Silvestre Adventist Hospital.
Photo courtesy of Silvestre Adventist Hospital Archives.
Hospital Adventista Silvestre
By Leônidas Verneque Guedes, and Yanka de Araújo Pessoa
Leônidas Verneque Guedes
Yanka de Araújo Pessoa
First Published: June 21, 2021
O Hospital Adventista Silvestre (HAS) é uma instituição médico-missionária da Igreja Adventista do Sétimo dia no Brasil. Ele foi o primeiro hospital privado da cidade de Rio de Janeiro,1 e faz parte da Rede Internacional Adventista de Saúde. O HAS atende em duas unidades no território da União Sudeste Brasileira (USeB). A primeira está localizada na Ladeira do Ascurra, nº 274, Cosme Velho, CEP 22241-320, Rio de Janeiro, capital. A segunda fica na Rua Desembargador Ferreira Pinto, nº 721, CEP 24800-205, em Itaboraí, Rio de Janeiro.
Além das unidades hospitalares mencionadas, o HAS possui outros três centros médicos: a unidade de Cosme Velho, localizado na Ladeira do Ascurra, nº 274, Cosme Velho, Rio de Janeiro (anexa ao hospital); a unidade de Botafogo, na Rua Dezenove de Fevereiro, nº 140, Botafogo, Rio de Janeiro; e a unidade do Itaboraí, na Rua Januário Caffaro, nº 27, Itaboraí. Esses três centros médicos e as duas unidades do HAS no Rio de Janeiro e Itaboraí compõem a Rede de Saúde Adventista Silvestre.2
O HAS foi a segunda unidade médico-missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil. Em 2020, a instituição contava com uma equipe de 1.125 pessoas, das quais 1.107 eram funcionárias do hospital. O HAS possui área total de 51 mil metros quadrados e área construída de 15 mil metros quadrados.
Desenvolvimentos que Levaram ao Estabelecimento da Instituição
Em 1922, chegou ao Brasil o pastor americano Chester C. Schneider, que, posteriormente, se tornou líder dos departamentos de Escola Sabatina, Jovens, Desbravadores e Missionários Voluntários3 da União Este Brasileira (UEB, atual União Sudeste Brasileira – USeB). Schneider tinha o sonho de fundar um hospital a fim de instituir a obra médico-missionária adventista na região.4 Isso começou a ser viabilizado quando um membro da igreja lhe ofereceu custear seus estudos de medicina entre 1934-1935. Então, Schneider solicitou ser dispensado do trabalho como pastor da Igreja Adventista para se dedicar exclusivamente aos estudos. Durante o seu quarto ano da faculdade, Schneider descobriu que, para a validação do seu diploma, ele precisava se tornar um cidadão brasileiro – e assim o fez. Schneider graduou-se em 1938 e, pouco tempo depois, retornou aos Estados Unidos para estudar na faculdade de médicos evangelistas em Loma Linda, Califórnia, por dois anos.
Depois de completar seus estudos em Loma Linda, Schneider retornou para a cidade de São Paulo, onde começou a construção da Casa de Saúde Liberdade (atual Hospital Adventista de São Paulo), aberta em março de 1942.5 Construir e manter estabelecimentos de saúde não era fácil naquela época. Além dos obstáculos enfrentados por médicos estrangeiros, a Igreja Adventista não tinha recursos para investir na construção de novas instituições.6 Por outro lado, a cautela preservou a Igreja de possíveis problemas financeiros decorrentes de novos empreendimentos durante a Grande Depressão.7
Posteriormente, em 1942, Schneider se mudou para Rio de janeiro, capital do Brasil na época, e começou a procurar um terreno para a construção de um centro médico. O lugar escolhido foi uma casa grande construída no século 19, com três andares e 14 quartos, localizada na Rua Almirante Alexandrino, nº 31, Santa Teresa, com vista para a baía de Guanabara.8 A clínica, que abriu em novembro de 1942, promovia um novo modelo de medicina, com ênfase em tratamentos naturais, como a boa nutrição, hidroterapia e fisioterapia. Além disso, tinha o propósito de ajudar as pessoas a conhecerem Jesus através de sua experiência na clínica.9
Fundação da Instituição
Mesmo com o estabelecimento da clínica no Rio de Janeiro, Schneider continuou buscando um terreno maior para a construção de um hospital. O lugar escolhido foi um terreno de três hectares na região de Silvestre, entre os bairros de Cosme Velho e Santa Teresa, na cidade do Rio de Janeiro. Seu endereço era Ladeira dos Guararapes, nº 263, Santa Teresa, CEP 22241-220, Rio de Janeiro.10 Ele foi adquirido pela União Este brasileira em 1944, com o apoio da Associação Geral. A construção teve início no mesmo ano11 e recebeu doações dos hospitais adventistas em Glendale, Loma Linda, Paradise Valley, Califórnia, e Portland, Oregon, nos Estados Unidos, bem como da União do Pacífico.12
Em 1948, embaixo de uma árvore localizada a 30 metros de onde o Hospital Silvestre seria construído, Schneider e Catarina, sua esposa, oraram pedindo a orientação de Deus para alcançar o sonho de ter um hospital adventista na cidade.13 Em julho do mesmo ano, a clínica adventista no Rio de Janeiro (então chamada Clínica de Repouso White) se mudou para um novo lugar e foi renomeada como: Sanatório e Hospital Silvestre. O lugar escolhido foi considerado ideal pela liderança da igreja: “300 metros acima do nível da cidade, e apenas a meia hora de bonde.”14
Um ano depois, Schneider retornou para os Estados Unidos a fim de buscar mais conhecimento sobre tratamentos naturais. O Dr. Galdino Nunes Viera assumiu como o diretor do hospital durante esse período.15 Em 1950, o Hospital Silvestre foi oficialmente inaugurado, contendo uma sala cirúrgica e 50 leitos.16 Muitas cirurgias foram realizadas em suas instalações, e os cirurgiões elogiaram o ambiente e o equipamento disponível.17
Na época, o HS servia diariamente o bairro carente em que estava localizado. Prestava auxílio inclusive em acidentes graves, oferecendo assistência gratuita. Militares, doutores, advogados, agricultores, deputados, comerciantes, trabalhadores industriais, membros e funcionários da Igreja Adventista também se beneficiavam de seus serviços. Em 1951, Schneider retornou dos Estados Unidos e voltou a servir no HS. Ele foi o primeiro médico a se dedicar em tempo integral à instituição em seus primórdios, de 1948 até seu falecimento em 1956.18
História da Instituição
Em 1955 o Dr. Edgar Berger assumiu a direção clínica do hospital. Em seus primeiros quinze anos de existência, a instituição enfrentou alguns problemas financeiros, mas permaneceu firme no seu objetivo de estabelecer o serviço médico adventista na cidade definitivamente.19 No início, os funcionários do HS frequentavam os cultos em diferentes igrejas e grupos adventistas espalhados pela cidade do Rio de Janeiro. Os que estavam de plantão no hospital não podiam assistir aos cultos ou participar das classes da Escola Sabatina. A fim de fornecer apoio espiritual a esses profissionais, Berger organizou uma classe para os funcionários de plantão no sábado. As reuniões eram realizadas provisoriamente no salão principal do hospital aos sábados, terças e as sextas-feiras. Em 2 de novembro de 1957, foi organizada a primeira igreja do Hospital Silvestre, formada por funcionários, voluntários e suas famílias, totalizando 58 pessoas.20
Em apoio à sua missão, o Hospital Silvestre também investiu na educação de profissionais da saúde para compor seu quadro de funcionários. Na época, os líderes da Divisão Sul-Americana incentivaram a educação de enfermeiras adventistas, visto que o número de centros médicos estava aumentando no continente e havia poucos profissionais da saúde na região quem fossem membros da Igreja Adventista. Em 1954, D. Lois Burnett, representante da Associação Geral da IASD, descobriu que enfermeiras adventistas na Argentina estavam enfrentando dificuldades para encontrar emprego no Brasil, pelo fato de o treinamento profissional delas não ser aceito pelo governo local. Para aliviar esse problema, foi criada a Escola para Auxiliares de Enfermagem do Hospital Silvestre.21
A primeira cerimônia de formatura dessa escola foi realizada em 31 de julho de 1958, com 22 estudantes. O evento, também chamado de “Recepção de Toucas”, começou com as palavras da diretora da escola, Júlia Estrella.22 A cerimônia contou com a participação de Berger, que também era o diretor da escola; Dulce Rodrigues Picanço, inspetora federal; Oldemar I. Beskow, médico do Hospital Silvestre; Shirley Smith, enfermeira-chefe do hospital; e Marta R. de Beskow, secretária da escola.23
O estabelecimento da Escola para Auxiliares de Enfermagem preencheu uma lacuna na obra adventista em relação à preparação de jovens para atuar como médicos missionários no Brasil. Isso foi possível graças ao apoio da DSA e da União Este Brasileira.24 Por muitos anos, a escola adotou um sistema gratuito para educar os enfermeiros auxiliares. O hospital bancava os custos dos estudantes, enquanto os estágios eram realizados nas enfermarias do próprio hospital.25 Exigia-se dos alunos que trabalhassem para a instituição depois de formados.26
A década de 1960 foi marcada por grandes progressos no HS. Em 1960, o hospital tinha ocupação máxima em número de leitos e contava com equipamentos modernos. O estabelecimento tinha duas salas cirúrgicas e salas de recuperação para os pacientes de cirurgias. Além disso, um projeto de expansão estava sendo considerado pela DSA, com um orçamento proposto de aproximadamente 45 mil dólares.27 Em 15 de março do mesmo ano, o HS recebeu uma visita importante do presidente do Brasil, que participou da cerimônia de graduação da Escola para Auxiliares de Enfermagem do HS.28 Outro fato significativo foi a organização de um departamento de Relações Públicas, dirigido por Jorge Pereira Lôbo.29
Em 31 de julho de 1960, a escola de enfermagem tinha 40 alunos. Um desses estudantes começou a trabalhar na lancha médico-missionária Luminar,30 no rio São Francisco. No mesmo ano, o curso de auxiliar de enfermagem foi reconhecido pelo governo brasileiro.31 Além disso, a instituição manteve programas de intercâmbio com a Casa de Saúde Liberdade e com a lancha Luminar no rio São Francisco.32 Em 1960, o HAS havia proporcionado 548 tratamentos, 601 intervenções cirúrgicas, 113 partos, e 446 consultas a pacientes. A fim de continuar se desenvolvendo, uma nova máquina de raio-X foi instalada em 1960, considerada uma das mais modernas da época. Para solucionar os problemas recorrentes com a falta de energia, um gerador sobressalente do Colégio Adventista Brasileiro, em São Paulo, foi adquirido.33 Com início em 28 de fevereiro de 1961, a maternidade do hospital passou a oferecer cursos intitulados “Parto sem Dor”. Nos primeiros dois meses de 1961, 24 crianças nasceram na ala da maternidade do HS.34
Em 1961, uma nova capela foi estabelecida no primeiro andar do hospital, onde os cultos religiosos regulares passaram a ser realizados.35 Em 1962, teve início a nona classe da Escola para Auxiliares de Enfermagem, com 16 jovens. Nessa data, 57 profissionais haviam se formado pela escola, e quase todos eles trabalhavam para igreja. No ano seguinte (1963), buscando contribuir para a prevenção de doenças, o hospital começou a oferecer um curso de nutrição com um ano de duração.36 Ainda naquele ano, houve a organização de uma nova equipe médica e o lançamento do plano “Garantia de Saúde”.37 Esse plano de saúde é válido em todas as unidades médicas adventistas no Brasil, e é considerado o primeiro plano de saúde privado no país.38
Devido ao número limitado de leitos, os líderes do hospital perceberam que era necessária uma expansão.39 Em 10 março de 1964, uma nova ala médica foi inaugurada na instituição. Oficiais do estado, representantes da Associação Geral, da DSA e das Uniões Sul e Norte Brasileiras, bem com alguns voluntários do hospital, estiveram presentes na cerimônia.40 Além disso, o novo dormitório da escola de enfermagem também foi inaugurado em agosto daquele ano. Mesmo com a ampliação do hospital, logo foi necessária uma segunda expansão. Consequentemente, teve início a preparação de um projeto para a construção do quinto andar do HS.4
Em 1965, o HS já era uma instituição madura e respeitável. O plano “Garantia de Saúde” havia alcançado cerca de cinco mil pessoas asseguradas. Toda sexta-feira à tarde um grupo do Centro de Estudos Científicos se reunia para discutir os casos médicos mais difíceis do hospital. A DSA também começou um novo plano diretor para o hospital, que incluía a construção de uma novo prédio de oito andares.42 A liderança do HS planejou começar a construção da nova unidade logo em junho daquele ano.43 Outro momento marcante daquele ano foi a décima quarta Recepção de Toucas, durante a qual cinco mulheres e um homem se formaram na Escola de Enfermagem do HS e receberam a touca de enfermagem.44 Era o sétimo aniversário da escola de enfermagem, e 109 alunos já haviam concluído o curso.45
Mais significativamente, em 1965, uma nova parceria foi estabelecida entre o HS e a equipe do Serviço de Cirurgia Cardíaca na Universidade Federal Fluminense, que começou a realizar cirurgias nas instalações do HS. Essa equipe já havia realizado 328 cirurgias, das quais 46 aconteceram no HS em 1964. Na média, o HS conduzia dez cirurgias de cardiopatia congênita por mês. Consequentemente, o HS recebeu a cobertura de jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo devido a uma cirurgia cardíaca de alta complexidade realizada em uma menina chamada Sandra Regina. Durante cinco dias, a maior emissora de televisão da época transmitiu um total de cinco reportagens sobre o caso, o que era um tempo de transmissão considerável.
Em 1966, o Hospital Silvestre continuou alcançando novos marcos históricos. O atendimento aos menos favorecidos foi ampliado, resultando em um investimento de cinco milhões de cruzeiros em assistência social em março desse ano.46 No mesmo mês, realizou-se a primeira “Semana de Debates Científicos no Hospital Silvestre”, que contou com a presença de médicos e especialistas de renome internacional dos Estados Unidos, Paraguai e Alemanha.47 O HS também comemorou seu 18º aniversário.48 A média do uso de leitos nessa época era de 91,8%. Os avanços tecnológicos envolveram a implantação de um gerador de oxigênio, com tubos de fornecimento de gás aos quartos do hospital.49 Além disso, o HS implementou um endereço telegráfico próprio, o que melhorou a comunicação com o hospital.50
Entre 7 e 13 de março de 1966, a instituição realizou o primeiro concílio médico-missionário da Divisão Sul-Americana.51 Em 24 e 25 de setembro do mesmo ano, foi realizada a cerimônia de formatura dos vinte e seis alunos das décima quinta e décima sexta turmas da escola de enfermagem.52 Em 1967, o HS comemorou seu décimo nono aniversário com a visita do Dr. B.H. Ashworth, diretor do Electronic Computers Center de Londres, que auxiliou na pesquisa científica e na organização de quase 600 hospitais na Inglaterra. Por ocasião da sua visita ao HS, o médico ministrou palestras sobre a utilidade dos computadores eletrônicos na área médica.53
O HS tinha um laboratório de análises clínicas, que funcionava 24 horas por dia, e um banco de sangue no segundo andar do prédio para o uso exclusivo do hospital.54 Em 1967, um novo laboratório foi aberto. Além dos administradores do hospital, líderes da DSA e da UEB estiveram presentes na cerimônia. O laboratório foi considerado um dos melhores no estado de Guanabara (território que hoje pertence à cidade do Rio de Janeiro). O diretor do laboratório, Mário de Cenzo, estava entre o comitê que planejou o laboratorio.55 No final desse ano, a administração do hospital estava trabalhando para garantir que o HS tivesse, em breve, 100 leitos e uma nova capela.56 Enquanto a expansão continuava sendo planejada em 1968, o HS se tornou o primeiro hospital a realizar um transplante de pâncreas no mundo e a transplantar um rim de uma menina para o irmão dela. Ambas as cirurgias foram um completo sucesso. A partir de então, a unidade passou a realizar transplantes cardíacos.57 No ano seguinte, 1969, conforme seu plano de desenvolvimento e modernização, o hospital recebeu uma nova máquina de raio-X da Alemanha.58
Em 30 de maio de 1971, foi realizada a primeira cerimônia de batismo do Hospital Silvestre. Onze pessoas, incluindo funcionários de outras instituições, foram batizados em um batistério improvisado, destacando a relevância do trabalho missionário feito pela instituição.59 Além disso, em 1971, o HS começou a construir uma academia para seus funcionários, indicando que se preocupava com a prevenção da saúde por meio de atividades físicas. Essa nova instalação também tinha como objetivo promover atividades sociais para jovens adventistas na região.60 A academia foi inaugurada e entregue à associação de funcionários em 20 de junho. No mês seguinte, uma nova ala no segundo andar foi inaugurada com nove leitos. Os quartos tinham ar-condicionado, iluminação própria, telefones e uma sala de visitas.61
Além dos progressos no trabalho missionário e na estrutura física do hospital, a área de pesquisa médica também teve suas conquistas. De 29 de novembro a 2 de dezembro de 1971, o HS realizou sua segunda Jornada Médica com o Dr. Zildomar Deucher, um dos médicos da instituição, que liderou os encontros. Entre os palestrantes, estiveram alguns dos maiores representantes da medicina brasileira: Euryclides de Jesus Zerbini e Adib Jatene, professores da Universidade de São Paulo (USP); Heonir Rocha, da Universidade Federal da Bahia (UFBA); e médicos do Hospital Silvestre.62
A década de 1970 foi marcada por diversos acontecimentos importantes para a instituição. Em 1972, a direção e administração do hospital passou por algumas mudanças.63 Um dos objetivos dos novos líderes era promover a prática de dedicação em tempo integral por parte dos estudantes de medicina e novos médicos adventistas.64 Outro objetivo da administração era estender a influência do HS e da igreja adventista nos lares das pessoas que eram atendidas pelo hospital. Em apoio a tais objetivos, o nome da instituição foi mudado para Hospital Adventista Silvestre, a fim de ser reconhecido como uma instituição adventista.65
A construção dos centros de radiologia e hemodinâmica, que eventualmente incluiria 3.312 metros quadrados em três andares, também começou em 1972. Esperava-se que esses novos centros aumentassem a capacidade de atendimento do hospital para 100 leitos. Nesse ínterim, as obras do novo Hospital Adventista Silvestre avançavam rapidamente.66 Quando concluído, o novo prédio teria oito andares. A construção foi orçada em 3 milhões de cruzeiros. Além de finalizar as obras do hospital, a administração também instalou um computador com chip magnético para gerenciar de forma mais eficaz o departamento do Garantia de Saúde e seus 11 mil associados, além de melhorar os serviços de emergência.67 Em 1972, a equipe do hospital era composta por 90 enfermeiras e alunos, médicos residentes, administradores e equipe de apoio.68
Em 1973, o HAS comprou um minicomputador para atender ao departamento de contabilidade. O serviço de residência médica, programa reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina, foi organizado em 1974.69 A construção da nova ala de sete pavimentos foi finalizada em 1977, que abrigava farmácia, laboratórios, setor cirúrgico, serviço de esterilização, radiografias, pronto-socorro, recepção, ambulatório, biblioteca, sala de reuniões e necrotério. Dedicada em 30 de agosto de 1977, ela também incluía uma unidade de terapia intensiva com doze camas na seção de cuidados pós-operatórios e um centro de controle eletrônico para medir a pressão arterial, frequência cardíaca, entre outras funções.70 A fita simbólica foi cortada pelo presidente do Instituto Nacional de Assistência Social do Brasil e pelo representante do prefeito da cidade do Rio de Janeiro.71 Em julho de 1978, o HAS organizou o primeiro Congresso Brasileiro de Alunos Adventistas de Medicina.72 Na mesma ocasião, a Escola para Auxiliares de Enfermagem comemorou seu vigésimo aniversário. Nessa época, mais de 300 auxiliares de enfermagem haviam sido treinados pela escola e, em 1991, esse número dobraria para 600 alunos.73
Em 1979 chuvas fortes devastaram o estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. A administração do Hospital Adventista Silvestre enviou equipes de auxílio para os lugares mais afetados: três médicos e três enfermeiras na região norte de Minas Gerias, e dois médicos e duas enfermeiras para a Bahia. Os médicos permaneceram nesses locais por quinze dias, enquanto as enfermeiras permaneceram por dois meses, atendendo cerca de duas mil pessoas. Todas as despesas foram custeadas pelo HAS.74 Em fevereiro de 1988, o estado do Rio de Janeiro voltou a ser afetado pelas enchentes devido às fortes chuvas que atingiram a região. Na época, muitas casas das comunidades locais foram arrastadas para a parte plana da cidade. Esses deslizamentos mataram muitas pessoas. Em resposta a essa tragédia, o HAS, em parceria com a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), ajudou a população afetada. O hospital forneceu vinte leitos para atender aqueles que precisavam de hospitalização.75
Em 1981, o HAS tinha 128 leitos, 730 funcionários e 155 médicos. Do total de funcionários, 11 eram obreiros, mas não da área da saúde, e 27 eram médicos obreiros. Nessa época, O HAS inaugurou dois escritórios em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, com especialidades em neurologia e psiquiatria. A administração adquiriu uma propriedade de nove mil metros quadrados para futuras expansões.76 Em 6 de novembro de 1981,o HAS foi honrado com uma “Moção de Congratulações ao Corpo Clínico do Hospital” por parte dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ).77 Nese ano, o hospital era responsável por 75% das cirurgias cardiovasculares no estado do Rio de Janeiro.78 Em agosto de 1987, iniciou-se a construção de um novo hospital na cidade de Nova Friburgo, o qual funcionaria como um Centro de Vida Saudável com trinta leitos.79
Em 1992, o HAS fez parte da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Eco-92), com sede no Rio de Janeiro. A equipe do hospital organizou estantes de exposições oferecendo aos visitantes literatura sobre saúde e checagem gratuita de pressão arterial.80 Na época, o HAS tinha 854 funcionários e uma rede bem estruturada de unidades de terapia intensiva, contando com um Centro de Terapia Intensiva Neonatal (Cetin), que recebe recém-nascidos e crianças com até 1 mês de idade; unidade de terapia intensiva (UTI) para crianças de 1 mês aos 12 anos; e uma terceira UTI especializada no tratamento de crianças cardiopatas. A unidade também oferecia exames de ecocardiografia com doppler (em cores), que possibilitava o diagnóstico de diversas patologias cardíacas, entre outros recursos de ponta.81
Em 1994, o HAS comemorou cinquenta anos. Para festejar a data, o hospital promoveu eventos como o primeiro Curso de Qualificação para Auxiliares de Enfermagem, a Semana Internacional de Debates Científicos em Neurocirurgia e o Simpósio Internacional de Cirurgia Vídeo-Endoscópica. Por meio dos seus representantes, o hospital também marcou presença nos congressos brasileiros e sul-americanos sobre cirurgia vídeo-endoscópicas. O alcance à comunidade permaneceu constante durante esse período, com o HAS oferecendo cursos sobre medicina natural e radicais livres,82 e a Escola Cristã de Férias para crianças,83 conduzida pela capelania do HAS. As crianças dos bairros vizinhos e filhos de funcionários do hospital participaram do evento.84
Em 1997, o HAS implementou uma campanha de extensão à comunidade com o tema “Saúde Total”. Em março, uma equipe de médicos e enfermeiras e o capelão do HAS ajudaram 669 pessoas na distribuição de 800 exemplares de livros, revistas e Bíblias para a comunidade. O programa foi apoiado pela cidade do Rio de Janeiro, o Grupo Encontro e membros da igreja do hospital.85 Em 1998, o HAS era um dos únicos quatro hospitais brasileiros em ter um dispositivo a laser de revascularização do miocárdio.86
No final de 2005, o Hospital Adventista Silvestre inaugurou um pronto-socorro de 24 horas para cirurgias não complexas, na zona sul do Rio de Janeiro. Incialmente, esse centro médico tinha oito leitos e uma unidade móvel de emergência, começando a aceitar pacientes em fevereiro de 2006.87 Devido ao seu desenvolvimento exponencial, após 66 anos de funcionamento, o HAS foi renomeado como Rede Adventista Silvestre de Saúde em 2008. Em homenagem ao lançamento da rede de saúde, foi criado o Coral Adventista Silvestre, composto por médicos, funcionários e colaboradores de diversas áreas da instituição. Além disso, foi realizado um simpósio internacional com médicos franceses.88
Em 9 de março de 2009, uma nova unidade do laboratório de análises clínicas e patológicas e um novo centro médico foram inaugurados na cidade de Itaboraí, no estado do Rio de Janeiro.89 Em setembro, foi inaugurado o primeiro Centro Médico Solidário (CMS). Em um espaço de 100 metros quadrados, ele passou a oferecer especialidades como pediatria, fisioterapia, ginecologia, clínica médica e orientação preventiva. O CMS foi construído para atender as comunidades dos Guararapes, Cerro-Corá e Vila Cândida, no bairro de Cosme Velho, zona sul do Rio de Janeiro, com uma população de cerca de nove mil habitantes.90 Em 2011, a unidade recebeu do governo do Rio de Janeiro o “Prêmio Hospital Revelação 2011 em Transplantes”. A cerimônia foi realizada em 5 de março, no Palácio Guanabara, e contou com a presença do governador do estado.91
Em 2012, o HAS iniciou um programa de transplante de fígado. Com essa nova modalidade, o hospital recebeu um segundo prêmio “Revelação em Transplantes”, dividindo o primeiro lugar desse procedimento com outra instituição.92 Na última semana de maio, o hospital, em parceria com a Igreja Adventista de Botafogo, promoveu um curso “Como Parar de Fumar em Cinco Dias”, que contou com a participação de 50 pessoas.93 No começo de 2013, o HAS realizou o seu 100º transplante de fígado e em setembro atingiu a mesma marca nos transplantes de rim, reforçando sua proeminência na área.94 Em abril de 2014, o Centro Médico de Itaboraí passou a ser chamado Unidade HAS Itaboraí, com trinta e quatro leitos, dois centros cirúrgicos, enfermaria, ambulatório, salas de emergência e salas para exames como tomografia computadorizada e ultrassonografia.95
Além da contínua expansão e modernização de sua estrutura física e equipamentos, o HAS desenvolveu um projeto filantrópico que, até 2013, já havia beneficiado mais de 200 pacientes com a cirurgia bariátrica. O projeto, criado em 2002, lutou contra a obesidade mórbida por meio de um programa de reorientação do estilo de vida.96 No setor de transplantes, o hospital manteve seu histórico de excelência. Entre 2011 e 2016, ele realizou 400 transplantes, com uma taxa de sucesso de 85%, bem acima da média nacional de 67% e maior do que qualquer outro hospital do Brasil.97 Em janeiro de 2019, a instituição recebeu a certificação máxima da Organização Nacional de Acreditação: ONA Nível 3 – Acreditação com Excelência. A certificação foi concedida após uma avaliação criteriosa realizada pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), de acordo com o Manual Brasileiro de Acreditação – versão 2018.98
O Papel Histórico da Instituição
Por muitos anos, o HAS, tem sido líder em cirurgias e transplantes, não apenas na cidade do Rio de Janeiro, mas por todo o país. Devido a esse fato, o hospital é muito bem reconhecido no Brasil e internacionalmente. Por exemplo, em 1968, enquanto ainda era o pequeno Hospital Silvestre, ele foi um dos dois hospitais escolhidos para atender a Rainha Elizabeth II do Reino Unido em caso de necessidade durante sua visita ao Brasil.99
A medicina praticada no HAS é dirigida pelos princípios bíblicos de saúde, combinados com conhecimento científico. Assim, os pacientes, acompanhantes e as pessoas em contato com o hospital são influenciadas pelo Cristianismo ali presente. O HAS tem procurado estabelecer parceiras com instituições médicas e educacionais, como o centro médico adventista de Loma Linda, nos Estados Unidos, e a Universidade Adventista del Plata, na Argentina. Além disso, profissionais da instituição participam de programas de voluntariado missionário na África, Ásia e Amazônia.100
Em cumprimento à sua missão, o HAS tem promovido o bem-estar físico, mental, social e espiritual, seguindo o exemplo de Jesus, o que tem sido priorizado desde o seu estabelecimento. A capelania do hospital apoia os pacientes através do programa Lugar de Paz, visitando-os em suas unidades de internação e oferecendo leituras informativas e reflexivas, meditações, orações e acolhimento espiritual para visitantes e funcionários em sua capela.101 Os resultados podem ser vistos na vida de cada paciente que sai do HAS com esperanças e perspectivas renovadas, o que muitas vezes é evidenciado pelo batismo.
Conclusão
Desde seu estabelecimento em 1942, o Hospital Adventista Silvestre tem servido à comunidade com foco missionário inabalável. A sua filosofia missionária envolve oferecer às pessoas cuidados de saúde de qualidade, combinados com restauração física e a salvação. Para que essa missão continue sendo bem-sucedida, a administração do HAS e seus funcionários permanecem focados nas diretrizes de Deus para a obra médico-missionária, procurando as melhores formas de servir todas as pessoas a fim de que possam conhecer a mensagem do advento.
Lista de Nomes
Clínica de Repouso White (1942-1947), Sanatório Hospital Silvestre (1948-1950); Hospital Silvestre (1951-1971); Hospital Adventista Silvestre (1972-atual).
Lista de Líderes
Diretores Gerais: Clarence Chester Schneider (1942-1949), Galdino N. Vieira (1950-1951), R. Ersmchar (1952-1955), Edgar Mário Berger (1956-1991), Zildomar Deucher (1972-1985), Gideon da Costa Marques (1986-2003), Rogério de Araújo Gusmão (2003-2014), Ranieri Carvalho Leitão (2014-).
Diretores Administrativos: Max Fuhrmann (1948-1958), N. H. Meyer (1960-1964), Ida Bergold (1966-1971), Ruy H. Nagel (1972-1980), Alípio B. Rosa (1980-1983), Siloé J. Almeida (1984-1986), Alípio B. Rosa (1986-1995), Irineu Stabenow (1995-2003), Hermes Demarche (2003-2005), Leonildo do Carmo Reis (2005-2008), Leonardo do Rosário Pombo (2008-2011), Silvanio Zahn (2011-2015), Elói Marcondes de Lima Cézar (2015-).
Referências
“100º transplante.” Revista Adventista, novembro de 2013.
“400 transplantes.” Revista Adventista, abril de 2017.
Almeida, Wilson de, e Marcos De Benedicto. “Adventistas participam de Eco-92.” Revista Adventista, julho 1992.
“ASA Socorre Flagelados na Unieste.” Revista Adventista, junho de 1979.
Belz, Rodolfo. “Crescem as Instituições.” Revista Adventista, novembro de 1967.
Belz, Rodolfo. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, setembro de 1967.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, setembro de 1962.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, julho de 1964.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, novembro de 1964.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, julho de 1966.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, novembro de 1966.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, dezembro de 1966.
Belz, Rodolfo. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, abril de 1969.
Berger, E. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, novembro de 1960.
Beskow, Oldemar. “Nossa obra avança no Brasil.” Revista Adventista, janeiro de 1959.
Borges, Elmar Storck. “Hospital Adventista Silvestre.” Monografia, Instituto Adventista de Ensino, 1990.
Câmara dos Deputados. https://www.camara.leg.br/.
“Catarina Schneider relembra pioneirismo do esposo.” Revista Adventista, fevereiro de 1977.
Chagas, Anísio. “União Este.” Revista Adventista, abril de 1971.
Christianini, Arnaldo B. “A Luz Vem do Oriente.” Revista Adventista, novembro de 1969.
“Comunicação: Notícias e Mensagens da Divisão Sul-Americana.” Revista Adventista, agosto de 1988.
“Congratulações a Corpo Clínico do HAS.” Revista Adventista, janeiro de 1982.
Eneas, Jael. “Hospital Adventista Silvestre vira rede e faz retrospectiva.” Revista Adventista, fevereiro de 2009.
“Escola Cristã de Férias.” Revista Adventista, março de 1997.
“Escola de Auxiliares de Enfermagem do HAS: Objetivos.” Revista Adventista, dezembro de 1980.
Estrella, Julia. “Recepção de Toucas da primeira turma de alunas da Escola de Auxiliares de Enfermagem ‘Hospital Silvestre’.” Revista Adventista, janeiro de 1959.
Ferreira, Rubens Ségre. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, maio de 1960.
Ferreira, Rubens Ségre. “Nótulas do Este.” Revista Adventista, julho de 1960.
Fonseca, Otoniel. “Rede Adventista Silvestre de Saúde abre nova unidade.” Revista Adventista, maio de 2009.
Francisco, Marino de Oliveira. “Hospital Adventista Silvestre.” Monografia: Colégio Adventista Brasileiro, 1985.
Greenleaf, Floyd. Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011.
Hobsbawn, Eric. Era dos Extremos: o breve século XX,1914-1991. São Paulo, SP: Companhia das Letras, 1995.
“Homenagem.” Revista Adventista, abril de 2012.
“Hospital Adventista Silvestre.” Revista Adventista, dezembro de 1972.
“Hospital Adventista Silvestre.” Revista Adventista, junho de 1978.
“Hospital Adventista Silvestre—Uma Imagem Positiva.” Revista Adventista, novembro de 1973.
“Hospital Silvestre cumpre a sua missão.” Revista Adventista, fevereiro de 1992.
“Hospital Silvestre Inaugura Novas Instalações.” Revista Adventista, outubro de 1977.
“Hospital Silvestre - Nasceu para curar e testemunhar.” Revista Adventista, dezembro de 1981.
“Hospital Silvestre.” Revista Adventista, maio de 1972.
“Hospital Silvestre.” Revista Adventista, novembro de 1960.
“Hospital Silvestre: 50 anos de qualidade em saúde.” Revista Adventista, janeiro de 1995.
Lemos, Felipe, Marcos Daniel Peres, e Jael Eneas. “Responsabilidade social.” Revista Adventista, novembro de 2009.
Lobo, Jorge Pereira. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, abril de 1958.
Lobo, Jorge Pereira. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, dezembro de 1960.
Lobo, Jorge Pereira.“Hospital Silvestre.” Revista Adventista, maio de 1961.
Lobo, Jorge Pereira. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, junho de 1961.
Lobo, Jorge Pereira. “Hospital Silvestre.” Revista Adventista, julho de 1961.
Lobo, Jorge Pereira. “Notícias do Hospital Silvestre.” Revista Adventista, julho de 1951.
Lobo, Jorge Pereira. “Nótulas do Este.” Revista Adventista 64, no. 5 (maio de 1969): 29.
Minha, Júlio. “De todo o Brasil.” Revista Adventista, fevereiro de 1943.
“Missão saúde.” Revista Adventista, maio de 1997.
Mota, Franciele. “Trabalho de peso.” Revista Adventista, setembro de 2013.
“Na Necessidade, a ADRA Esteve Presente.” Revista Adventista, abril de 1988.
“Nótulas do Este.” Revista Adventista, agosto de 1965.
“Novo hospital adventista.” Revista Adventista, junho de 2014.
“O Hospital Silvestre está....” Revista Adventista, janeiro de 1959.
“O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, agosto de 1965.
Patrocínio, Maria Angélica T. “Um aniversário no Hospital Adventista Silvestre.” Revista Adventista, setembro de 1978.
Pola, Joel. “União Este.” Revista Adventista, outubro de 1971.
Pola, Joel. “União Este.” Revista Adventista, dezembro de 1971.
Pola, Joel. “União Este.” Revista Adventista, janeiro de 1972.
Quint, Ademar. “Cantinho da voz.” Revista Adventista, julho de 1961.
“Rápidas.” Revista Adventista, julho de 1998.
Rede Adventista Silvestre de Saúde. Acessado em 27 de abril, 2020. http://www.redeadventistasilvestre.com/.
Rede Silvestre. “Silvestre conquista certificação máxima da ONA.” Rede Adventista Silvestre de Saúde. 9 de abril, 2019. Acessado em 29 de janeiro, 2020. https://bit.ly/37HnKAE.
“Resumo.” Revista Adventista, janeiro de 1977.
“Retrospectiva e missão.” Revista Adventista, fevereiro de 2006.
Site da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Brasil). Acessado em 4 de fevereiro, 2020. http://www.adventistas.org/pt/.
Site Borda Digital. “História de Fundação do Hospital Adventista Silvestre” (vídeo). Institucional, apresentação da Rede Adventista Silvestre de Saúde, 9 de julho, 2018. Acessado em 28 de janeiro, 2020, https://bit.ly/2RYtFKW
Seventh-day Adventist Yearbook [Anuário da IASD]. Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1949.
“Todos contra o tabagismo.” Revista Adventista, julho de 2012.
“Um hospital em ritmo de desenvolvimento.” Revista Adventista, setembro de 1972.
Vieira, Carlos Nunes. “Mais auxiliares de enfermagem para o serviço médico adventista.” Revista Adventista, fevereiro de 1967.
Vieira, Carlos Nunes. “O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, julho de 1965.
Vieira, Carlos Nunes. “O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, setembro de 1965.
Vieira, Carlos Nunes. “O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, dezembro de 1965.
Vieira, Carlos Nunes. “O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, setembro de 1966.
Vieira, Carlos Nunes. “O Hospital Silvestre informa.” Revista Adventista, abril de 1967.
Vieira, Carlos Nunes. “1º Concílio Médico-Missionário da Divisão Sul-Americana.” Revista Adventista, agosto de 1966.
“Viúva de Médico Pioneiro Visita o Brasil.” Revista Adventista, janeiro de 1977.
Notas de Fim
- Franciele Mota, “Trabalho de peso,” Revista Adventista, setembro de 2013, 26-27.↩
- “Unidades,” Rede Adventista Silvestrede Saúde, acessado em 27 de abril, 2020, https://bit.ly/2KGa8fb.↩
- A organização definitiva de um departamento de jovens ocorreu no Concílio da Associação Geral realizado em 1907. “No verão do mesmo ano, cerca de 200 obreiros se reuniram [...] para uma convenção de jovens a fim de escolher um nome para o departamento.” Decidiram chamá-lo de “Departamento dos Missionários Voluntários dos Jovens Adventistas do Sétimo Dia”, ou simplesmente M. V. “História” Site da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Brasil), acessado 4 de fevereiro, 2020, https://bit.ly/2K1fnW5.↩
- “Catarina Schneider relembra pioneirismo do esposo,” Revista Adventista, fevereiro de 1977, 29.↩
- “HospitalSilvestre-Nasceu para curar e testemunhar,” Revista Adventista, dezembro de 1981, 36; Marino de Oliveira Francisco, “Hospital Adventista Silvestre,” Monografia: Instituto Adventista de Ensino, 1985, 2.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 456-457.↩
- A crise de 1929, também conhecida como Grande Depressão, foi causada pelo que “acontece nos booms de mercados livres, era que, com os salários ficando para trás, os lucros cresceram desproporcionalmente, e os prósperos obtiveram uma fatia maior do bolo nacional. Mas como a demanda da massa não podia acompanhar a produtividade em rápido crescimento do sistema industrial [...], o resultado foi superprodução e especulação. Isso, por sua vez, provocou o colapso.” Eric Hobsbawn, Era dos Extremos: o breve século XX, 1914-1991(São Paulo: Companhia das Letras, 1995), 104.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira 2011), 458.↩
- Leônidas Verneque Guedes, secretário executivo da USeB, mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira, editor associado da ESDA, 9 de setembro, 2019; Elmar Storck Borges, “HospitalAdventista Silvestre,” Monografia: Instituto Adventista de Ensino, 1990, 4; Júlio Minha, “De todo o Brasil,” Revista Adventista, fevereiro de 1943, 8. ↩
- Leonidas Verneque Guedes (Secretário executivo da USeB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (Editor associado da ESDA), 9 de setembro, 2019.↩
- “HospitalSilvestre—Nasceu para curar e testemunhar,” Revista Adventista, dezembro 1981, 36; Arnaldo B. Christianini, “A luz vem do oriente,” Revista Adventista, novembro 1969, 14.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 460.↩
- “Catarina Schneider relembra pioneirismo do esposo,” Revista Adventista, fevereiro de 1977, 29; “Viúva de Médico Pioneiro visita o Brasil,” Revista Adventista, janeiro de 1977, 28.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 459.↩
- “HospitalSilvestre—Nasceu para curar e testemunhar,” Revista Adventista, dezembro de 1981, 36; Arnaldo B. Christianini, “A luz vem do oriente,” Revista Adventista, novembro de 1969, 14; Elmar Storck Borges, “Hospital Adventista Silvestre,” Monografia: Instituto Adventista de Ensino, 1990, 4.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011), 460; “Rio de Janeiro Sanitarium and Hospital [Sanatório e Hospital Silvestre],” Seventh-day AdventistYearbook (Washington, D.C: Review and Herald Publishing Association, 1949), 307.↩
- Jorge Pereira Lobo, “Notícias do HospitalSilvestre,” Revista Adventista, julho de 1951, 11.↩
- “Catarina Schneider relembra pioneirismo do esposo,” Revista Adventista, fevereiro de 1977, 30.↩
- Leonidas Verneque Guedes, Secretário executivo da USeB, mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira, Editor associado da ESDA, 9 de setembro, 2019.↩
- Jorge Pereira Lobo, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, abril de 1958, 33.↩
- Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira 2011), 577.↩
- Julia Estrella, “Recepção de Toucas da primeira turma de alunas da Escola de Auxiliares de Enfermagem ‘HospitalSilvestre’,” Revista Adventista, janeiro de 1959, 26; “O Hospital Silvestre está...,” Revista Adventista, janeiro de 1959, 31.↩
- Julia Estrella, “Recepção de Toucas da primeira turma de alunas da Escola de Auxiliares de Enfermagem ‘HospitalSilvestre’,” Revista Adventista, janeiro de 1959, 26.↩
- Oldemar Beskow, “Nossa obra avança no Brasil,” Revista Adventista, janeiro de 1959, 27.↩
- “Escola de Auxiliares de Enfermagem do HAS: Objetivos,” Revista Adventista, dezembro de 1980, 31.↩
- Carlos Nunes Vieira, “Mais auxiliares de enfermagem para o serviço médico adventista,” Revista Adventista, fevereiro de 1967, 28.↩
- Rubens Ségre Ferreira, “Nótulas do Este,” Revista Adventista55, no. 5 (maio de 1960): 37.↩
- Rubens Ségre Ferreira, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, julho de 1960, 32.↩
- Berger, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, novembro de 1960, 33.↩
- “As lanchas missionárias são utilizadas para a prestação de serviços aos que moram na beira dos rios e lugares de difícil acesso. Elas são equipadas para atendimento médico e odontológico, contando também com a presença de um pastor Adventista para dar assistência espiritual às famílias.” Centro Nacional da Memória Adventista, “Lanchas Missionárias no Brasil,” acessado em 27 de fevereiro, 2020, https://bit.ly/396w2mo.↩
- “Decreto nº 47.735, de 2 de fevereiro de 1960,” Câmara dos Deputados, acessado em 28 de janeiro, 2020, https://bit.ly/36uJ0YR.↩
- Jorge Pereira Lobo, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, dezembro de 1960, 36.↩
- “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, novembro de 1960, 36.↩
- Jorge Pereira Lobo, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, junho de 1961, 34.↩
- Ademar Quint, “Cantinho da voz,” Revista Adventista, julho de 1961, 33.↩
- Rodolfo Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, setembro de 1962, 27.↩
- Elmar Storck Borges, “HospitalAdventista Silvestre,” Monografia: Instituto Adventista de Ensino, 1990, 4.↩
- Rede Adventista Silvestrede Saúde, “História de Fundação do Hospital Adventista Silvestre,” Borda Digital, 9 de julho, 2018, acessado em 28 de janeiro, 2020, https://bit.ly/2RYtFKW .↩
- Jorge Pereira Lobo, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, maio de 1961, 33.↩
- Rodolfo Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, julho de 1964, 27.↩
- Rodolfo Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, novembro de 1964, 27.↩
- Carlos Nunes Vieira, “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, julho de 1965, 28.↩
- “Nótulas do Este,” Revista Adventista, agosto de 1965, 36.↩
- “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, agosto de 1965, 27.↩
- Carlos Nunes Vieira, “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, setembro de 1965, 29.↩
- Carlos Nunes Vieira, “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, setembro de 1966, 31.↩
- Rodolpho Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, julho de 1966, 31.↩
- Carlos Nunes Vieira, “1º Concílio Médico-Missionário da Divisão Sul-Americana,” Revista Adventista, agosto de 1966, 19.↩
- Carlos Nunes Vieira, “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, setembro de 1966, 31.↩
- Rodolpho Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, novembro de 1966, 31.↩
- Carlos Nunes Vieira, “1º Concílio Médico-Missionário da Divisão Sul-Americana,” Revista Adventista, agosto de 1966, 19.↩
- Carlos Nunes Vieira, “Mais auxiliares de enfermagem para o serviço médico adventista,” Revista Adventista, fevereiro de 1967, 27.↩
- Carlos Nunes Vieira, “O HospitalSilvestre informa,” Revista Adventista, abril de 1967, 31.↩
- Rodolpho Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, dezembro de 1966, 32.↩
- Rodolfo Belz, “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, setembro de 1967, 33.↩
- Rodolfo Belz, “Crescem as Instituições,” Revista Adventista, novembro de 1967, 31.↩
- Rodolpho Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, abril de 1969, 32.↩
- Jorge Pereira Lobo, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, maio de 1969, 29.↩
- Joel Pola, “União Este,” Revista Adventista, outubro de 1971, 30.↩
- Anísio Chagas, “União Este,” Revista Adventista, abril de 1971, 36.↩
- Joel Pola, “União Este,” Revista Adventista, dezembro de 1971, 30.↩
- “HospitalSilvestre,” Revista Adventista, maio de 1972, 22-23.↩
- “HospitalSilvestre—Nasceu para curar e testemunhar,” Revista Adventista, dezembro de 1981, 36; “Um hospital em ritmo de desenvolvimento,” Revista Adventista, setembro de 1972, 20-21.↩
- “Um hospitalem ritmo de desenvolvimento,” Revista Adventista, setembro de 1972, 21.↩
- “HospitalAdventista Silvestre—Uma Imagem Positiva,” Revista Adventista, novembro de 1973, 16.↩
- Joel Pola, “União Este,” Revista Adventista, janeiro de 1972, 29.↩
- “HospitalAdventista Silvestre,” Revista Adventista, dezembro de 1972, 31.↩
- “Um hospitalem ritmo de desenvolvimento,” Revista Adventista, setembro de 1972, 21.↩
- Franciele Mota, “Trabalho de peso,” Revista Adventista, setembro 2013, 26-27.↩
- “HospitalAdventista Silvestre—Uma Imagem Positiva,” Revista Adventista, novembro de 1973, 16; “Resumo,” Revista Adventista, janeiro de 1977, 22.↩
- “HospitalSilvestre Inaugura Novas Instalações,” Revista Adventista, outubro de 1977, 27.↩
- “HospitalAdventista Silvestre,” Revista Adventista, junho de 1978, 22.↩
- “HospitalSilvestre cumpre a sua missão,” Revista Adventista, fevereiro de 1992, 22; Maria Angélica T. Patrocínio, “Um aniversário no Hospital Adventista Silvestre,” Revista Adventista, setembro de 1978, 19.↩
- “ASA Socorre Flagelados na Unieste,” Revista Adventista, junho de 1979, 29-30.↩
- “Na Necessidade, a ADRA Esteve Presente,” abril de 1988, 19.↩
- “HospitalSilvestre—Nasceu para curar e testemunhar,” Revista Adventista, dezembro de 1981, 36.↩
- “Congratulações a Corpo Clínico do HAS,” Revista Adventista, janeiro de 1982, 28.↩
- Franciele Mota, “Trabalho de peso,” Revista Adventista, setembro de 2013, 26-27.↩
- “Comunicação: Notícias e Mensagens da Divisão Sul-Americana,” Revista Adventista, agosto de 1988, 36.↩
- Wilson de Almeida e Marcos De Benedicto, “Adventistas participam de Eco-92,” Revista Adventista, julho de 1992, 19.↩
- “HospitalSilvestre cumpre a sua missão,” Revista Adventista, fevereiro de 1992, 22.↩
- “HospitalSilvestre: 50 anos de qualidade em saúde,” Revista Adventista, janeiro de 1995, 17.↩
- “A Escola Crista de Férias é um meio muito eficaz para evangelismo com as crianças. Elas são atraídas pelo programa alegre e diferenciado, cheio de atividades e de participação.” “Escola Cristã de Férias,” Site da Igreja Adventista do Sétimo Dia (Brasil), acessado em 4 de fevereiro, 2020, https://bit.ly/2ty0XIS.↩
- “Escola Cristã de Férias,” Revista Adventista, março de 1997, 23.↩
- “Missão saúde,” Revista Adventista, maio de 1997, 25.↩
- “Rápidas,” Revista Adventista, julho de 1998, 7.↩
- “Retrospectiva e missão,” Revista Adventista, fevereiro de 2006, 25.↩
- Jael Enéas, “HospitalAdventista Silvestre vira rede e faz retrospectiva,” Revista Adventista, fevereiro de 2009, 33.↩
- Otoniel Fonseca, “Rede Adventista Silvestrede Saúde abre nova unidade,” Revista Adventista, maio de 2009, 33.↩
- Felipe Lemos, Marcos Daniel Peres, e Jael Eneas, “Responsabilidade social,” Revista Adventista, novembro de 2009, 34.↩
- “Homenagem,” Revista Adventista, abril de 2012, 29.↩
- Franciele Mota, “Trabalho de peso,” Revista Adventista, setembro de 2013, 26-27.↩
- “Todos contra o tabagismo,” Revista Adventista, julho de 2012, 32.↩
- “100º transplante,” Revista Adventista, novembro de 2013, 40.↩
- “Novo hospitaladventista,” Revista Adventista, junho de 2014, 26.↩
- Franciele Mota, “Trabalho de peso,” Revista Adventista, setembro de 2013, 26-27.↩
- “400 transplantes,” Revista Adventista, abril de 2017, 10.↩
- Rede Silvestre, “Silvestreconquista certificação máxima da ONA,” Rede Adventista Silvestre de Saúde, 9 de abril, 2019, acessado em 29 de janeiro, 2020, https://bit.ly/37HnKAE.↩
- Rodolpho Belz, “Nótulas do Este,” Revista Adventista, abril de 1969, 32.↩
- Leonidas Verneque Guedes, Secretário executivo da USeB, mensagem de e-mail para Carlos Flavio Teixeira, Editor associado da ESDA, 9 de setembro, 2019.↩
- “Lugar de Paz,” Rede Adventista Silvestrede Saúde, acessado em 16 de julho, 2019, https://bit.ly/2xRwAeJ.↩
- Para mais informações sobre o Hospital Silvestre Adventista, acesse o site: http://www.redeadventistasilvestre.com/, ou suas redes sociais no Facebook: Rede Adventista Silvestre; e Instagram: @redesilvestre.↩