Félix (da União Sul Brasileira), Osório Santos (então presidente da Associação Catarinense), e outros membros da administração do campo. 56

Esta foi a primeira entre outras inaugurações que marcaram o crescimento e financiamento da obra adventista na região. Em 13 de abril de 1997, o Centro Adventista de Treinamento e Recreação (CATRE) estabeleceu uma nova sede na Praia de Palmas, na cidade de Governador Celso Ramos. Desde então, as instalações dessa unidade do CATRE vêm se aprimorando constantemente, servindo como modelo de trabalho de divulgação evangelística. Diversas atividades de recreação e treinamento são realizadas periodicamente, envolvendo todas as faixas etárias e departamentos da igreja, tanto no estado de Santa Catarina como de associações vizinhas. 57

Ao longo de sua jornada, a AC registrou muitas conquistas importantes na área missionária. Um bom exemplo é a Rádio Tempo Novo-Florianópolis. Com transmissor de 75 kW, na frequência de 96,9 FM, a rádio leva a programação a mais de 37 municípios da região, alcançando mais de 1,5 milhão de pessoas. 58A primeira transmissão foi ao ar em 16 de setembro de 1997, quando o palestrante Sandro Barcellos falou pela primeira vez aos ouvintes. O primeiro diretor foi o radialista e pastor Amilton Luiz de Menezes. Complementando a equipe: Erê Rodrigues (locutor ao fim da tarde), Edson Freitas (locutor noturno), Felipe Lemos (produtor, apresentador e gerente de operações comerciais), Michele Guimarães (secretária) e o diretor financeiro Clécio Andrade. A comemoração do centenário da AC registrou um número estimado de ouvintes de aproximadamente cinco mil por minuto. 59

Outros métodos evangelísticos utilizados no campo da Associação Catarinense no decorrer de seus esforços missionários foram as conferências públicas de natureza social, cursos de como parar de fumar, palestras sobre relacionamento familiar, palestras sobre educação infantil, estudos bíblicos, pequenos grupos, duplas missionárias e obreiros assalariados. Como resultado, em 2005, aproximadamente 1.500 pessoas foram batizadas como resultado do evangelismo realizado no campo. Além disso, naquela época, mais de 2.500 pessoas estavam inscritas no curso interativo com fins evangelísticos oferecido pela Rádio Novo Tempo. 60 Mais tarde, em 2006, eram mais de 1.000 unidades de pequenos grupos ativos espalhados pelo território de Santa Catarina. Ao mesmo tempo, mais de 2.000 duplas missionárias estavam atuando nesse campo e mais de 7.000 estudos bíblicos foram realizados. 61

Diante de um crescimento exponencial, uma nova reorganização no território da Associação Catarinense ocorreu em 2011 - quando foi criada a Associação Norte Catarinense (ANC), no estado de Santa Catarina. Essa nova unidade administrativa foi estabelecida na cidade de Joinville, no interior do estado, e ficou responsável por auxiliar os membros adventistas nas regiões norte, leste e oeste de Santa Catarina. Os líderes escolhidos para esse novo território foram os pastores Ezequias Guimarães (presidente), Apolo Abrascio (secretário) e Hebert Gruber (tesoureiro). 62 A Associação Catarinense teve seu escopo de atuação territorial redefinido - sendo responsável por focar seus esforços missionários nas regiões sul e sudeste do estado. 63

Após a reconfiguração do campo, o acesso e serviço missionários progrediram no território. Por isso, mais programas sociais e evangelísticos foram e continuam sendo realizados, tais como os projetos na área de saúde do Espaço Vida e Saúde, no distrito de Itajaí. Esse espaço faz parte de um projeto multidisciplinar, desenvolvido por profissionais de saúde voluntários da região, com o objetivo de garantir que as pessoas tenham um estilo de vida melhor. A equipe de voluntários do projeto atuou na comunidade através da promoção de aulas de culinária e atividades saudáveis para o desenvolvimento de bons hábitos de vida. 64

Na área de atendimento a crianças e jovens, os clubes Desbravadores 65 e Aventureiros 66 têm experimentado um crescimento significativo e contínuo. Atualmente, existem 88 clubes de
Aventureiros, com a participação de aproximadamente 2.444 crianças. No caso dos Desbravadores, o campo conta com 130 clubes, totalizando 3.636 membros. 67 Essas crianças e adolescentes desenvolvem seus talentos e têm o desafio de atuar na comunidade em que vivem, influenciando a todos ao seu redor. Devido ao seu grande potencial, foram estabelecidos clubes líderes em cada região, sendo 15 deles de Desbravadores e 10 deles de Aventureiros, ao todo. 68

Os Adventistas do Sétimo Dia no território da AC, de líderes a membros, estão todos engajados na realização de vários projetos desenvolvidos pela Divisão Sul-Americana. Dentre eles estão o Quebrando o Silêncio, 69 Impacto Esperança, 70 Projeto Calebe 71 e 10 Dias de Oração. 72 Com relação ao Projeto Impacto Esperança, em 2019 os servidores da sede administrativa da Associação Catarinense distribuíram livros em uma cidade chamada Nova Trento, no interior do estado de Santa Catarina - conhecida por apresentar desafios quanto ao estabelecimento de uma Igreja Adventista. Na ocasião, cerca de 50 servidores distribuíram 2.000 livros nas ruas e residências da cidade. 73

Todo esse movimento missionário se reflete no crescimento e estabelecimento de outras congregações. Em 2015, oito grupos tiveram seu status alterado para igreja, e 13 novos grupos foram abertos, bem como a reorganização e, consequentemente, a abertura de dois novos distritos no campo. Esse crescimento é concomitante com o número de membros - um total de 2.417 por ano, dos quais 1.916 foram recebidos por meio do batismo, 477 por meio do rebatismo e 78 por profissão de fé. 74

A Associação Catarinense busca levar a mensagem adventista a todas as pessoas, conforme o comando de Jesus. Entretanto, o desafio não é apenas batizar, mas envolver todos os membros na pregação do evangelho e, assim, ter uma igreja fortalecida e ativa. Portanto, a missão da Associação Catarinense é “fazer discípulos por meio da comunhão, relacionamento e missão”. 75

Devido à grande extensão do território, por algum tempo, não foi possível concentrar os esforços evangelísticos em certas regiões e locais no domínio da Associação Catarinense. Desde a divisão do campo em 2011, mais tempo e atenção têm sido dedicados a esses lugares, a fim de promover o crescimento da igreja em número de membros, fidelidade, congregações e, consequentemente, distritos. A equipe de liderança da AC continua esse processo de crescimento, buscando o envolvimento de todos os membros na comunhão, relacionamento e missão, de forma que o discipulado promova um crescimento ainda mais substancial nessas áreas.

Para esse fim, a visão de trabalho “Um Mais Um” incentiva os membros a usar seus dons dados por Deus para levar a mensagem do evangelho a outras pessoas. Todos podem pregar, seja por meio de um sermão ou de um simples ato de bondade. A partir dessa perspectiva, a equipe de liderança da AC tem procurado testificar que o envolvimento total dos membros é possível, de acordo com a visão da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Cronologia dos Executivos Administrativos 76

Presidentes: Waldemar Ehlers (1906-1909); Emilio Hoelzle (1910); C. F. Knott (1910); Frederic R. Kumpel (1911-1915); Augusto Rockel (1915-1919); Frederic R. Kumpel (1919-1924); Germano Streithorst (1925-1931); Henrique G. Stoehr (1932-1934); Artur L. Westphal (1935-1936); Elmer H. Wilcox (1937); Germano G. Ritter (1938-1940); Querino Dau (1941-1943); Orlando G. de Pinho (1944); José Rodrigues dos Passos (1945-1949); Moysés S. Nigri (1950-1951); Orlando G. de Pinho (1952-1953); José Nunes Siqueira (1954-1957); Siegfried Hoffman (1958-1963); João Wolf (1964-1965); Arnold Rutz (1966-1968); Ardoval Schevani (1969); Henrique Berg (1970-1971); Alberto Ribeiro de Souza (1972-1977); José Orlando Correa (1978-1981); Osório Feliciano dos Santos (1982-1985); Wilson Sarli (1986-1988); Samuel G. F. Zukowski (1989-1991); Élbio Menezes (1992-2004); Lourival Gomes de Souza (2004-2010); Ilson Arlei Geisler (2010-2014); Apolo Streicher Abráscio (2014-hoje).

Secretários: Mary Ehlers (1906-1909); Albert B. Stauffer (1910); Augusto Anniess (1911-1917); E. Langenstrassen (1918); C. E. Schofield (1920-1925); G. E. Hartman (1926); Germano Ritter (1927-1928); Guilherme Doerner (1929-1932); Guilherme Ebinger (1933-1934); G. G. Ritter (1935); F. H. Gerling (1936-1939); Dermival Stockler Lima (1940-1941); Wilson Ávila (1942); Orlando G. de Pinho (1943-1945); Dermival Stockler Lima (1946-1952); R. S. Ferreira (1953-1956); J. F. Walting (1957-1958); Holbert Schmidt (1959-1962); Hugo Wichert (1963-1968); Rudy Weidle (1969-1974); H. E. Bergold (1975-1979); Nelson Wolff (1980-1981); Edemar Kattwinkel (1982); Marino F. de Oliveira (1983-1985); Nelson Wolff (1986-1990); Élbio Menezes (1991-1993); Ênio dos Santos (1994); Dirceu de Lima (1995-2006); Paulo S. Godinho (2007-2008); Apolo Streicher Abráscio (2009-2011); Charles E. Rampanelli (2012); Paulo R. Barbosa Lopes (2013-hoje).

Tesoureiros: Mary Ehlers (1906-1909); Albert B. Stauffer (1910); Augusto Anniess (1911-1915); E. Langenstrassen (1918); C. E. Schofield (1920-1925); G. E. Hartman (1926); Germano Ritter (1927-1928); Guilherme Doerner (1929-1932); Guilherme Ebinger (1933-1934); G. G. Ritter (1935); F. H. Gerling (1936-1939); Dermival Stockler Lima (1936-1941); Wilson Ávila (1942); Orlando. G. de Pinho (1943-1945); Dermival Stockler Lima (1946-1952); R. S. Ferreira (1953-1956); J. F. Walting (1957-1958); Holbert Schmidt (1959-1962); Hugo Wichert (1963-1968); Rudy Weidle (1969-1974); H. E. Bergold (1975-1979); Nelson Wolff (1980-1981); Edemar Kattwinkel (1982); Marino F. de Oliveira (1983-1988); João Lotze (1989-1993); Davi Contri (1994-2000); Jairo C. Silva dos Anjos (2001-2004); Laudecir Miotto Mazzo (2004-2008); Josias Souza da Silva (2009-2013); Luciano Rodrigo Barbosa Sanches (2014-2017); Herbert Élbio Gruber (2018 - hoje).77

Referências

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Zukowsky, Samuel. “Santa Catarina: berço da mensagem adventista no Brasil.” Revista Adventista, ano 94 (fevereiro de 1994): 8-10.

Notas de Fim

  1. Seventh-day Adventist Online Yearbook, “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” acessado em 11 de julho, 2019, http://bit.ly/2JAIM9k.
  2. Idem; Paulo Lopes (Secretário da Associação Catarinense), mensagem por e-mail para Luvercy Ferreira, 4 de outubro, 2018.
  3. Paulo Lopes (Secretário da Associação Catarinense), mensagem por e-mail para Luvercy Ferreira, 4 de outubro, 2018.
  4. Idem.
  5. Catarinense é alguma coisa ou pessoa relacionada ou pertencente ao estado de Santa Catarina. Acessado em 25 de julho, 2019, http://bit.ly/32Ioxz8.
  6. Michelson Borges, A chegada do Adventismo no Brasil (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000), 88.
  7. E. H. Meyers, Reseña de los comienzos de la obra em Sudamérica [Resumo do começo da obra adventista na América do Sul] (Buenos Aires: Associação Casa Publicadora Sul-Americana, s.d.), 19.
  8. H. J. Peverini, Em las huellas de la providência [Nos Caminhos da Providência] (Buenos Aires: Associação Casa Publicadora Sul-Americana, 1988), 61.
  9. Floyd Greenleaf, Terra da esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 48 e 83.
  10. R. G. Canedo, Uma semente de esperança: história da estrutura denominacional (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015), 62.
  11. R. E. F. O. Alves, “Educação Adventista: uma proposta restauradora” (Monografia de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Santa Catarina, 1999), 28.
  12. Construções de enxaimel são típicas de prédios alemães do século XIX. O dicionário Priberam as define como “técnica de construção que utiliza madeiras encaixadas em posição horizontal, vertical e oblíqua, com preenchimento dos espaços por tijolo ou tabique, deixando essas madeiras visíveis nas fachadas.” Acessado em 11 de julho, 2019, http://bit.ly/2xL2U33.
  13. José Carlos Ebling, “O homem e os sonhos,” in Escola Modelo (São Paulo: Instituto Educacional da União Sul Brasileira, 1984) 9-10.
  14. H. J. Peverini, Em las huellas de la providência (Buenos Aires: Associação Casa Publicadora Sul-Americana, 1988), 255.
  15. De acordo com o Dicionário Online de Português, canastra é uma “cesta larga e baixa, feita de fasquias de madeira ou verga, às vezes com tampa.” Acessado em 25 de outubro, 2017, http://bit.ly/2Se71xR.
  16. Leopoldo Preuss, “O começo da mensagem no Brasil,” Revista Adventista, ano 58, nº 4 (abril de 1963): 27.
  17. Wilson Luiz Paroschi, “Brasil: 90 anos de adventismo,” Revista Adventista, nº 11, ano 82 (novembro de 1986): 27.
  18. R. G. Canedo, Uma semente de esperança: história da estrutura denominacional (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2015), 89.
  19. Ibid., 78.
  20. Fabiano Ramos Mendes, “A sensibilidade cultural do adventismo como modelo missiológico em grandes centros urbanos: uma análise de igrejas adventistas étnicas na cidade de São Paulo” (Dissertação, Universidade Metodista do Brasil, São Paulo, 2015), 31.
  21. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 33.
  22. Idem.
  23. O termo uremia significa, literalmente, o aumento no nível de ureia no sangue. “É resultado dois fatores: a acumulação de metabólitos não excretados e da anormalidade metabólica induzida por eles. Quando o rim falha em desempenhar a maior parte de suas funções, o status clínico é conhecido como insuficiência renal crônica final, e são necessários transplantes ou hemodiálises para a manutenção da vida.” Lee Goldman e Andrew I. Schafer, Goldman-Cecil Medicina (Rio de Janeiro, RJ: Elsevier Brasil, 2014), 927.
  24. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 33.
  25. “Santa Catarina and Parana Conference [Associação Santa Catarina-Paraná],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1909), 126.
  26. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 34.
  27. “Parana Conference [Associação Paranaense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1912), 139; “Santa Catharina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1912), 139.
  28. “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1915), 149; “Santa Catharina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1919), 163.
  29. N. P. Neilsen, “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” Revista Mensal 22, no. 5 (maio de 1927): 10.
  30. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 34.
  31. Augusto Rockel, “Santa Catarina,” Revista Mensal 10, no. 12 (dezembro de 1915): 5.
  32. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 54.
  33. Edgar Link, mensagem por e-mail aos autores, 9 de novembro, 2016.
  34. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 46; K. Kaltenháuser, “Educação Christã,” Revista Mensal 21, no. 10 (outubro de 1926): 13.
  35. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 49.
  36. “Parana-Santa Catharina,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1935), 176.
  37. D. C. de Lins. Fé, honra e coragem de um povo (Bom Retiro, SC: edição do autor, 2004), 62.
  38. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 50.
  39. “Parana-Santa Catarina,” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1939), 188.
  40. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 52.
  41. Germano G. Ritter, “Assembléia Constituinte da Associação dos Adventistas do Sétimo Dia no Paraná e Santa Catarina,” Revista Adventista 35, no. 3 (março de 1940): 8-9.
  42. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 52.
  43. Relato da Décima Sexta Assembleia Ordinária da União Sul Brasileira, 7 de janeiro, 1957.
  44. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 52.
  45. “Santa Catarina Mission [Missão Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1958), 158.
  46. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 59.
  47. “Estatística da Secretaria,” in Relatório da Décima Assembleia Bienal da Missão Catarinense da IASD, 8-11 de julho, 1976, 13.
  48. “Despedidas e boas-vindas,” in Relatório da Décima Assembleia Bienal da Missão Catarinense da IASD, 8 a 11 de julho, 1976, 7.
  49. “Expansão Patrimonial,” in Relatório da Décima Assembleia Bienal da Missão Catarinense da IASD, 8-11 de julho, 1976, 11.
  50. Vanderlei Luiz de Moraes, “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense]” (Monografia, Instituto Adventista de Ensino, sem data), 17.
  51. “Santa Catarina Mission [Missão Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1982), 290.
  52. Ibid., 15.
  53. “Santa Catarina Mission [Missão Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1983), 307.
  54. Samuel Zukowsky. “Santa Catarina: berço da mensagem adventista no Brasil,” Revista Adventista, ano 94 (fevereiro de 1994): 8-10.
  55. “Santa Catarina and Parana Conference [Associação Paraná-Santa Catarina],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1907), 95; “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Nampa, ID.: Pacific Press Publishing Association, 2018), 254. Para verificação mais detalhada de todos os locais que serviram como sede da associação, consultar os yearbooks [anuários] de 1907 a 2018.
  56. “Associação tem nova sede,” fevereiro de 1984, 19-20.
  57. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 59.
  58. “Sobre,” Rádio Novo Tempo, 2 de agosto, 2010, acessado em 15 de julho, 2019, http://abre.ai/6Bj.
  59. Paulo Lopes (Secretário a Associação Catarinense), mensagem por e-mail para os autores, 21 de outubro, 2016.
  60. Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 75.
  61. Ibid., 87.
  62. “SC tem nova sede administrativa,” Revista Adventista, fevereiro de 2012, 38.
  63. “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Hagerstown, MD.: Review and Herald Publishing Association, 2013), 293.
  64. Paulo Lopes (Secretário a Associação Catarinense), mensagem por e-mail para os autores, 21 de outubro, 2016.
  65. Os Desbravadores são compostos de “meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, de diferentes classes sociais, cor, religião. Reúnem-se, em geral, uma vez por semana para aprender a desenvolver talentos, habilidades, percepções e o gosto pela natureza.” Esses meninos e meninas “vibram com atividades ao ar livre. Gostam de acampamentos, caminhadas, escaladas, explorações nas matas e cavernas. Sabem cozinhar ao ar livre, fazendo fogo sem fósforo.” Além disso, eles demonstram “habilidade com a disciplina através de ordem unida e têm a criatividade despertada pelas artes manuais. Combatem, também, o uso do fumo, álcool e drogas.” Acessado em 9 de outubro, 2019, http://bit.ly/2FDRqTh.
  66. Um grupo de meninos e meninas de 6 a 9 anos de idade, de diferentes classes sociais, étnicas e religiosas, se reúnem, geralmente, ao menos duas vezes ao mês para desenvolver seus dons e talentos, ao lado de suas famílias. Atividades apropriadas são realizadas para cada faixa etária, com o objetivo de auxiliar no aprendizado das crianças, acompanhadas dos pais. Adventistas Brasil “O que são os Aventureiros? – Udolcy Zukowski, Diretor para América do Sul” (vídeo explicativo do YouTube, Adventistas Brasil, 29 de maio, 2015), acessado em 27 de junho, 2019, http://bit.ly/2KH7PdN.
  67. Ministério de Desbravadores e Aventureiros AC. “Estatísticas – Associação Catarinense,” acessado em 12 de setembro, 2018, http://bit.ly/2Ge4iQb.
  68. Paulo Lopes (Secretário da Associação Catarinense), mensagem por e-mail aos autores, 21 de outubro, 2016.
  69. “Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, (Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai) desde o ano de 2002.” Acessado em 9 de outubro, 2019, https://bit.ly/2HFxj8K; Daniel Gonçalves, “Quebrando o Silêncio distribui 150 mil revistas no Centro-Sul de SC,” Notícias Adventistas, 27 de agosto, 2018, acessado em 15 de julho, 2019, http://bit.ly/2Y6EAaG.
  70. “O Impacto Esperança é um programa que incentiva a leitura e provê distribuição anual em massa de livros por parte dos Adventistas do Sétimo Dia em todo o território Sul-Americano.” Acessado em 9 de outubro de, 2019, https://bit.ly/2WZNdzY.
  71. “O Projeto Missão Calebe é um programa voluntário, serviço social e testemunho que desafia os jovens adventistas a dedicarem suas férias ao evangelismo em lugares onde não há presença adventista, para fortalecer as congregações pequenas e conquistar novas pessoas para o reino de Deus.” Acessado em 9 de outubro, 2019, http://bit.ly/2HRpvRi; Daniel Gonçalves, “Projeto Missão Calebe envolve três mil jovens que se voluntariaram em janeiro,” Notícias Adventistas, 6 de fevereiro, 2019, acessado em 15 de julho, 2019, http://bit.ly/2XZ2RiQ.
  72. O projeto 10 dias de oração e 10 horas de jejum é realizado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em toda a Divisão Sul-Americana e visa promover uma mudança na rotina das pessoas, encorajando-as a devotar mais tempo à oração por razões específicas e 10 horas de jejum. Acessado em 28 de junho, 2019, http://bit.ly/2YlmBKi; Daniel Gonçalves, “10 dias de oração se iniciam com forte envolvimento do Centro-Sul de SC,” Notícias Adventistas, 14 de fevereiro, 2019, acessado em 15 de julho, 2019, http://bit.ly/30sYiL8.
  73. Daniel Gonçalves, “Servidores de sede administrativa impactam Nova Trento,” Notícias Adventistas, 25 de maio, 2019, acessado em 15 de julho, 2019, http://bit.ly/2XMATCM.
  74. Paulo Lopes (Secretário da Associação Catarinense), mensagem por e-mail aos autores, 21 de outubro, 2016.
  75. Daniel Gonçalves, mensagem por e-mail aos autores, 17 de julho, 2019.
  76. Acervo do Museu da Igreja Adventista Gaspar Alto; Fabiana Bertotti, ed., 100 anos de fé pioneirismo e missão (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2006), 30; Associação Catarinense, “Líderes Administrativos,” acesso em 11 de julho, 2019, http://bit.ly/2YMzugPSeventh-day Adventist Online Yearbook, “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” acessado em 11 de julho, 2019, http://bit.ly/2JAIM9k;“Santa Catarina and Parana Conference [Associação Santa Catarina-Paraná],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1907), 95; “Santa Catarina Conference [Associação Catarinense],” Seventh-day Adventist Yearbook (Nampa, ID.: Pacific Press Publishing Association, 2018), 254. Para verificação mais detalhada de todos os presidentes, secretários e tesoureiros, consulte os yearbooks da Igreja Adventista do Sétimo Dia 1907 a 2018.
  77. Informações sobre a Associação Catarinense estão disponíveis no site: ac.org.br, ou nas mídias sociais – Facebook: @associacao.catarinense, Instagram: @acvirtual7, Twitter: @acvirtual e Youtube: Associação Catarinense.
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Gross, Renato, Samuel Wesley Pereira de Oliveira. "Santa Catarina Conference." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. September 21, 2021. Accessed February 02, 2023. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=GI47.

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