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Curitiba Adventist Academy Bom Retiro.

Photo courtesy of Curitiba Adventist Academy Bom Retiro (CCABR) Archive.

Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro (CCABR)

By Alex Moreira Severino

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Alex Moreira Severino

First Published: September 22, 2021

O Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro (CCABR) é uma unidade educacional administrada pela Associação Sul-Paranaense da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD). Com mais de 120 anos de existência, é o primeiro colégio confessional entre as cerca de 500 unidades em funcionamento no Brasil. Ele fica localizado na Rua Lysimaco Ferreira da Costa, nº 980, CEP: 80530-100, bairro Bom Retiro, na cidade de Curitiba, estado do Paraná.

Desenvolvimentos que Levaram ao Estabelecimento da Escola

O estabelecimento do Colégio Internacional de Curitiba, como era chamado em seus primórdios, ocorreu na época da expansão educacional adventista na década de 1890. Alguns anos antes, em 1881, a Associação Geral havia proposto o amplo estabelecimento de novas escolas, o que envolvia a implementação de novas unidades também em terras estrangeiras.1 O período determinante para o Brasil ocorreu entre 1896 e 1915, quando muitos pioneiros deram início aos esforços para implementar a educação adventista nesse território. Mesmo antes do final desse período, já em 1906, havia 10 escolas e 178 alunos matriculados.2

No entanto, anteriormente, em outubro de 1895, a Associação Geral enviou Huldreich F. Graf para estabelecer a primeira unidade administrativa da IASD - a Missão Brasileira - como parte do plano de também estabelecer uma escola. Alguns pioneiros “acreditavam que, ao expor as crianças à educação adventista, o contato com os pais ficaria mais acessível,”3 e que isso ajudaria a manter os jovens na igreja e a preparar obreiros.4 Parece que Graf também compartilhava dessa visão.

Assim que se estabeleceu no país, Graf conheceu Guilherme Stein Jr., um jovem autodidata, fluente em vários idiomas. Não perdendo a oportunidade, ele convidou Stein para se tornar o primeiro professor adventista em terras brasileiras. 5 Mais tarde, Stein não foi apenas o primeiro professor da escola, mas também o diretor das três primeiras escolas adventistas no Brasil (em Curitiba, Gaspar Alto e Taquari).6

No mesmo período, em 12 de janeiro de 1896, às 23h30, foi inaugurada uma igreja evangélica na Rua Comendador Araújo, na cidade de Curitiba. Não era uma igreja adventista, mas três pessoas na inauguração mudariam a história da obra Adventista do Sétimo Dia no estado do Paraná.7

A Sra. Ana Diedrich Otto foi uma parteira muito procurada na cidade, e esteve presente na inauguração. Ela ficou um tanto perturbada quando viu dois jovens que ninguém conhecia participando do culto. Obviamente, eles não eram da cidade. Embora Curitiba tivesse cerca de 45.000 habitantes na época, não era difícil para os residentes mais velhos reconhecer os visitantes.8

No culto seguinte, a Sra. Ana Otto notou que os dois jovens desconhecidos estavam novamente presentes na igreja. Ao voltar-se para trás, percebeu que estavam subindo a rua e batendo de casa em casa – isso porque eram colportores, um chamado Albert B. Stauffer, e o outro cujo nome não se tem registro. Ana então deu-lhes atenção e decidiu comprar o livro que estavam apresentando, intitulado “Vida de Jesus” (edição alemã). Este foi o primeiro livro adventista vendido por um colportor no estado do Paraná.9

No domingo seguinte, eles se encontraram novamente e passaram a manhã inteira estudando a Bíblia. Como resultado, a “Sra. Ana e seu marido Oscar Emilio Otto aceitaram a fé adventista, tornando-se os primeiros adventistas conversos no Paraná.”10 Como bons cristãos, eles não perderam tempo e logo convidaram seus amigos para uma reunião no sábado de manhã. Esse encontro aconteceu em 18 de janeiro de 1896, e pode ser considerado a primeira Escola Sabatina de que se tem registro no estado do Paraná.11

Esses irmãos recém-batizados, impulsionados pelo Espírito Santo e pela grande luz do evangelho, juntamente com o Pastor Graf, traçaram planos para estabelecer uma escola. Tal esforço capacitaria seus filhos a estudar e aprender a verdadeira educação, incluindo não apenas ensinos formais, mas também morais. Esses princípios os preparariam para ser pessoas melhores neste mundo e no mundo vindouro. Assim, eles fundaram o Colégio Internacional de Curitiba, atual CCABR, a primeira escola denominacional adventista no Brasil.12

Fundação da Escola

O Colégio Internacional de Curitiba foi fundado em 1º de julho de 1896, em uma casa de alvenaria alugada na Rua Paula Gomes, nº 290 (antigo nº 14), no centro da cidade. Ao lado, ficava “a biblioteca da cidade e as residências da elite curitibana da época”.13 A casa era grande, com cinco janelas voltadas para a rua e um sótão muito espaçoso.14

Os membros leigos da IASD, juntamente com o Pastor Graf (representante da Associação Geral), prestaram assistência nos procedimentos iniciais da abertura da escola, e ajudaram financeiramente. A escola inicialmente não tinha ligação administrativa direta com a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seu primeiro diretor foi Guilherme Stein Jr., e embora no início fossem apenas seis alunos, esse número subiu para 120 em seis meses.15

A cidade de Curitiba foi escolhida como sede por possuir um sistema educacional reconhecido. Na época era considerada uma cidade promissora e com boa localização, entre o sul do país e o estado de São Paulo. Outro fator contribuinte foi a grande população de alemães, muitos dos quais eram profissionais. O endereço específico também foi escolhido devido a alguns fatores bem analisados, que possivelmente poderiam contribuir para o sucesso da instituição. Perto dali havia duas igrejas luteranas, a Sociedade Concordia (clube da elite alemã), a escola alemã Deutsche Schule (na época considerada a melhor do estado) e um sólido comércio no centro de Curitiba.16

O diretor da escola, Guilherme Stein Jr., foi o primeiro adventista batizado no Brasil, em março de 1895. Seu batismo ocorreu na cidade de Piracicaba, no estado de São Paulo, de onde migrou para administrar a escola a convite do Pastor Graf. Ele e a esposa lecionaram em Curitiba até o final de 1897. Dois fatores motivaram a escolha do adjetivo “internacional” para o nome da escola. Um era devido ao nome da escola em que Stein havia estudado anteriormente. O outro era porque as aulas seriam ministradas em duas línguas, português e alemão.17

Inicialmente, as aulas começaram com dois professores, Guilherme Stein Jr. e sua esposa Maria Stein. Mais tarde, outro professor, Vicente Schmidt, veio ajudar devido ao aumento do número de alunos (para cerca de 120). Um fato notável é que o casal teve que dividir seu salário com o novo professor porque a escola ainda não tinha condições de financiá-lo. No entanto, o novo professor permaneceu por um curto período, pois não compartilhava da fé adventista e algumas divergências o motivaram a abrir outra escola sem vínculo adventista.18

Sabe-se que “as aulas eram ministradas em alemão pela manhã e em português à tarde”, e prosseguiam até à noite, completando os três períodos. 19 Nesse contexto, o objetivo era atender crianças de língua portuguesa e alemã do ensino primário até a quarta série (conforme classificação da época). 20 A metodologia utilizada pela escola foi considerada uma das melhores daquele tempo. Com qualquer outra metodologia, uma criança levaria cerca de dois anos para se tornar alfabetizada. Porém, no Colégio Internacional de Curitiba, ao adotar o método fonético do professor Felisberto de Carvalho,21 em poucos meses a criança já começava a ler.

Devido à legislação educacional do período, que exigia o funcionamento das escolas de segunda a sábado, a direção do colégio realizava apenas atividades condizentes com esse dia. Nessas ocasiões, o modelo da Escola Sabatina da Igreja Adventista era dirigido tanto aos alunos quanto aos pais.22 Foi lembrado que “para se adequar à política educacional da época, que exigia que as escolas funcionassem aos sábados, o Colégio Internacional de Curitiba dava naquele dia apenas aulas de religião, em forma de Escola Sabatina”. Essas aulas não eram apenas para alunos, mas também para famílias que desejavam participar.23 Tal postura apenas confirma que a instituição nasceu com uma missão muito clara e distinta, expressa na declaração de “educar para a eternidade”.24 Seu lema era: “E todos os teus filhos serão ensinados pelo Senhor” (Isaías 54:13).25

História da Escola

Após esse período inicial e a superação de alguns obstáculos, Paul Kramer assumiu a direção da escola em setembro de 1897. No segundo semestre daquele ano, apenas 35 crianças estavam matriculadas. Porém, até o final do período, o número subiu para 54 crianças. Poucos meses depois, no início de 1898, as aulas começaram com 70 alunos. Ainda em agosto do mesmo ano, W. Ehlers chegou de Hamburgo, Alemanha, para trabalhar como professor.26 Além disso, o ano de 1898 foi marcado pela “primeira assembleia brasileira dos Adventistas do Sétimo Dia, realizada no prédio do Colégio Internacional de Curitiba”.27

À medida que o número de alunos aumentava, foi necessário mudar para um prédio maior. O novo endereço ficava no bloco inicial da Av. Cândido de Abreu, onde residia o casal Kramer. Hoje, a fachada do prédio está incorporada ao Shopping Müller.28 Posteriormente, houve redução do número de alunos devido à saída de Guilherme Stein Jr. e Maria Stein. Eles lecionavam em português e, quando saíram, apenas os alunos que entendiam alemão puderam permanecer tendo aulas.29

É importante destacar que o diretor Paul Kramer era farmacêutico e trouxe microscópios, pranchetas, mapas e sólidos geométricos para serem utilizados no ensino. Esses materiais didáticos foram considerados os melhores da época.30 Um pouco depois, em março, havia 130 alunos. Destes, apenas dois eram filhos de adventistas.31

Com passar do tempo e o aumento das matrículas, o Colégio Internacional de Curitiba mudou novamente seu endereço em 1901, dessa vez para o Palácio Wolff. Trata-se de um edifício de arquitetura impressionante, medindo 300m², que já foi sede da Câmara Municipal e da Prefeitura. Ficava localizado na Praça Dr. Faria Sobrinho, hoje Praça Garibaldi. O prédio “atualmente é usado como sede da Fundação Cultural de Curitiba”.32

Em 1902, Emilio Hölze também fazia parte do grupo escolar. Sua assinatura aparece no boletim de Arthur Wischeral, documento preservado por sua família.33 Em 1904, o Colégio Internacional de Curitiba foi citado pela última vez no Yearbook [Anuário da IASD], indicando a atividade de três professores: Paul Kramer, sua esposa e W. Ehlers. Foi nesse ano que uma grande crise atingiu o colégio, fazendo com que suas atividades fossem encerradas por tempo indeterminado. Aparentemente, a grande queda de alunos impossibilitou a continuidade desse grande projeto.34

Esse período da história marca o início da Igreja Central de Curitiba em 1896, junto com o Colégio Internacional. No entanto, ele não foi fundado até 1915. As primeiras reuniões e estudos bíblicos realizados na casa da Sra. Otto e família ocasionaram a formação do grupo que, posteriormente, motivou a fundação do colégio. Até 1915, os membros adventistas adoravam em casas particulares ou nas dependências da escola. Isso revela que a história do colégio se confunde com a história da igreja, e que ambas nasceram do mesmo grupo de adventistas. Na verdade, muitos de seus membros estudaram ou lecionaram no Colégio Internacional de Curitiba.35

Treze anos após sua inauguração, em 1928, a Igreja Central de Curitiba destacou-se como a igreja que deu continuidade ao que havia sido o primeiro colégio denominacional adventista do Brasil. Dessa vez, a ordem foi invertida; o colégio foi reaberto cerca de 25 anos após seu fechamento nas instalações dessa igreja. Sua localização ficava no cruzamento das Avenidas Saldanha Marinho e Brigadeiro, no centro de Curitiba.36 Seu endereço foi posteriormente alterado duas vezes: primeiro em 1935, para a Rua Ermelino de Leão, nº 170, e a seguir, em 1963, para a Rua Dr. Carlos de Carvalho, nº 400.37

Alguns dos professores que fizeram parte da equipe após a reabertura foram: Herbert Hoffmann; Ellin Hermanson; Dalva de Paula Albuquerque; José Rocha Almeida; Elfriede Doenner; Herminia Eggers; Dorina Rodrigues Azevedo; Else Ehlers; Lety Malty; Lieselote Streithorst; Ruth Oberg; Else Malsbenden; Werner Arnold Weber; e Genoveva Westphal. Todos trabalharam ali até a década de 1940.38 Em 1979 foi realizada uma festa na Igreja Central de Curitiba, em comemoração aos 80 anos do colégio. Estiveram presentes os ex-alunos Carlos Seeling, Tereza, sua esposa, Otto Seeling e Carlos Wischrall.39

A escola funcionou por muito tempo no endereço próximo ao prédio da Igreja Central de Curitiba, até que um terreno pudesse ser adquirido. Isso ocorreu em 1981, sendo que as obras começaram três anos depois, em 1984. “Em 1986, com a chegada do Pastor Jairo Araújo para dirigir a construção, a obra ganhou um novo impulso.” O colégio foi construído em uma área de 17.150m², apresentando uma quadra poliesportiva e uma quadra de vôlei. Posteriormente, foram construídos um campo coberto e um prédio exclusivo para a administração.40

A inauguração das novas instalações ocorreu às 10 horas do dia 3 de setembro de 1989, com a presença dos pastores Enoch de Oliveira, Luís Fuckner, Célio Feitosa, Nevil Gorski e Victor Griffiths. As aulas começaram com cerca de 600 alunos do ensino fundamental. No ano seguinte, 1990, houve a intenção de implantar o ensino médio. Os fundos para a construção vieram de vários meios, incluindo a Golden Cross,41 a Divisão Sul-Americana, a União Sul Brasileira, a igreja e o campo local, um empréstimo bancário e as doações voluntárias de alguns membros.42

Após a inauguração, o número de alunos era cerca de 400. Segundo o Pastor Eliel Unglaub, ex-diretor da escola, em poucos anos a escola passou de 400 para 1000 alunos. No devido tempo, a faculdade incluiu “o 2º grau com opções em Educação Geral, Técnico em Processamento de Dados e Auxiliar de Enfermagem”,43 um grande avanço para a escola.

Com forte enfoque evangelístico, em 1994 a escola pretendia atingir a meta de 50 batizados, número que se esperava atingir por meio de classes bíblicas ministradas por dois pastores. Por meio desse trabalho missionário, a escola foi capaz de se destacar em número de adventistas quando comparada a outras instituições educacionais da denominação no Brasil. A porcentagem média era de 50 por cento de alunos adventistas, enquanto em outras escolas adventistas do país a porcentagem era de cerca de 20 por cento.44

Dois anos depois (1996), ao comemorar seu centenário, o Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro contava com “1.020 alunos distribuídos entre o ensino fundamental e médio, 76 funcionários, dos quais oito eram obreiros e oito estavam cursando pós-graduação”. Um ginásio de esportes, quadras ao ar livre, área verde e jardins passaram a fazer parte de sua estrutura. Seu ideal missionário permaneceu forte. Um ano antes de completar cem anos, em 1995, 54 alunos foram batizados.45

Ainda em comemoração, nos dias 6 e 7 de setembro de 1996, a escola lançou o Selo Comemorativo, com a presença de representantes da igreja e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Todas as cartas do estado do Paraná foram carimbadas dentro de uma semana, identificando o centenário da educação adventista no país por meio daquela escola. À tarde, o programa continuou no novo Colégio Adventista Centenário, que iniciou as aulas no ano seguinte. Ali, “foi feita uma homenagem a William Stein Jr., com a revelação de seu busto de bronze”.46

O prefeito de Curitiba, Dr. Rafael Greca, participou da celebração e recebeu uma Bíblia manuscrita por alunos de escolas adventistas do estado. Houve também a declaração em vídeo do então presidente interino da república, Fernando Henrique Cardoso. Em seu discurso, ele resumiu brevemente a história da educação adventista no país e terminou dizendo: “Portanto, desejo elogiar a educação adventista por seu centenário no Brasil. Espero que ela continue prestando importante contribuição para a educação brasileira.”47

A contribuição continuou, não só para quem estudou na instituição, mas para a sociedade, por meio de projetos e ações humanitárias desenvolvidos pela faculdade e seus alunos. A título de exemplo, pode-se mencionar a Cantata de Páscoa em abril de 2012, da qual participaram mil pessoas, realizada no âmbito do projeto evangelístico da Semana Santa, desenvolvido pelos alunos do terceiro, quarto e quinto anos.48

Outra campanha impactante foi realizada em 2014, quando alunos do CCA Bom Retiro abordaram motoristas no trânsito e, com o uso de cartazes e materiais, os convenceram a trocar o cigarro por uma maçã. Em uma manhã, eles conseguiram trocar 1300 cigarros, demonstrando a importância da campanha de saúde49 e como as pessoas a receberam. No ano seguinte (2015), em comemoração ao aniversário da biblioteca, foram doados 2.500 brinquedos para crianças em tratamento no Hospital Erasto Gaertner.50

No dia 26 de junho de 2016, em outra comemoração importante, dessa vez pelos 120 anos de existência (ocorrendo simultaneamente aos 120 anos de educação adventista no Brasil), foi gravado o DVD Celebrando Gerações, na Ópera de Arame,51 onde participaram 550 crianças, junto com professores e funcionários.52 Para lembrar e perpetuar o esforço dos pioneiros, o CCABR construiu e inaugurou uma praça com uma fachada idêntica à primeira escola localizada na Rua Paula Gomes, nº 290, seu primeiro endereço em 1896. Ali, junto com a réplica da fachada, foi colocado o busto de Guilherme Stein Jr.53

Outras duas ações que marcaram a escola em 2016 foram: a campanha Outubro Rosa54 e a ação de combate ao mosquito Aedes aegypti55 por meio das redes sociais.56 Na primeira campanha mencionada, alunos, familiares e funcionários doaram cabelos nas dependências da escola. A ação arrecadou mais de 90 mechas de cabelos, que foram levadas para a Associação dos Amigos do Hospital das Clínicas de Curitiba. Ali, o material foi destinado à confecção de perucas para serem utilizadas por pessoas em tratamento quimioterápico. A campanha despertou o interesse de diversas emissoras locais, que divulgaram o evento.57

Atualmente, a Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro está localizado na mesma região onde iniciou suas atividades em 1896, no centro de Curitiba, próximo à primeira casa alugada. É o herdeiro histórico do legado do Colégio Internacional de Curitiba, a primeira escola denominacional adventista no Brasil. Ele mantém os mesmos valores e, atualmente, aplica-os a cerca de 1400 alunos.58

Cumprindo a missão

O colégio conseguiu por 123 anos, desde a sua fundação, impactar e transformar a vida de muitas pessoas, principalmente das crianças e jovens que ali estudaram. Essas vidas foram moldadas pelo exemplo e pelo trabalho de seus colaboradores. As atividades da escola se estendiam para além da sala de aula, moldando a vida dos alunos, preparando-os para viver em comunidade, para pensar no próximo e, principalmente, ensinar para a eternidade, que foi sua missão desde o início.

Ao compararmos seu início, quando havia apenas seis alunos, com a matrícula atual de 1.400 alunos, é notável ver a ação de Deus em cada ponto de sua história e desenvolvimento. Sem esquecer aqueles que, ao longo dos anos, contribuíram para seu progresso, a escola tem o desafio de continuar se destacando no meio educacional curitibano. Para que ela continue a impactar positivamente a vida dos alunos e obreiros, como também da comunidade, deve permanecer fiel à missão educacional cristã mantida pelos pioneiros que iniciaram o trabalho educacional adventista no país. É por isso que, mantendo laços firmes com seu passado histórico e uma visão esperançosa do Cristo que virá, a escola busca seguir o caminho traçado anteriormente, incorporando uma educação cristã adventista holística.

Cronologia dos Diretores59

Colégio Internacional de Curitiba (1896-1904): Guilherme Stein Jr. (1896-1897); Paul Kramer (1897-1904).

Escola Adventista de Curitiba (1928-1988): Earli Paginatto Linhares (1971-1972); Nepomuceno Abreu (1973-1975); Cézar L. Wichert (1976); Idílio Tschurtschenthaler (1977-1979); Mailene Ferreira Moróz (1980-1988).

Colégio Adventista de Curitiba (1989-1999): Eliel Unglaub (1989-1994); Célio Lopes Feitosa (1995); Eliézer Alvares (1996-2000).

Colégio Curitibano Adventista Bom Retiro (1999-hoje): Júlio Cezar Coimbra Gaya (2004-2006); Laureci do Canto (2014); Paulo Gustavo Orling Alves (2019); Neide Laura Fuckner Kupas (2019-atualmente).60

Referências

“Cem anos depois.” Revista Adventista, junho, 1996.

“Colégio curitibano está crescendo.” Revista Adventista, julho de 1994.

de Azevedo, Roberto Cesar.  “O Ensino Adventista de Nível Fundamental no Brasil” em A Educação Adventista no Brasil: Uma História de Aventuras e Milagres. Alberto R. Timm, editor. Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2004.

de Camargo Viera, Ruy Carlos. Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995.

dos Reis, Eliseu Prates. Dir. 2004. Conheça o CCA Bom Retiro. Ricardo Spada e Odailson Spada. Apresentação de PPT. Biblioteca do Centro de Pesquisas Ellen G. White, apresentação em CD.

Greenleaf, Floyd. Terra da esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011.

Gross, Renato. “Centenário da educação adventista no Brasil.” Revista Adventista, n. 1, ano 92 (janeiro 1996).

Gross, Renato. Colégio Internacional de Curitiba: Uma História de Fé e Pioneirismo. Rio de Janeiro, RJ: Collins Publisher, 1996.

Guidolin, Jéssica. “Ação de Colégio Adventista é destaque em todas as emissoras de Curitiba.” Notícias Adventistas, 14 de outubro, 2016, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2S0bJCG.

Guidolin, Jéssica. “Alunos promovem campanha de combate ao fumo em Curitiba,” Notícias Adventistas, 2 de setembro, 2014, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2CTIC9C.

Guidolin, Jéssica. “Primeira escola adventista do Brasil grava DVD comemorativo de 120 anos.” Notícias Adventistas, 29 de junho, 2016, acessado em 29 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2Wvfsqy.

Knight, George R. “A Dinâmica da Expansão Educacional: Uma Lição da História Adventista” in A Educação Adventista no Brasil: Uma História de Aventuras e Milagres. Alberto R. Timm, editor. Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2004.

Kramer, Paul. “Our School At Curityba, Brazil [Nossa Escola em Curitiba, Brasil].” The Missionary Magazine, junho, 1899.

Marinho, Robson. “Paranaenses inauguram CCA e homenageiam educadores.” Revista Adventista, no. 10, ano 85 (outubro 1989).

Matos, Francis. “Mil pessoas assistem à Cantata de Páscoa em Curitiba,” Notícias Adventistas, 4 de abril, 2012, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2sWIqll.

Menslin, Douglas. Educação Adventista: 120 anos. Curitiba, PR: Publicadora DVK, 2015.

Centro Nacional da Memória Adventista. “Colégio Curitibano Adventista (CCA).” Acessado em 8 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2E1o0yd.

Nigri, M. “Fim da Jornada: Tomba o Primeiro Adventista Batizado no Brasil.” Revista Adventista, janeiro de 1958.

“O Collegio Internacional...” O Arauto da Verdade, maio de 1903.

Ramos, Fábia. “Aniversário da biblioteca de Colégio Adventista em Curitiba é celebrado com ajuda ao próximo.” Notícias Adventistas, 30 de outubro, 2015, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2Be3WGT.

Ricarte, Rebecca. “Há 120 anos, surgia primeira escola adventista no Brasil.” Notícias Adventistas, 1º de julho, 2016. Acessado em 29 de janeiro, 2019. https://bit.ly/2MDhYGA.

Site da Educação Adventista, “Nossa História,” acessado em 8 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2BsOAyu.

Site da IASD Central de Curitiba, “História.” Acessado em 10 de fevereiro, 2019. http://iasdcentral.org.br/historia.php.

Stencel, Renato. “História da Educação Superior Adventista: Brasil, 1969-1999.” Tese doutoral, Universidade Metodista de Piracicaba, 2006.

Notas de Fim

  1. “The Conference [A Associação],” ARH, dezembro de 1881, 376; George R. Knight, “A Dinâmica da Expansão Educacional: Uma Lição da História Adventista” em A Educação Adventista no Brasil: Uma História de Aventuras e Milagres, org. Alberto R. Timm (Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2004), 23.↩
  2. Roberto Cesar de Azevedo, “O Ensino Adventista de Nível Fundamental no Brasil” em A Educação Adventista no Brasil: Uma História de Aventuras e Milagres, org. Alberto R. Timm (Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2004), 32-33.↩
  3. Floyd Greenleaf, Terra da esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 36.↩
  4. Ibid., 56.↩
  5. Renato Stencel, “História da Educação Superior Adventista: Brasil, 1969-1999” (Tese doutoral, Universidade Metodista de Piracicaba, 2006), 83-85.↩
  6. Douglas Menslin, Educação Adventista: 120 anos (Curitiba, PR: Publicadora DVK, 2015), 52.↩
  7. Renato Gross, Colégio Internacional de Curitiba: Uma História de Fé e Pioneirismo (Rio de Janeiro, RJ: Publicadora Collins, 1996), 20.↩
  8. Ibid.↩
  9. Ibid., 21-22.↩
  10. Ibid., 22.↩
  11. Ibid.↩
  12. Renato Stencel, “História da Educação Superior Adventista: Brasil, 1969-1999," 85; Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 23.↩
  13. Rebbeca Ricarte, “Há 120 anos, surgia primeira escola adventista no Brasil,” Notícias Adventistas, 1º de julho, 2016, acessado em 29 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2MDhYGA.↩
  14. Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 28.↩
  15. Renato Gross, “Centenário da educação adventista no Brasil,” Revista Adventista, no. 1, ano 92 (janeiro 1996): 10; Ruy Carlos de Camargo Viera, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 148.↩
  16. Menslin, 54-55.↩
  17. M. Nigri, “Fim da Jornada: Tomba o Primeiro Adventista Batizado no Brasil,” Revista Adventista, janeiro 1958. 38; Ricarte, “Há 120 anos, surgia primeira escola adventista no Brasil."↩
  18. Renato Gross, Colégio Internacional de Curitiba: Uma História de Fé e Pioneirismo (Rio de Janeiro, RJ: Collins Publisher, 1996), 29-30.↩
  19. Ruy Carlos de Camargo Viera, Vida e Obra de Guilherme Stein Jr.: Raízes da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 1995), 150.↩
  20. Greenleaf, 56.↩
  21. Felisberto Rodrigues Pereira de Carvalho foi um notável educador no final do século 19, como professor de escolas públicas na província do Rio de Janeiro. Foi também autor de muitos livros e “defensor do projeto nacional republicano, abolicionista, membro do Conselho de Instrução Pública, aluno, professor e diretor interino da Primeira Escola Normal do Brasil […] Disseminou em seus manuais didáticos valores como pátria, família, disciplina e trabalho […].” Acessado em 7 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2RMuLY9.↩
  22. Site da Educação Adventista, “Nossa História,” acessado em 8 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2BsOAyu.↩
  23. Ricarte, “Há 120 anos, surgia primeira escola adventista no Brasil."↩
  24. “Cem anos depois,” Revista Adventista, junho de 1996, 16.↩
  25. Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 42.↩
  26. Paul Kramer. “Our School At Curityba, Brazil [Nossa Escola em Curitiba, Brasil],” The Missionary Magazine, junho de 1899, 255-256.↩
  27. “O Colégio Internacional...” O Arauto da Verdade, maio de 1903, 69.↩
  28. Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 36, 38-39, 45.↩
  29. Ibid., 46↩
  30. Ricarte, “Há 120 anos, surgia primeira escola adventista no Brasil."↩
  31. Kramer, 255-256.↩
  32. Ibid., 37, 53, 55.↩
  33. Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 43, 50.↩
  34. Ibid., 56.↩
  35. Site da IASD Central de Curitiba, “História,” acessado em 10 de fevereiro, 2019, http://iasdcentral.org.br/historia.php; “Colégio curitibano está crescendo,” Revista Adventista (julho de 1994): 20; Gross, Colégio Internacional de Curitiba, 57.↩
  36. Ibid.↩
  37. Eliseu Prates dos Reis, Dir. 2004. Conheça o CCA Bom Retiro. Ricardo Spada e Odailson Spada. Apresentação em PPT. Biblioteca do Centro de Pesquisas  Ellen G. White, apresentação em CD.↩
  38. Gross, “Centenário da educação adventista no Brasil,” 12.↩
  39. de Camargo Vieira, 13.↩
  40. Robson Marinho, “Paranaenses inauguram CCA e homenageiam educadores,” Revista Adventista, no. 10, ano 85 (outubro de 1989): 38.↩
  41. A Golden Cross é um plano de saúde pioneiro e líder no setor de saúde suplementar entre 1973 e 1985 no Brasil. A companhia foi fundada em 1971 pelo Dr. Milton Soldani Afonso, e atualmente serve “cerca de 500,000 clientes.” Acessado em 1º de maio, 2019, https://bit.ly/2GMRTCl.  ↩
  42. Ibid.↩
  43. “Colégio curitibano está crescendo,” Revista Adventista, julho de 1994, 20.↩
  44. Ibid.↩
  45. “Cem anos depois,” Revista Adventista, junho de 1996, 16.↩
  46. “Comemorados cem anos de educação adventista.”↩
  47. Ibid., 14.↩
  48. Francis Matos, “Mil pessoas assistem à Cantata de Páscoa em Curitiba,” Notícias Adventistas, 4 de abril, 2012, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2sWIqll.↩
  49. Jéssica Guidolin, “Alunos promovem campanha de combate ao fumo em Curitiba,” Notícias Adventistas, 2 de setembro, 2014, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2CTIC9C.↩
  50. Fábia Ramos, “Aniversário da biblioteca de Colégio Adventista em Curitiba é celebrado com ajuda ao próximo,” Notícias Adventistas, 30 de outubro, 2015, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2Be3WGT.↩
  51. “A Ópera de Arame, com sua estrutura tubular e teto transparente é um dos símbolos emblemáticos de Curitiba. Aberta em 1992, abriga todos os tipos de apresentações, do popular ao clássico, e tem capacidade para 1,572 espectadores.” Acessado em 14 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2BQdQg2.↩
  52. Jéssica Guidolin, “Primeira escola adventista do Brasil grava DVD comemorativo de 120 anos,” Notícias Adventistas, 29 de junho, 2016, acessado em 29 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2Wvfsqy.↩
  53. Jéssica Guidolin, “Réplica de fachada da primeira Escola Adventista do Brasil é inaugurada,” Notícias Adventistas, 15 de agosto, 2016, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2MEVl4w.↩
  54. O Outubro Rosa é uma campanha “celebrada anualmente, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.” Acessado em 14 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2Ibp9Hm.↩
  55. Jéssica Guidolin, “Colégio adventista incentiva ações de combate ao Aedes aegypti por meio das redes sociais,” Notícias Adventistas, 25 de fevereiro, 2016, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2RYT1v9.↩
  56. Jéssica Guidolin, “Ação de Colégio Adventista é destaque em todas as emissoras de Curitiba,” Notícias Adventistas, 14 de outubro, 2016, acessado em 30 de janeiro, 2019, https://bit.ly/2S0bJCG.↩
  57. Site da Educação Adventista, “Nossa História,” acessado em 8 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2BsOAyu.↩
  58. Ibid.↩
  59. Centro Nacional da Memória Adventista, “Colégio Curitibano Adventista (CCA)” acessado em 8 de fevereiro, 2019, https://bit.ly/2E1o0yd.↩
  60. Para mais informações, visite o site: https://ccabr.educacaoadventista.org.br/ ou as mídias sociais – Facebook: @colegioadventistabomretiro e Youtube: CCA Bom Retiro.↩
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Severino, Alex Moreira. "Curitiba Adventist Academy Bom Retiro." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. September 22, 2021. Accessed October 15, 2026. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=AI4A.

Severino, Alex Moreira. "Curitiba Adventist Academy Bom Retiro." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. September 22, 2021. Date of access October 15, 2026, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=AI4A.

Severino, Alex Moreira (2021, September 22). Curitiba Adventist Academy Bom Retiro. Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved October 15, 2026, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=AI4A.