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Oleval Aniceto de Souza and his wife Ercy Kern Wolff, June 10, 1996.

Photo courtesy of Brazilian White Center - UNASP. 

Souza, Oleval Aniceto de (1936–2015)

By The Brazilian White Center – UNASP

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The Brazilian White Center – UNASP is a team of teachers and students at the Brazilian Ellen G. White Research Center – UNASP at the Brazilian Adventist University, Campus Engenheiro, Coelho, SP. The team was supervised by Drs. Adolfo Semo Suárez, Renato Stencel, and Carlos Flávio Teixeira. Bruno Sales Gomes Ferreira provided technical support. The following names are of team members: Adriane Ferrari Silva, Álan Gracioto Alexandre, Allen Jair Urcia Santa Cruz, Camila Chede Amaral Lucena, Camilla Rodrigues Seixas, Daniel Fernandes Teodoro, Danillo Alfredo Rios Junior, Danilo Fauster de Souza, Débora Arana Mayer, Elvis Eli Martins Filho, Felipe Cardoso do Nascimento, Fernanda Nascimento Oliveira, Gabriel Pilon Galvani, Giovana de Castro Vaz, Guilherme Cardoso Ricardo Martins, Gustavo Costa Vieira Novaes, Ingrid Sthéfane Santos Andrade, Isabela Pimenta Gravina, Ivo Ribeiro de Carvalho, Jhoseyr Davison Voos dos Santos, João Lucas Moraes Pereira, Kalline Meira Rocha Santos, Larissa Menegazzo Nunes, Letícia Miola Figueiredo, Luan Alves Cota Mól, Lucas Almeida dos Santos, Lucas Arteaga Aquino, Lucas Dias de Melo, Matheus Brabo Peres, Mayla Magaieski Graepp, Milena Guimarães Silva, Natália Padilha Corrêa, Rafaela Lima Gouvêa, Rogel Maio Nogueira Tavares Filho, Ryan Matheus do Ouro Medeiros, Samara Souza Santos, Sergio Henrique Micael Santos, Suelen Alves de Almeida, Talita Paim Veloso de Castro, Thais Cristina Benedetti, Thaís Caroline de Almeida Lima, Vanessa Stehling Belgd, Victor Alves Pereira, Vinicios Fernandes Alencar, Vinícius Pereira Nascimento, Vitória Regina Boita da Silva, William Edward Timm, Julio Cesar Ribeiro, Ellen Deó Bortolotte, Maria Júlia dos Santos Galvani, Giovana Souto Pereira, Victor Hugo Vaz Storch, and Dinely Luana Pereira.

 

 

First Published: July 24, 2021

Oleval Aniceto foi tesoureiro e administrador no Brasil.

Oleval Aniceto nasceu em 18 de maio de 1936, no distrito de Rio dos Sinos, cidade de Santo Antônio da Patrulha, estado do Rio Grande do Sul, Brasil.1 Filho de José Aniceto de Souza e Regina Rosa de Jesus, teve oito irmãos: Valdomiro, Oscar, Paulino, Edite, Zila, Osvaldo, Valter e Anilda.2

Quando Oleval completou três anos de idade, a família se mudou para o distrito de Campestre a fim de trabalhar na terra de um tio. Foi esse tio quem apresentou a mensagem adventista a seu pai que, antes de sua conversão, era alcoólatra e fumante. Para entender mais sobre a Palavra de Deus, seu pai aprendeu a ler e se tornou um ávido estudante da Bíblia. Ele também adquiriu o hábito de orar e liderar o culto familiar diário pela manhã e à noite, exercendo assim grande influência no desenvolvimento dos filhos.3

Oleval completou sua educação primária na Colégio Adventista de Campestre, que ficava próximo ao prédio da igreja local.4 Aos nove anos, perdeu o pai, que morreu de tétano.5 Sua família enfrentou muitos sacrifícios a fim de pagar a educação adventista para os filhos, então essa perda foi especialmente dura para eles. Oleval estava acostumado a trabalhar com agricultura desde muito jovem, e entre suas tarefas estava a de conduzir um grupo de bois para arar a terra. Aos 15 anos foi batizado pelo Pastor Lourival Ferreira.6

Aos 18 anos, foi convocado para servir ao Exército e fez o curso de Cabo. Temendo que essa profissão lhe causasse dificuldades para guardar o sábado, deixou o exército e voltou para casa, onde retomou o trabalho no campo.7

Anos depois, em 1958, foi convidado para cantar como barítono no quarteto Cruzeiro do Sul, que era composto por alunos do Ginásio Adventista de Taquara (atual IACS) em Taquara. Oleval pôde estudar no colégio naquele ano com os recursos que havia ganhado com a colheita de arroz, e participou de muitas viagens com o quarteto para promover a instituição.8

Seus planos para o futuro eram trabalhar em uma fábrica durante o dia e estudar à noite. No entanto, Deus tinha outros planos para ele. Em outubro de 1958, foi contratado por um amigo para trabalhar como office-boy e auxiliar na Associação Sul-Rio-Grandense. Suas funções incluíam empacotar e despachar os livros para os colportores, enviar correspondências pelos correios e todas as tarefas que deviam ser feitas na rua. Após três anos, foi promovido a funcionário regular. 9

Casou-se em 9 de fevereiro de 1961 com Ercy Kern Wolff, que conhecera no Ginásio Adventista de Taquara. Da união nasceram três filhas: Janice, Josiane e Josselize.10

No final de 1963, Oleval decidiu deixar a Associação Sul-Rio-Grandense e juntar-se aos seus irmãos e um cunhado a fim de cultivar arroz irrigado no vale do rio São Francisco, estado de Minas Gerais. No entanto, devido a uma inundação, a plantação foi quase totalmente destruída e grande parte do trabalho foi perdido.11

Um ano depois, Oleval aceitou um chamado da União Leste Brasileira para se tornar caixa da lancha médico-missionária Luminar II e tesoureiro de uma escola agrícola fundada pelo Pastor Carlos Sofield às margens do Rio São Francisco. No entanto, sua esposa pegou malária várias vezes e, devido às recomendações médicas e do pastor, eles voltaram para Taquara em 1966.12

Ao retornar, Oleval colportou por seis meses até aceitar o convite para trabalhar no Instituto Cruzeiro do Sul, como responsável pelo gado e leiteria. Em três meses, eles conseguiram dobrar a produção de leite de 300 para 600 litros. Com o tempo, foi promovido a gerente da mercearia da escola e do setor de compras; depois, trabalhou como caixa por quatro anos. Em 1969, concluiu um curso técnico em Contabilidade no Colégio Comercial Dr. Edmundo Staf. Em 1971, tornou-se o tesoureiro do colégio.13

No início de 1972, Oleval aceitou o chamado para servir como tesoureiro do Instituto Adventista de Ensino (atual Unasp-SP), onde aprendeu muitas habilidades importantes para sua profissão, já que a Escola de Enfermagem e o templo da igreja estavam sendo construídos. No entanto, em julho de 1973, sua filha mais nova desenvolveu sérias complicações de asma e só foi salva por um milagre. Assim, a Igreja o nomeou tesoureiro da Missão Sul-Mato-Grossense, onde o clima era mais favorável. Muitas foram as dificuldades enfrentadas devido às condições financeiras, mas ainda assim a sede da Missão foi construída, além de 14 casas para pastores e um centro evangelístico. Além disso, mais pastores foram contratados e o número de distritos pastorais dobrou.14

Em julho de 1977, aceitou o chamado para ser tesoureiro da Missão Baixo Amazonas, sediada em Belém, no estado do Pará. Em seis anos, 16 casas pastorais foram construídas e o número de distritos pastorais aumentou de 10 para 27. Uma das estratégias que apoiou foi construir casas para os obreiros da igreja e, dessa forma, economizar dinheiro com aluguel, abrindo assim o caminho para a contratação de novos pastores e a pregação do Evangelho em novos lugares.15 Em 12 de março de 1983, foi ordenado ao ministério, podendo então realizar batismos e casamentos nas regiões que visitava, já que em muitas delas não havia nenhum obreiro ordenado.16

Em julho de 1983, foi nomeado tesoureiro da Missão Amazônia Central, onde serviu até julho de 1984. Nesse período, participou como um dos pastores oficiantes de um grande batismo no Rio Negro, onde 500 pessoas foram batizadas. Posteriormente, foi nomeado secretário e tesoureiro da Missão Norte Mato-Grossense onde, em quatro anos, foram construídas 15 casas para pastores e diversos novos distritos pastorais foram estabelecidos.17

Em 1989, foi nomeado diretor administrativo da Clínica Adventista de São Roque no estado de São Paulo. Nesse ínterim, em 1990 participou de um curso intensivo de Teologia oferecido pela Divisão Sul-Americana, realizado em Itaipava, no interior de São Paulo. Posteriormente, foi tesoureiro do Unasp, campus Engenheiro Coelho, até sua aposentadoria em 1996.18

A partir de 2004, trabalhou como tesoureiro da Associação dos Obreiros Adventistas Jubilados da União Central Brasileira, na cidade de Artur Nogueira, estado de São Paulo.19 O Pastor Oleval faleceu em 2015 aos 78 anos, e é lembrado pela contribuição de 35 anos que deixou para a Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil como tesoureiro e administrador, na qual buscou promover a expansão da mensagem adventista em novos campos.20

Referências

“Novo Colégio.” Revista Adventista 73, no. 1 (janeiro 1978): 19-20.

“Ordenação ao Ministério.” Revista Adventista 78, no. 5 (maio 1983): 33.

“Obituário de Oleval Aniceto de Souza.” Revista Adventista 110, no. 1297 (maio 2015): 32.

Pinto, Wilson Luiz. “Vida e Obra do pastor Oleval Aniceto de Souza.” Monografia, Colégio Adventista, 1996.

Sarli, Tercio. Minha Vida De Pastor: Setenta Pastores De Sua Vida E De Sua Vida E De Seu Ministério. 1ª edição, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2009.

Notas de fim 

  1. “Ordenação ao Ministério,” Revista Adventista78, no. 5 (maio, 1983): 33.
  2. Wilson Luiz Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza” (Monografia, Instituto Adventista de Ensino, 1996), 4.
  3. Ibid., 5.
  4. Tercio Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério(Campinas, SP: Certeza Editorial, 2009), 514.
  5. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 4.
  6. Ibid., 7.
  7. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 7-8; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério,
  8. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 9-10; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério,
  9. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 15; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério,
  10. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 12-13; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 515.
  11. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 15; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 515-516.
  12. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 16; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 516.
  13. Ibid.
  14. “Novo Colégio,” Revista Adventista73, no. 1 (janeiro, 1978): 19-20; Pinto, “Vida e Obra do pastor Oleval Aniceto de Souza”, 17; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 516-517.
  15. Ibid.
  16. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, apêndix 6.
  17. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 20; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 519.
  18. Pinto, “Vida e Obra do pastor OlevalAniceto de Souza”, 21; Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 521.
  19. Sarli, Minha vida de pastor II: setenta pastores jubilados falam de sua vida e seu ministério, 521.
  20. “Obituário de OlevalAniceto de Souza,” Revista Adventista 110, no. 1297 (maio, 2015): 32.
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UNASP, The Brazilian White Center –. "Souza, Oleval Aniceto de (1936–2015)." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. July 24, 2021. Accessed June 19, 2024. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=3GPH.

UNASP, The Brazilian White Center –. "Souza, Oleval Aniceto de (1936–2015)." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. July 24, 2021. Date of access June 19, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=3GPH.

UNASP, The Brazilian White Center – (2021, July 24). Souza, Oleval Aniceto de (1936–2015). Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved June 19, 2024, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=3GPH.