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Manaus Adventist Hospital in 2017.

Photo courtesy of Manaus Adventist Hospital Archives.

Hospital Adventista de Manaus

By Arildo Coelho de Souza, Daniel Rodrigues Rebouças, and Ronivon da Silva dos Santos

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Arildo Coelho de Souza

Daniel Rodrigues Rebouças

Ronivon da Silva dos Santos

First Published: June 20, 2021

O Hospital Adventista de Manaus (HAM) é uma instituição médico-missionária da Igreja Adventista do Sétimo Dia e faz parte da Rede de Saúde Adventista Internacional. A unidade está localizada no território da União Noroeste Brasileira (UNoB), na Avenida Governador Danilo de Matos Areosa, nº 139, bairro do Distrito Industrial, na cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, Brasil.

Baseado nos mesmos princípios que norteiam mais de 740 instituições de saúde adventistas em todo o mundo, o HAM oferece aos seus pacientes uma grande variedade de especialidades médicas e é referência quanto ao atendimento e atenção especial dedicados a eles. Atualmente, o hospital conta com 1.181 funcionários, dos quais 386 são médicos. A estrutura do HAM contém 33 leitos, dos quais 20 pertencem aos Centros de Terapia Intensiva para adultos e 14 estão na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Neonatal. Além disso, há seis salas cirúrgicas, uma sala de hemodinâmica, um centro de diagnóstico e um laboratório de análises clínicas. Para atendimento ambulatorial, o hospital conta com quase 50 consultórios médicos, onde são oferecidas 45 especialidades médicas.1

Acontecimentos que Levaram ao Estabelecimento da Instituição

Em 1927, a União Leste Brasileira (atual União Sudeste Brasileira) enviou o Pastor John L. Brown e sua família para a cidade de Belém, no estado do Pará, com o objetivo de iniciar a obra adventista no norte do Brasil. Dessa maneira, o Pastor Brown foi enviado a Belém para ser o presidente da Missão Baixo Amazonas (atual Associação Norte do Pará-ANPa), que abrangia os estados do Amazonas, Pará, Ceará, Maranhão, Piauí, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. O colportor evangelista2 Hans Meyer e sua esposa, juntamente com o colportor André Gedrath, foram enviados a Belém para trabalhar com o Pastor Brown. As viagens eram feitas pelos rios e, por esse motivo, os dois colportores decidiram construir uma lancha para facilitar a locomoção.3

Em 1929, Léo e Jessie Halliwell, com seus dois filhos Jack e Marian, foram transferidos do estado da Bahia, onde haviam trabalhado como missionários, para a Missão Baixo Amazonas. Ao fazer uma viagem exploratória pelo rio Amazonas, eles se deram conta da pobreza que existia na região e de como as condições de vida eram difíceis para as pessoas que ali viviam. A sociedade dos Missionários Voluntários (MV),4 tanto da América do Norte como da América do Sul, doou os fundos necessários para que Halliwell pudesse adquirir uma lancha5 a fim de pregar a mensagem do Advento naquela região.6

Em 1930, depois de fazer um curso sobre doenças tropicais nos Estados Unidos, Halliwell retornou ao Brasil e construiu um barco que ele mesmo projetou. O barco tinha aproximadamente nove metros de comprimento e três metros de largura. Foi pilotado pelo missionário durante 30 anos, a partir de 1931.7 A lancha Luzeiro I8 foi o meio de transporte pelo qual ele navegou ao longo dos rios da Amazônia, levando os missionários em sua missão. Aliado ao trabalho evangelístico, atendimento médico era prestado às comunidades ribeirinhas.9 No início, para oferecer tratamento às pessoas, Halliwell comprava remédios com os poucos recursos que tinha. Mais tarde, ele começou a receber medicamentos doados por médicos e farmácias dos Estados Unidos e do departamento de saúde pública do Pará e Amazonas.10

Em agosto de 1931, partindo de Belém em uma de suas primeiras viagens com a lancha Luzeiro, Halliwell atracou na capital do Amazonas e realizou uma série de conferências no Cine Teatro Guarany. A série resultou na formação de uma congregação adventista na cidade, seguida pelo primeiro batismo em 1933. Mais tarde, em 1938, essa congregação foi organizada como uma igreja. Com a expansão da mensagem adventista para o interior do norte brasileiro, em 1940, foi criada a Missão Central Amazonas (MCA), atual Associação Central Amazonas. Em 1946, foi inaugurado o primeiro templo adventista de Manaus, com resultado do trabalho missionário que estava sendo realizado no local.11

Leo e Jessie Halliwell serviram no ministério das lanchas de 1931 a 1954, quando entregaram oficialmente o comando da lancha missionária ao Pastor Walter Streithrost e sua esposa, Olga. Ao longo desse período, os Halliwell haviam servido mais de 100 mil pessoas, buscando cuidar da saúde integral das pessoas atendidas.12 O primeiro hospital construído como resultado direto do trabalho da lancha foi o Hospital Adventista de Belém, inaugurado em 1953, na cidade de Belém.13 Até 1970, as lanchas Luzeiro eram o principal meio de tratamento médico não apenas nos arredores de Manaus, mas em todo o território do Amazonas. Três lanchas tinham uma doca no Amazonas, duas em Manaus e uma em Maués.14

Fundação da Instituição

Com o tempo, os cuidados médicos e suas complexidades não podiam mais ser atendidos em um barco e muitas pessoas já estavam sendo enviadas a outros centros médicos adventistas no Brasil. Além disso, os missionários ansiavam por um local para melhor atender os residentes ribeirinhos, assim como outros pacientes da capital do Amazonas. Então, em janeiro de 1976, o médico missionário Raymond Ermshar e sua esposa Marian chegaram a Manaus para iniciar as atividades da Clínica Adventista de Manaus. O casal veio dos Estados Unidos e trouxe com eles uma máquina de raio X e equipamentos para um laboratório de análises clínicas. Raymond e Marian eram, respectivamente, genro e filha do Pastor Leo Halliwell.15

Ermshar doou os equipamentos de seu próprio consultório na Califórnia e solicitou contribuições de outros médicos norte-americanos. Com fé e desejo de realizar a obra de Deus, em 25 de abril de 1978, a Clínica Adventista de Manaus foi oficialmente inaugurada sob a direção do médico Vanderley Granados e do administrador Israel Barbosa.16 Em seu início, a clínica era composta por quatro funcionários: dois diretores, um ginecologista (Wilson Soares, que mais tarde se tornou um dos diretores da clínica) e a enfermeira Telma Garcia. Todos os obreiros, voluntários e cada um dos poucos funcionários da clínica tinham o desejo de contribuir para que o trabalho médico-missionário pudesse se desenvolver.17

A clínica foi instalada na Rua Belém, nº 520 (atual Rua Professor Marciano Armond), no bairro de Adrianópolis. A casa alugada para esse fim ficava há cerca de 800 metros do escritório da MCA e foi adaptada para ter um centro cirúrgico, um centro de esterilização de materiais médicos, uma farmácia, uma cozinha e cinco salas para atendimento de pacientes. Ao lado da casa na Rua Belém, havia um terreno às margens do Rio Negro na região de Tarumã, em Manaus, que foi adquirido para a construção do Centro Adventista de Pesquisas em Manaus.18

Os fundos para essas aquisições provieram da União Norte Brasileira (UNB), da Missão Central Amazonas e do Grupo Hospitalar Adventista Brasileiro (GHAB).19 Como a região precisava de instituições hospitalares, a clínica procurava atender pessoas das mais diversas classes sociais, embora fossem principalmente de comunidades ribeirinhas.20 Para isso, desde o início, sua missão foi definida como a busca de promover o bem-estar físico, mental, social e espiritual mediante o exemplo servil de Jesus Cristo, o Médico dos Médicos.21

História da instituição

Durante nove meses, a Clínica Adventista Manaus foi mantida financeiramente pelo Hospital Adventista Silvestre (HAS), no Rio de Janeiro. Essa instituição participou diretamente do crescimento da Clínica de Manaus. No início, havia 11 leitos, um laboratório e dois consultórios em suas dependências. Graças a essa estrutura, a clínica oferecia assistência nas especialidades de Clínica Geral, Ginecologia, Obstetrícia, Cirurgia Geral, Terapia Respiratória e Fisioterapia, além de exames incluindo eletrocardiogramas e radiografias, bem como internações.22

Em novembro de 1978, o plano “Garantia de Saúde” foi instituido, seguindo o padrão daqueles já existentes em outros hospitais adventistas. Meses depois, em julho de 1979, o plano já contava com 500 membros, incluindo um ex-governador do estado do Amazonas. Além desse plano, a clínica tinha um acordo com a Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, instituições brasileiras reconhecidas. Ainda em 1979, a MCA adquiriu 120 mil metros quadrados de terreno na região do Distrito Industrial, a uma boa distância do centro de Manaus, para a construção do Hospital Adventista de Manaus. Até aquela época, havia três médicos missionários atuando nas áreas de cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia. Médicos não adventistas atendiam em outras especialidades.23

Quatro anos depois (1983), foi lançada a pedra fundamental do novo Hospital no Distrito Industrial. De 1986 – ano em que a construção começou – até 1989, o hospital funcionou em instalações temporárias em um galpão do Corpo de Bombeiros, que foi reformado com doações locais e internacionais. Mais tarde, nesse galpão, foi criada a Escola de Auxiliares de Enfermagem do HAM. O local onde a escola funcionava abriga hoje a sede administrativa da União Nordeste Brasileira.24  

Finalmente, em 16 de novembro de 1989, a Clínica tornou-se oficialmente o Hospital Adventista de Manaus e foi inaugurada em seu endereço atual. A inauguração contou com a presença de líderes internacionais e locais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), assim como do governador do Amazonas. Após o evento, o governo do estado doou um aparelho de tomografia considerado o melhor disponível no mercado.25 Bem equipada, a unidade foi inaugurada ao público em 7 de janeiro de 1990.26 No início, o local tinha capacidade para 80 leitos, sendo que havia 40 disponíveis. A área total construída era de 4.600 metros quadrados.27 Também em 1989, a UNB nomeou Silas Araújo Gomes como o primeiro diretor médico do novo hospital.28

Em abril de 1993, a Escola de Auxiliares de Enfermagem iniciou suas atividades e, no ano seguinte, formou sua primeira turma com 24 alunos. Também nesse ano (1993), uma nova ala e o centro de obstetrícia foram inaugurados. Na época, o hospital empregava 177 funcionários. Em 1994, foi inaugurada a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do hospital. Dois anos depois, em 31 de agosto de 1996, o hospital lançou um Centro de Atendimento Ambulatorial totalmente informatizado, localizado no Centro Médico e Odontológico de Manaus (Cemom), na Rua Acre, nº 12, no bairro Vieira Alves. O local tinha quatro escritórios, uma recepção para adultos, uma área de espera para crianças, uma sala de coleta para testes de laboratório e um pequeno espaço para refeições. Em janeiro de 1997, o hospital melhorou seus equipamentos, adquirindo um tomógrafo, um aparelho de litotripsia e um aparelho urodinâmico.29

Em 2006, com 56 leitos e 14 escritórios para várias especialidades médicas, o HAM realizou mais de 6 mil consultas e quase 22 mil exames de análise clínica por mês. A cidade de Manaus também passou por mudanças, tornando-se um centro de imigração devido ao Distrito Industrial que, naquela época, já contava com mais de 100 mil funcionários. O número de pacientes nesse hospital cercado por indústrias estava aumentando, e a necessidade de expansão era iminente, uma vez que a estrutura tinha permanecido a mesma desde 1989. Foi então que, a partir de setembro de 2007, teve início a reforma e a expansão do HAM. Mais de 5.300 metros quadrados foram reconfigurados com o intuito de oferecer 28 novos consultórios, apartamentos, alas de internação, leitos de UTI, um novo laboratório e sala de emergência, amplo estacionamento, recepções confortáveis e um auditório com tanque batismal.30

Em 27 de fevereiro de 2008, as instalações do novo hospital foram inauguradas. Ao todo, a área construída alcançou 10 mil metros quadrados. Na ocasião, líderes da Igreja Adventista estiveram presentes a nível regional e nacional, bem como parlamentares estaduais e o governador do Amazonas na época. Logo depois, foram adquiridos aparelhos para a Unidade de Cuidados Intensivos e para a realização de Ultrassom 4D e Tomografia Helicoidal.31 A estrutura nova e ampliada proporcionou ao hospital significativos avanços. O HAM foi pioneiro no Amazonas na cirurgia de artroscopia de quadril, sendo a primeira cirurgia realizada em 3 de setembro de 2010. Após o procedimento, o Hospital tornou-se o primeiro na região norte a receber a credencial da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho como Centro de Formação e Treinamento nesse procedimento.32 Em maio de 2011, o Centro de Estudos do Hospital Adventista de Manaus, em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM), realizou o primeiro Simpósio de Imobilizações Ortopédicas do Amazonas.33

Devido à estrutura e reputação do hospital, em 2014, a Federação Internacional de Futebol da Associação (FIFA) escolheu o HAM como o único hospital autorizado para atender às necessidades do comitê médico organizador durante os jogos da Copa do Mundo realizados na capital.34 Além disso, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro escolheu o HAM como instituição de referência para os jogos realizados na capital em 2016.35 Durante o mesmo período, o hospital passou a fazer parte do seleto grupo de hospitais associados à Agência Nacional de Hospitais Privados (ANAHP), instituição que representa os principais hospitais privados de referência no país e que foi reconhecida pela certificação de qualidade e segurança no atendimento hospitalar.36 Nesse período, também teve início no hospital o programa de Residência em Medicina Clínica, com mais duas especialidades sendo aprovadas pelo Ministério da Educação (MEC) no ano seguinte: Cirurgia Geral e Anestesiologia. Até 2018, doze especialistas haviam se formado nessas áreas, tendo completado suas residências no HAM.37

Somado a outras ações características das instituições de saúde adventista, o HAM também desenvolveu iniciativas sustentáveis e de preservação ambiental. Por estar comprometido com a preservação do meio ambiente, em 2016, o hospital foi inscrito no Programa de Hospitais Saudáveis (PHS).38 No ano seguinte, aderiu à campanha “Desafio 2020”, realizando ações de incentivo a boas práticas para alcançar resultados mensuráveis, com foco na promoção do cuidado ambiental até 2020.39 Por dois anos consecutivos (2017 e 2018), o HAM foi classificado pelo Great Place to Work (GPTW) [Ótimo lugar para trabalhar]40 como a sexta melhor instituição de saúde para trabalhar no Brasil.41 Além disso, em 2017, recebeu do Live Healthcare o primeiro lugar na pesquisa “Referências da Saúde - Top Hospitalar” pela apresentação do caso de sucesso do Programa HAMARH – Hospital Adventista de Manaus Avalia, Reconhece e Humaniza, no pilar de gestão de pessoal. Na época, 117 casos foram inscritos nessa pesquisa após o hospital ter concorrido com 66 outras instituições de saúde no Brasil.42

Com centenas de funcionários e médicos, o HAM é considerado como padrão na região norte, devido à excelente qualidade de seus serviços médico-hospitalares.43 Além disso, o hospital foi o primeiro do Amazonas e da rede de saúde adventista brasileira a obter o credenciamento de nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Esse órgão não-governamental foi criado em 2001 para certificar hospitais responsáveis acerca da segurança dos pacientes (nível 1), atendimento de qualidade (nível 2) e sustentabilidade (nível 3).44 Em 2018, a Accreditation Canada International concedeu ao HAM o certificado “Qmentum International – Diamond”, uma certificação que atesta a conformidade com os critérios internacionais de excelência em saúde.45

Atualmente, o HAM possui um centro de radiodiagnóstico de alta complexidade, onde são realizados cerca de 12 mil exames mensais, incluindo densitometria óssea, mamografia, radiologia, ultrassonografia, urodinâmica, ressonância magnética e tomografia, inclusive para exames cardíacos. Em todas as áreas de análise clínica, o número total de exames realizados é de aproximadamente 60.500 por mês. O laboratório de análises clínicas possui ainda o Certificado Platina de Excelência Laboratorial do Programa Nacional de Controle de Qualidade da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). Além de todos esses testes realizados em várias especialidades, uma unidade de atendimento de emergência funciona 24 horas por dia, atendendo aproximadamente sete mil pessoas por mês. Tudo isso é possível graças às bênçãos de Deus e ao compromisso dos servidores com a excelência no serviço prestado por essa instituição adventista.46

Papel Histórico da Instituição

O HAM está entre os 172 hospitais adventistas distribuídos mundialmente e tem sido uma grande influência na sociedade amazônica quando se trata de promoção da saúde. De 1 a 7 de abril de 1990, por exemplo, a instituição conduziu um programa educativo de saúde intensivo no Instituto Adventista Agroindustrial (IAAI). Mais de 40 pessoas participaram do programa, incluindo obreiros, funcionários, amigos e voluntários da instituição. O projeto incluiu aulas de medicina preventiva ministradas por vários médicos e um dentista.47 Em 1992, funcionários do hospital estiveram envolvidos no programa da Semana Santa, oferecendo, além de séries evangelísticas, palestras sobre saúde, cursos sobre como deixar de fumar e seminários sobre o livro do Apocalipse. Com esse trabalho, 25 pessoas foram batizadas.48

Em continuidade à sua vocação missionária, a equipe do HAM tem se dedicado ativamente no projeto “Impacto Esperança”49 e já está colecionando experiências significativas provindas dessa iniciativa. Em 2016, por exemplo, 40 voluntários do hospital e a liderança da União Noroeste Brasileira aceitaram o desafio de fazer uma longa viagem por rios até a cidade de Caapiranga, a 185 quilômetros de Manaus. Além de distribuir cerca de três mil livros missionários, os voluntários realizaram, em parceria com a prefeitura municipal, uma feira de saúde50 para os residentes da cidade. Durante a feira, foram realizadas mais de 600 consultas médicas gratuitas.51

Além de ações como estas, o HAM é um grande defensor do serviço médico permanente das lanchas missionárias.52 Graças às lanchas Luzeiro, o hospital pode atender os residentes ribeirinhos com eficiência e segurança. São mais de 120 cirurgias gratuitas realizadas a cada ano, além de mais de 2 mil consultas e quase 10 mil exames e análises clínicas fornecidos à sociedade através do trabalho de assistência social feito pela instituição. Nesse contexto, o hospital já realizou cerca de 46 mil exames gratuitos em parceria com a cidade de Manaus em dois anos.53 Na época da pandemia causada pelo COVID-19 (o novo coronavírus), centenas de pacientes receberam atendimento com toda a infraestrutura oferecida pelo hospital.54

Perspectiva

O Hospital Adventista de Manaus tem grande relevância para a Igreja Adventista do Sétimo Dia e para o povo do estado do Amazonas. Seus procedimentos pioneiros, bem como o atendimento e reconhecimento médico das autoridades locais fazem dele uma instituição valiosa e, em resposta a esses fatos, esforça-se para oferecer um serviço ainda melhor. A prevenção, o cuidado integral com a saúde e a qualidade na prestação de serviços fazem parte dos valores institucionais do hospital e continuarão a ser os princípios que norteiam o HAM.55

Seu histórico comprova que o trabalho do hospital vai muito além de sua estrutura física, afetando positivamente vidas preciosas, que recebem atenção e cuidados para terem uma vida saudável de forma integral. Nesse contexto, o HAM continuará a fazer o possível para continuar oferecendo a seus pacientes, familiares, fornecedores, apoiadores e à sociedade cuidados médicos de qualidade, combinados ao eterno Evangelho do Deus Criador e Salvador que provê cura física, mental e espiritual.56

Lista de Nomes57

Clínica Adventista de Manaus (1978-1989); Hospital Adventista de Manaus (1989-atualmente).

Lista de Líderes58

Diretores clínicos: Raymond Ermshar (1976-1978); Wanderley Granados (1978-1983); Wilson Soares Silva (1983-1989); Silas de Araújo Gomes (1989-1990); Fonseca Tales (1991-1992); Merari Reinert dos Santos (1992); Milton Reinert (1992-2001); Adam Barbosa Souza (2001-2002); Daniel de Faria (2002-2010), Antônio Guilherme Lopes de Macedo (2010-atualmente).

Administradores: Israel Barbosa (1978-1984); Dimas Targas (1984-1989); Elias Quadros Gabriel (1989-1990); Elcias Camargo (1990-1995); Dailson Monteiro Bezerra (1995-1999); Diomil Barbosa (1999-2001); Leonildo do Carmo dos Reis (2001-2005); Vander Rodrigues Alves (2005-2010), Gideon Oliveira Basilio (2010-atualmente).59

Referências

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Virmes, Tatiane. “Projeto HAMARH recebe premiação.” Portal de notícias do Hospital Adventista de Manaus, 5 de dezembro de 2017.

 Notas de Fim

  1. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor associado da ESDA), 18 de julho de 2019.↩
  2. Um colportor evangelista da Igreja Adventista do Sétimo Dia é o missionário que “desenvolve seu ministério adquirindo e vendendo ao público as publicações editadas e aprovadas pela Igreja, com o objetivo de transmitir a seus semelhantes o Evangelho eterno que traz salvação e bem-estar físico e espiritual.” Portal de notícias da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “Colportagem,”  acessado em 4 de fevereiro de 2020, http://bit.ly/2J6tY1I .↩
  3. Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “União Norte Brasileira da IASD,” acessado e 28 de abril de 2020, https://bit.ly/2KJ2RuV.↩
  4. A organização do departamento Jovem foi realizada no Conselho da Associação Geral em 1907. No verão do mesmo ano, cerca de 200 obreiros se reuniram em uma convenção de jovens para escolher um nome para o departamento. Assim, foi adotado o nome “Departamento de Missionários Voluntários da Juventude Adventista do Sétimo Dia” ou, simplesmente, M.V. Portal de notícias da Igreja Adventista do Sétimo Dia, “História,” acessado em 4 de fevereiro de 2020, https://bit.ly/2K1fnW5.↩
  5. “As lanchas missionárias são usadas para fornecer serviços aos que vivem às margens de rios e em lugares de difícil acesso. Elas são equipadas para atendimento médico e odontológico e atendidas por um pastor adventista para oferecer assistência espiritual às famílias.” Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Lanchas Missionárias no Brasil,” acessado em 27 de fevereiro de 2020, https://bit.ly/396w2mo.↩
  6. Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Leo Blair Halliwell,” acessado em 28 de abril de 2020, https://bit.ly/3bMZNtH. ↩
  7. Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Leo Blair Halliwell,” acessado em 28 de abril de 2020, https://bit.ly/3bMZNtH; Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Jessie Rowley Halliwell,” acessado em 28 de abril de 2020, https://bit.ly/2YhSTsv .↩
  8. “A primeira lancha missionária Luzeiro foi inaugurada em julho de 1931 pelo casal Leo e Jessie Halliwell, com o objetivo de trazer educação sanitária e assistência médica e odontológica gratuita para a população ribeirinha da Amazônia. [...] Durante esses 80 anos, milhares de pessoas foram diretamente beneficiadas pelo apoio proporcionado pelas lanchas. Em muitos casos, essa era a única forma dessas pessoas obterem alguma assistência médica e odontológica.” Luzeiro, “História,” acessado em 22 de janeiro de 2020, https://www.luzeiro.org/ .↩
  9. Rubens Lessa, Construtores de esperança: na trilha dos pioneiros adventistas da Amazônia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, 131.↩
  10. Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Leo Blair Halliwell,” acessado em 28 de abril de 2020, https://bit.ly/3bMZNtH.↩
  11. Francisco Abdoval S. Cavalcanti, A conquista de uma cidade: conheça a história da capital mais evangelizada do Brasil, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, 43-44, 51, 53, 74.↩
  12. Lessa, Construtores de Esperança: na trilha dos Pioneiros Adventistas da Amazônia, 35-38.↩
  13. Floyd Greenleaf, Terra de Esperança: o crescimento da Igreja Adventista na América do Sul, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2011, 461.↩
  14. “Institutions: South American Division [Divisão Sul-Americana],” Seventh-day Adventist Yearbook (Washington, DC: Review and Herald Publishing Association, 1970), 229.↩
  15. Rubens Lessa, Construtores de Esperança: na trilha dos Pioneiros Adventistas da Amazônia, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, 131; Centro Nacional da Memória Adventista no Brasil, “Luís Lindolfo Fuckner,” acessado em 4 de maio de 2020, https://bit.ly/2SzEyUH .↩
  16. Lessa, Construtores de Esperança: na trilha dos Pioneiros Adventistas da Amazônia, 181-183.↩
  17. “Clínica Adventista de Manaus: Um Ano de Vitórias,” Revista Adventista, julho de 1979, 31.↩
  18. “Manaus Ganha uma Clínica Adventista,” Revista Adventista, julho de 1978, 19.↩
  19. “Clínica Adventista de Manaus: Um Ano de Vitórias,” Revista Adventista, julho de 1979, 31.↩
  20. “Clínica Adventista de Manaus: Um Ano de Vitórias,” Revista Adventista, julho de 1979, 31; Franciele Mota, “Socorro Sobre as Águas,” Revista Adventista 108, n. 1267 (dezembro de 2013): 34-35.↩
  21. Hospital Adventista de Manaus, “Missão, Visão e Valores,” acessado em 8 de agosto de 2019, https://bit.ly/31teywd .↩
  22. “Manaus Ganha uma Clínica Adventista,” Revista Adventista, julho de 1978, 19.↩
  23. “Clínica Adventista de Manaus: Um Ano de Vitórias,” Revista Adventista, julho de 1979, 31-32.↩
  24. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 18 de julho, 2019.↩
  25. “Inaugurado o melhor hospital do Norte,” Revista Adventista, março de 1990, 37.↩
  26. Valmir S. Albuquerque, “Hospital Adventista de Manaus,” Revista Adventista 88, n. 9 (setembro de 1992): 44.↩
  27. “Saúde e temperança: aspectos relevantes no quinquênio,” Revista Adventista, maio de 1990, 13; “Manaus Adventist Hospital [Hospital Adventista de Manaus],” Seventh-day Adventist Yearbook (Hagerstown, MD: Review and Herald Publishing Association, 1991), 489.↩
  28. “Uninorte promove IX assembleia quadrienal,” Revista Adventista, outubro de 1989, 44.↩
  29. Lessa, Construtores de esperança: na trilha dos pioneiros adventistas da Amazônia, 132.↩
  30. Francisco Abdoval S. Cavalcanti, A conquista de uma cidade: conheça a história da capital mais evangelizada do Brasil, Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2016, 223.↩
  31. Ton Vinhote, “Hospital Adventista de Manaus inaugura ampliação,” Revista Adventista 103, n. 1199 (abril de 2008): 28.↩
  32. “Rápidas,” Revista Adventista, dezembro de 2008, 35.↩
  33. “Cura integral,” Revista Adventista, agosto de 2011, 25.↩
  34. Pedro Butzen, “Visita da FIFA,” Portal de notícias do Hospital Adventista de Manaus, 22 de outubro de 2013, acessado em 6 de maio de 2019, https://bit.ly/ 2YsGGS7.↩
  35. Bruna Perales, “Hospital referência nas olimpíadas,” Portal de notícias do Hospital Adventista de Manaus, 13 de setembro de 2016, acessado em 6 de maio de 2019, https://bit.ly / 3aO3Qot .↩
  36. Pedro Butzen, “HAM entra para a ANAHP,” Portal de notícias do Hospital Adventista de Manaus, 22 de novembro de 2015, acessado em 6 de maio de 2019, https: // bit. ly / 2YgyMLq .↩
  37. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 18 de julho de 2019.↩
  38. “Associação dedicada a transformar o setor de saúde em um exemplo para toda a sociedade em termos de proteção do meio ambiente e da saúde dos funcionários, dos pacientes e da população em geral.” Hospital Adventista de Manaus, “Saúde e Sustentabilidade,” acessado em 13 de abril de 2020, https://bit.ly/2KI1ZGT .↩
  39. Mishely Luz (secretário-assistente da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 9 de abril de 2019; Daniel Rebouças, “Saúde e sustentabilidade,” Portal do Hospital Adventista de Manaus, May 11, 2016, acessado em 6 de maio de 2019, https://bit.ly/2KI1ZGT .↩
  40. O GPTW é uma autoridade global no mundo do trabalho e especialista em transformar sua organização em um Ótimo Lugar para Trabalhar, ajudando as organizações a alcançar resultados excepcionais e, acima de tudo, sustentáveis. Great Place To Work, “Quem somos,” acessado em 29 de abril de 2020, https://bit.ly/3cYb0I3.↩
  41. Daniel Rebouças, “Hospital Adventista é eleito como a 6ª melhor instituição de saúde para trabalhar no Brasil,” Portal do Hospital Adventista de Manaus, 26 de setembro, 2018, acessado em 6 de maio de 2019, https://bit.ly/2VhQAFN.↩
  42. Tatiane Virmes, “Projeto HAMARH recebe premiação,” Portal do Hospital Adventista de Manaus, 5 de dezembro de 2017, acessado em 6 de maio de 2019, https://bit.ly/3bQFewt.↩
  43. Cavalcanti, A conquista de uma cidade: conheça a história da capital mais evangelizada do Brasil, 223.↩
  44. Wellington Barbosa, “Frutos da Amazônia,” Revista Adventista 111, n. 1316 (dezembro de 2016): 30.↩
  45. Tatiane Virmes, “Celebração dos 40 anos com certificação internacional,” Portal do Hospital Adventista de Manaus, 26 de dezembro de 2018, acessado em 6 de maio de 2019, https: // bit.ly/300wFtt.↩
  46. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 18 de julho de 2019.↩
  47. “Hospital faz trabalho educativo,” Revista Adventista, junho de 1991, 26.↩
  48. Valmir S. Albuquerque, “Hospital Adventista de Manaus,” Revista Adventista 88, n. 9 (setembro de 1992): 44.↩
  49. “O projeto Impacto Esperança é um programa que incentiva a leitura e provê a distribuição anual em massa de livros por parte dos adventistas do sétimo dia no território da América do Sul.” Portal de notícias da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ”Impact Hope,” acessado em 4 de fevereiro de 2020, https://bit.ly/34dZROO .↩
  50. “A Feira da Saúde é um evento de um, dois ou mais dias, aberto ao público de todas as etnias e crenças, sem qualquer custo ou lucro. É geralmente organizada em locais públicos como ginásios, escolas, parques, praças e shoppings. A comunidade é convidada a participar e receber os benefícios dos testes e diretrizes.” Luiz Fernando Sella e Daniela Tiemi Kanno, Manual da Feira de Saúde (Divisão Sul-Americana, 2015), 15.↩
  51. “Mais do que livros,” Revista Adventista, junho de 2016, 30.↩
  52. “Amazonas: oportunidade para servir,” Revista Adventista, setembro de 1991, 6.↩
  53. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 18 de julho, 2019.↩
  54. Dhiego Arlinsonn, “Nota de Esclarecimento #01 | COVID-19,” Portal de notícias do Hospital Adventista de Manaus, 5 de maio de 2020, acessado em 14 de maio de 2020, https://bit.ly/360BB4Z.↩
  55. Ronivon Santos (Secretário Ministerial da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 18 de julho de 2019.↩
  56. Ibid.↩
  57. Ibid.↩
  58. Mishely Luz (Secretária assistente da UNoB), mensagem por e-mail para Carlos Flavio Teixeira (editor-associado da ESDA), 9 de abril de 2019.↩
  59. Para mais informações sobre o Hospital Adventista de Manaus, acesse o site http://ham.org.br/ ou através de suas redes sociais no Facebook, Instagram: @hospitaladventistadademanaus e YouTube: Hospital Adventista de Manaus.↩
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Souza, Arildo Coelho de, Daniel Rodrigues Rebouças, Ronivon da Silva dos Santos. "Manaus Adventist Hospital." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. June 20, 2021. Accessed October 15, 2026. https://encyclopedia.adventist.org/article?id=BGJ3.

Souza, Arildo Coelho de, Daniel Rodrigues Rebouças, Ronivon da Silva dos Santos. "Manaus Adventist Hospital." Encyclopedia of Seventh-day Adventists. June 20, 2021. Date of access October 15, 2026, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=BGJ3.

Souza, Arildo Coelho de, Daniel Rodrigues Rebouças, Ronivon da Silva dos Santos (2021, June 20). Manaus Adventist Hospital. Encyclopedia of Seventh-day Adventists. Retrieved October 15, 2026, https://encyclopedia.adventist.org/article?id=BGJ3.